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Um grupo de seis deputados federais irá à Colômbia, Venezuela e ao Equador na segunda quinzena de novembro para verificar a presença das bases militares norte-americanas em território colombiano. Paralelamente, deverão ser discutidos os problemas relativos à migração ilegal, tráfico humano, de drogas e armas.
A decisão de enviar o grupo para a região foi tomada hoje (14) com a aprovação da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados da criação de uma comissão externa de parlamentares.
A região envolvendo os três países é considerada tensa e conflituosa principalmente depois que, em março de 2008, o Exército da Colômbia atacou homens das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc), que estavam em território equatoriano. A situação se agravou quando, no começo deste ano, os Estados Unidos e a Colômbia firmaram um acordo para ampliar bases militares norte-americanas em território colombiano.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi um dos primeiros a reagir ao acordo, criticando a negociação. Segundo o governo do presidente colombiano Álvaro Uribe, o objetivo da ampliação das bases é reforçar o combate ao narcotráfico, mas Chávez afirmou que há ameaças à soberania da Venezuela.
A sugestão para enviar a comissão parlamentar aos três países foi do deputado Raul Jungmann (PPS-PE). “A Câmara está abrindo um canal diplomático entre parlamentos. O principal ponto é verificar a questão das bases militares, mas há uma série de outros assuntos associados que também devem ser analisados”, disse.
Jungmann já havia apresentado o requerimento para a visita da comissão parlamentar aos três países em março passado. Em seguida, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), recebeu comunicado do Parlamento da Colômbia informando que os deputados brasileiros serão bem recebidos no país vizinho.
Para Jungmann, é fundamental ampliar as relações diplomáticas entre parlamentares da América do Sul e do Caribe. “Há problemas e a comissão parlamentar é um dos caminhos para a troca de experiências e o estreitamento de laços com os parlamentos vizinhos”, disse o deputado.
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