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A busca pelas ossadas dos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia pode ganhar novo fôlego. A juíza Solange Salgado, da 1ª Vara Federal de Brasília, atendeu a um pedido da União e de familiares de desaparecidos políticos e determinou que os “agentes militares ainda vivos” que atuaram naqueles combates sejam interrogados pela Justiça e entreguem todos os documentos da época sobre o episódio.
Entre eles está o tenente-coronel da reserva Sebastião Curió, que revelou, recentemente, que 41 guerrilheiros estavam rendidos pelo Exército quando foram mortos. A decisão da juíza atinge outros seis militares. Solange é autora da sentença que obrigou o governo a criar o grupo que hoje tenta identificar os militantes do PCdoB mortos naquele confronto.
“A oitiva dos agentes militares ainda vivos é de importância ímpar, pois eles podem, efetivamente, contribuir com dados precisos para a localização dos corpos dos guerrilheiros mortos. De igual modo, documentos em poder desses agentes militares contribuirão para o fim almejado”, afirma Solange, na decisão.
Além de Curió, deverão depor o tenente-coronel da reserva Lício Maciel – que participou de combates nas matas do Araguaia e chegou a levar um tiro no rosto da guerrilheira Lúcia Maria Souza, que usou codinome Sônia; e o tenente da reserva José Vargas Jimenez, conhecido como Chico Dólar, e que já admitiu prática de torturas naquela época. Também terão que depor os soldados José Albérico Silva, Paulo Eduardo Cunha, Marcelino Oliveira e Luiz Jimenez.
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