Escolha uma Página
A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou indícios de que a quadrilha responsável por fraudar neurocirurgias no Hospital Municipal Salgado Filho também atuava no Hospital de Força Aérea do Galeão (HFAG), na Ilha do Governador, e no Hospital Central do Exército (HCE), em Benfica.
No primeiro, a Ortoneuro, uma das empresas envolvidas no esquema, venceu, no fim de 2009, uma licitação no valor de R$ 110 milhões. Já a Extencion, que também é investigada pela polícia, tem R$ 43 milhões a receber do HCE após vencer concorrência realizada em meados do ano passado.
Os investigadores da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública descobriram ligações do empresário Jorge Figueiredo Novaes, apontado como controlador de ambas as empresas, com oficiais dessas duas unidades militares de saúde. Ele seria próximo a coronel-médico do HCE, com quem chegou a viajar para a Europa este ano. Um ex-diretor do HFAG com influência na unidade também seria grande amigo de Novaes.
“Tudo indica que as fraudes da quadrilha podem ser ainda maiores nesses hospitais militares”, disse o delegado Fábio Cardoso, titular da especializada. Ele ainda descobriu outros possíveis elos de atuação do grupo. Os dois médicos indiciados também trabalharam nas duas unidades militares.
O neurocirurgião Carlos Henrique Ribeiro, chefe do setor no Salgado Filho, já fez parte da equipe do HFAG. Na época em que esteve lá, a Extencion chegou a ser beneficiada com dispensa de licitação no valor de R$ 10,5 mil. O médico Wagner Mariushi, por sua vez, prestou serviços para o HCE.
O Exército e a Aeronáutica informaram que acompanham as apurações da delegacia, mas já investigaram procedimentos realizados no HCE e no HFAG e não encontraram qualquer irregularidade. Leia mais.
Skip to content