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José Geraldo Pimentel*

Imaginei dar a este texto o título de ‘vaquinhas de presépio’, uma alusão à performance dos atuais comandantes militares. Mas poderia incorrer num erro de avaliação. No entanto, é aquela história; quem se cala consente. Acredito que por trás desse silêncio obsequioso, aja uma ação em marcha, sigilosa, pronta para dar uma resposta à nação brasileira, que cansou de assistir a tanta imoralidade, falcatruas, assaltos aos cofres públicos, e, agora, facilitação para entrega de parte do nosso território à países vizinhos e outros com interesses em nossas riquezas naturais.
As ONGs estrangeiras instaladas na imensidão do território da Amazônia têm mais influencia dentro das tribos indígenas do que os próprios caciques. As nações indígenas ocupando vastas extensões de terras de fronteira, puseram a boca no mundo e caminham para uma tomada de posição em que querem a sua independência política, separando-se do território brasileiro. O governo se faz de mouco, facilitando o pleito da comunidade indígena. Tudo pelo social!
Eu vivo ressuscitando das cinzas. Emociono-me, entusiasmo-me pelas coisas novas. Neste aspecto sou um crente convicto que acredita nas pessoas, e quase sempre leva na cabeça. Vejo com o tempo que me apaixonei por grandes pequenas coisas, que não levaram a nada. Só desilusões. Mas não persisto no erro. Sei como parar e consertar o erro. E afasto-me para sempre do mal.
Este final de semana entrei na TV Educativa, canal 2 do Rio de Janeiro, e assisti por alguns instantes, uma entrevista em que um contra-almirante e um general de brigada dissertavam sobre projetos das Forças Armadas. Os interlocutores eram quatro jovens universitários, tratados como especialistas em estratégia militar. O mais velho não aparentava ter mais de vinte e seis anos de idade.
Se não fora humilhante, diria que era hilariante assistir dois oficiais quatro estrelas tratar de assunto tão sério, num ambiente de pouca receptividade e alcance, para a importância do assunto ali tratado. Era como se fosse um ator de teatro de renome internacional, falar de cultura para um programa de variedades vespertino. Os militares falavam com certo entusiasmo, mas limitavam-se a se pronunciar só quando instados a falar.
O sonho era alto, mas nas alturas estava a realidade para alcançá-la. Um terceiro personagem mantinha-se ao lado dos oficiais, sem dizer ou ser intercalado momento algum. Parecia um sensor, controlando a reunião. De real na entrevista só me pareceu o excesso de gordura dos três personagens sentados ao lado do entrevistador, e sabatinados pelos universitários. ‘Vc está com excesso de peso. Cento e três centímetros de cintura indica uma obesidade de grau um!’ Lembrei-me do diagnóstico dado pela minha médica nutricionista. ‘Seu fígado apresenta gorduras!’ Sentenciou o médico radiologista. ‘Fígado gordo!’ brinquei com os meus botões. Resumo da opera: Os três personagens à frente dos garotos e do entrevistador estavam mais para guardas de trânsito, bem nutridos e bonachões; porém com as cabeças ocas, sem nenhuma novidade para apresentar aos telespectadores. Para o general o forte do reaparelhamento do Exército residia num carro de combate em testes de fabricação, um carro de transporte de tropa, e … a entrada na guerra eletrônica, como aviões de caça e bombardeios sem pilotos. Falava sério de uma coisa séria, com o sotaque do mestre embusteiro, o presidente da república. O que promete, promete, e nada sai do papel. Tem quem acredite nas mentiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o maior enganador da história republicana!
