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São Gabriel da Cachoeira (AM), município localizado a 860 quilômetros de Manaus, na fronteira com Venezuela e Colômbia, vai ganhar seu primeiro destacamento da Marinha em setembro, na Semana da Pátria.

Até então, o controle do tráfego fluvial era feito por embarcações sediadas na capital do estado. “A competência da Marinha é estritamente essa: ver se a embarcação tem documentos em dia e se é segura”, explica o comandante Dennis Teixeira, capitão dos portos da Amazônia Ocidental.

Embora a atribuição básica do novo posto seja controlar a documentação e as condições de segurança dos barcos que trafegam pela região, a presença reforçada será importante para “guarnecer a fronteira nacional”, segundo Teixeira. A Marinha poderá operar de forma conjunta com a Polícia Federal para controlar, por exemplo, o tráfico de drogas na região.
Num primeiro momento, a Marinha conta com o apoio da Brigada de Infantaria e Selva do Exército, já instalada em São Gabriel, que vai ceder um imóvel para abrigar os nove marinheiros destacados para irem para a região. O destacamento contará com duas embarcações, segundo o comandante Teixeira.

O município amazonense se situa numa região remota da Amazônia, a chamada Cabeça do Cachorro. De importância estratégica por fazer fronteira com dois países vizinhos, é também uma das cidades com maior presença indígena no país – o prefeito e seu vice são índios de duas etnias distintas.

Por um acordo internacional, embarcações colombianas tem livre tráfego pelos rio brasileiros, desde que notifiquem as autoridades da rota que pretendem fazer. Perguntado por que só agora a Marinha passará a ter presença permanente nesta zona, o comandante Teixeira explicou que a vastidão da Amazônia dificulta o trabalho de vigilância dos militares. “A região da Amazônia Ocidental representa 22% do território nacional”, destaca.
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