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Pelotão de Joinville viajou ontem e deve retornar apenas em março de 2011
Sentimentos misturados, choro engasgado e preocupação deixaram pais, amigos, namoradas e filhos de 27 militares do 62º Batalhão de Infantaria, em Joinville, com o coração na mão na tarde de ontem. A tropa se preparava para embarcar para o Haiti. Os capacetes-azuis, símbolo das forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), chegam na próxima semana ao país caribenho abalado pelo terremoto de fevereiro.
É a primeira vez, como tropa constituída, que eles vão ao Haiti. Eles retornarão ao Brasil após seis meses num dos lugares mais pobres de Porto Príncipe, a capital haitiana: a Cité Soleil, uma favela onde vivem 300 mil pessoas.
O abraço apertado entre o fuzileiro Ezequiel Vingra da Silva, de 22 anos, e a mulher dele, Karin Aline Formigoni, de 19, mostrava que eles não queriam que o momento acabasse. Mesmo a pequena Giovanna Carolina, de 11 meses, sem entender a situação, chorava com os pais. A despedida marcou o jovem casal e a mãe de Ezequiel, Maria dos Prazeres, de 42, que observou o único filho sair do Brasil.
Também foi duro para Ezequiel deixar a bebê e Karin, com quem está há dois anos. “Estou feliz e triste. Vou deixá-las na mão de Deus. Vai dar tudo certo. Sei que estaremos ajudando muita gente”, disse. Karin não conseguia falar. Chorava e abraçava o marido, para aproveitar os últimos minutos com ele.
Luize Klein beijava a aliança de Clederson Coutinho. Ambos têm 21 anos e noivaram há duas semanas para selar o amor antes da viagem. “O triste é saber que ele vai passar aniversário, Natal, sozinho.”  
Militares de Joinville falam sobre a missão no Haiti:
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