Esses senhores sabatinados na TV Educativa são o retrato fiel de seus superiores hierárquicos, comandantes militares. Passam-se por imbecis, para agradar a platéia. Só que a platéia de casa, a tropa, está cansada de tanta enganação. Não vê reaparelhamento das Forças, muito menos tratarem das perdas salariais, e de seus direitos embrulhados num papel de jornal e atirado no fundo das gavetas dos senhores congressistas desde o ano de 2001. A única coisa visível e exposta à nação é o achincalhe que os revanchistas de plantão não se cansam de jogar na cara dos militares. E o endeusamento de terroristas que atuaram contra as FFAA. Em cada cerimônia realizada para lembrar a luta fratricida dos comunistas contra os militares, o presidente da república é o primeiro a enaltecer o ‘ato heróico’ dos que ‘morreram pela liberdade’. Não lembra nunca que se não foram as FFAA o Brasil de hoje seria uma Cuba continental. Mas ao governo só interessa espezinhar as FFAA. Faz mil promessas e o que torna visível, realmente, são as restrições que são efetivadas com um programa de Estratégia Nacional de Defesa. Reduz-se a autoridade dos chefes militares, isolam-nas das proximidades das decisões de governo, e ainda as humilham desalojando suas sedes da Esplanada dos Ministérios, e as próprias presenças físicas no palanque das autoridades, na Parada de Sete de Setembro. E nivela os vencimentos dos comandantes militares aos de um sub secretário de um ministro de Estado.
Os comandantes militares e seus auxiliares imediatos, integrantes dos altos comandos militares, se apequenaram atrás do medo que movem as suas ações. Acovardaram-se diante de seus tutores, demonstrando visivelmente que estão sofrendo das Síndrome de Estocolmo; apanham, e gostam. Têm o comportamento de mulher de malandro; só gozam apanhando. Daí se manterem numa atitude pouco costumeira nas lides militares. Não reagem, nem sendo cutucados com vara curta. São uns omissos!
Só vejo reação do comandante militar do Exército quando é para desautorizar um colega que protesta contra o PNDH3 e seu fantasma denominado END. Não só desautoriza, como demite de seu cargo, colocando-o em disponibilidade. Mas só quando o protestante não está ligado ao governo. Notaram que o capitão Luis Fernando Ribeiro de Sousa (Movimento Capitanismo) surgiu como um reformador da doutrina militar, questionando os regulamentos militares, ameaçando a autoridade que tentar punir o subordinado militar com indenização por perda e danos morais, sugerindo a pederastia nos quadros militares, etc, e nada lhe acontece? O comandante do Exército passa a bola para o Ministério Público Militar. Não toma nenhuma atitude disciplinar. Medo? O capitão foi claro: ‘se me perseguirem, peço asilo político ao presidente Lula’. Esta ameaça caiu fundo nas mentes e corações das autoridades militares que enfiaram a viola debaixo do braço e saíram de cena. ‘Quem pode, pode. Quem não pode se sacode!’ Diz o ditado. O comandante militar da Aeronáutica é outro primor de respeitabilidade. Na insurreição dos controladores de vôo no Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I), em Brasília, só conseguiu entrar na torre de controle de vôo acompanhado de uma Promotora Pública Militar. E colocando-se atrás da senhora. Por cima do ombro da promotora prometeu criar um quadro novo de oficiais só para os controladores de vôo. Se a greve acabasse!…
A promessa foi cumprida, mas os problemas detectados na aviação civil continuam… ‘Tudo como dantes, no quartel de Abrantes!’ O comandante militar da Marinha tem aquele jeito do mineiro: ‘come quieto!’ A única vez que se teve notícia do militar foi quando esteve presente numa reunião da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – CREDN. O órgão é composto de quinze titulares e quinze suplentes. E o presidente. Nessa reunião só apareceram, além do presidente da comissão, três deputados. Um dos deputados foi logo prevenindo: ‘Vou sair mais cedo porque deixei o meu cãozinho de estimação, o Tui, tomando banho no veterinário!’ Outro aproveitou o lance e informou: ‘Minha esposa está esperando o carro oficial para levá-la ao salão. Ela vai à piscina amanhã. Esses cuidados que toda mulher tem!’ O almirante não esmoreceu e continuou exponho as carências de sua pasta. ‘Tem submarino naufragando no dique da base militar, por falta de manutenção. A cota dos royalties do petróleo destinada à Marinha está sendo desviada, deixando-nos na penúria!’ Queixou-se.
