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Aos 55 anos, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP) não tem vergonha de dizer: é um parlamentar ‘de direita’. Ex-capitão do Exército, notabilizou-se em 1986, depois de dar uma entrevista para reclamar dos baixos salários dos integrantes das Forças Armadas. Em outubro, ele pretende se reeleger para o sexto mandato para continuar defendendo a classe em Brasília.
1. Como o senhor avalia o seu desempenho como deputado federal?
— Sou um parlamentar que pode ser chamado de independente. Em Brasília, em questões polêmicas, sempre defendi o povo. Fui contra a CPMF e também fui contra a taxação de inativos. Minhas posições são bastante claras.

2. O que o senhor acha do governo realizado pelos militares no Brasil entre 64 e 85?
— Acho que o Brasil evoluiu nesse período. O próprio presidente Lula admite isso. Durante o governo militar, o País alcançou bons índices de crescimento na economia. E, na verdade, os militares só tomaram o poder depois de pressão da opinião pública e da própria imprensa. Tenho orgulho de afirmar que sou um político ‘de direita’. Há quem se diga ‘de esquerda’, por exemplo, e hoje defende posições diferentes das que tinha quando não estava no governo.

3. Por que o senhor defende o controle de natalidade?
—A cada ano, a população brasileira ganha 3 milhões de pessoas. Esse crescimento populacional traz muitos problemas para a sociedade. Há, inclusive, problemas de meio ambiente resultantes desse crescimento da população. A legislação brasileira, atualmente, só permite laqueadura e vasectomia para maiores de 25 anos que já tenham dois filhos. Quero mudar essa regra, permitindo a laqueadura e vasectomia para maiores de 21 anos.

4. Como o senhor pretende defender os interesses dos integrantes das Forças Armadas?
— Sempre trabalhei a favor dessa classe. No Congresso, impedi, por exemplo, que a aposentadoria das Forças Armadas fosse feita pelo INPS. Também consegui verbas para hospitais militares. E o meu trabalho vai continuar nesse sentido.

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