Escolha uma Página
O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quarta-feira que apresentará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana que vem, a escolha do ministério quanto ao modelo de caça que deve ser comprado pelo governo. Jobim participou por quatro horas de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara. Ele não adiantou qual será a opção do ministério, mas deixou claro que a preferência será pelo preço das aeronaves, mas pela transferência de tecnologia ao Brasil.
Jobim disse que encaminhará a Lula uma exposição de motivos embasando a escolha do modelo de caça e definindo também parâmetros de negociação para serem observados pela comissão encarregada de realizar a compra das aeronaves. Segundo o ministro, o presidente vai submeter à exposição de motivos ao Conselho de Defesa Nacional. O ministro afirmou que o Brasil “não é um comprador de aviões” e que o país está interessado no pacote tecnológico que vem junto com a aquisição. Ele deixou claro que a decisão cabe ao governo e não às Forças Armadas.
– É uma opção política, não é para as Forças Armadas. É para o governo – disse Jobim, lançando a seguinte questão aos deputados: – Interessa o preço X com capacitação nacional ou o preço X menos um, sem a capacitação nacional.
Três modelos estão na disputa aberta pelo governo brasileiro para a compra de 36 aviões militares supersônicos: o sueco Gripen, da Saab; o norte-americano F-18, da Boeing; e o Rafale, da francesa Dassault.
O modelo francês, porém, já foi apontado por Lula e pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, como a “opção política” do governo, mas enfrenta resistências da Aeronáutica. Relatório da Força Aérea Brasileira apontou preferência pelo modelo sueco pelo custo mais baixo.
Jobim acompanhará o presidente Lula em viagem a Washington (EUA) onde na próxima segunda-feira assinará um acordo militar com os Estados Unidos . Segundo Jobim, o acordo é genérico e semelhante ao que o Brasil já mantém com a Argentina. Jobim afirmou que não está prevista a instalação de nenhuma base militar americana em território brasileiro. 
Comento:
” É uma opção política, não é para as Forças Armadas. É para o governo. ” 
E eu,  pensando que fosse para o País. Santa ingenuidade.
Skip to content