De outro lado não esquece dos agrados feitos ao Excelentíssimo Comandante-em-chefe da Forças Armadas. Sempre que há folga na agenda do presidente, quando ele não se encontra fora do país paparicando os seus ‘cumpanheros’ bolivarianos, ou seu mais novo interlocutor, o sanguinário presidente do Iran, Mahmoud Ahmadinejad, o comandante da Marinha prepara um lauto jantar à luz de velas, e convida o patrão.

‘- Presidente, desta vez pedi ao seu cozinheiro, o Floresberto, o da Granja do Torto, para vir em minha casa para preparar um daqueles quitutes que tanto V. Exa. aprecia. Um matuto pegou um animal silvestre, ‘paca de pata roxa’, dado como em extinção, e levou para o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS). Lá o pessoal se lembrou do chefe e enviaram a presa para servi-lo no jantar. V Exa. é muito querido nas FFAA, sabe, não?
– Claro, meu jovem. Também adoro vocês! Queria confessar uma coisa, amigo. Nos meus tempos de sofrimento no Nordeste, quando um de nós caçava uma preá, camaleão, e até rato do mato, era uma festa. Comíamos de lamber os beiços. Mas essa época de vacas magras passaram. Agora quando pinta uma ‘carne fresca’, eu papo, sem dó nem piedade. Não quero nem saber se é bicho em extinção, ou não. Essas coisas de ecologistas. Gente que não tem o que fazer!
‘- E uma cabritinha!’ Brincou o almirante.
‘- As cabritinhas eu dou outra destinação!’ Rir.
O presidente através do Itamaraty encaminhou carta aos países-membros do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) sugerindo que a entidade não aprove censura às nações que violem as garantias individuais. O pedido tem endereços certos: proteger os amigos Fidel Castro e Mahmoud Ahmadinejad, assassinos, passiveis de serem alcançados pelo Tribunal Penal Internacional. Internamente, o pai dos pobres, que substitui emprego por Bolsa Família, é um pervertido que leva com ele o Congresso Nacional, uma boa parte do Supremo Tribunal Federal, e agora, associando-se à canalhice nacional, entra o presidente do Tribunal Superior Militar, que declara que guardou em seu cofre, no seu gabinete, os processos militares que arrolam os crimes da candidata da situação, a ex-terrorista, ladra de banco, assassina e seqüestradora Dilma Rousseff. Imitou o seu alcoólico general chefe do Gabinete Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), que transformou os gastos com os cartões corporativos da presidência em segredo de Estado. Protegi-se do conhecimento público os crimes de uma bandidona que poderá ser a próxima presidente do Brasil, mas não se poupa os dados fiscais de generais e coronéis que se opõem à ação criminosa do governante de plantão. É dando que se recebe. Era de se esperar a ação desmoralizada do TSM depois que uma esposa de um conhecido general foi nomeada membro desse órgão da justiça militar. O presidente Lula sabe como subjugar as instituições brasileiras, fazendo-as comer em suas mãos! Os que não têm firmeza de caráter ajoelham-se aos seus pés!
Nunca neste país se viu tantos oficiais inapetentes para a função, como na atual geração de chefes militares!
Aquela alusão às vaquinhas de presépio começa a ganhar sentido. Nada mais fantasiosa do que a autoridade de um chefe militar nos dias de hoje! Verdade! No meu tempo viam-se homens comandando as FFAA. Hoje vêem-se esbirros de coisa nenhuma, passando-se por chefes militares, mas que são criaturas que não honram a farda que vestem, e são mais imundas do que o mais vil dos bandidos presos em presídios de segurança máxima!
O meu Exército de ontem, é muito melhor do que o Exército de hoje. Os chefes militares que comandam atualmente as FFAA só as têm humilhado, transformando-as numa organização a serviço de criminosos.
Essa coisa começa a feder. Fico com pena da instituição militar. É preciso que se faça um descarrego e mande para o quinto dos infernos esse monturo de merda que está avacalhando as FFAA brasileiras. Para salvar o país é necessário primeiro salvar as FFAA brasileiras.
*Cap Ref EB
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