Projeto dobra tempo de serviço contabilizável para aposentadoria de policiais e bombeiros militares, mas exclui militares das Forças Armadas

Projeto que dobra tempo de serviço contabilizável por policiais e bombeiros militares exclui militares das Forças Armadas

Proposta em análise na Câmara dos Deputados amplia de cinco para dez anos o tempo de serviço averbável por policiais e bombeiros militares estaduais. Medida não altera as regras aplicáveis aos militares das Forças Armadas.

O Projeto de Lei 241/2023 propõe ampliar de cinco para dez anos o tempo de serviço público ou privado que policiais e bombeiros militares poderão averbar para fins de aposentadoria. Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta busca equiparar as regras dos militares estaduais às dos policiais federais. O texto, no entanto, não se aplica aos militares das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), que permanecem submetidos à legislação própria.

Mudança equipara regra à dos policiais federais

De autoria do deputado Capitão Augusto (PL-SP), o projeto altera o Decreto-Lei nº 667/1969, que organiza as polícias militares e os corpos de bombeiros militares dos estados. Atualmente, policiais militares e bombeiros militares podem averbar até cinco anos de serviço prestado em atividades públicas ou privadas fora da carreira militar. Entretanto, o projeto eleva esse limite para dez anos, igualando-o ao previsto para os policiais federais pela Lei Complementar nº 51/1985. Apesar da mudança, a proposta mantém a exigência de 35 anos de serviço para a aposentadoria integral. Desse total, pelo menos 25 anos deverão corresponder ao exercício de atividade de natureza militar. Segundo o autor, a legislação atual cria tratamento desigual entre categorias com funções semelhantes. Por isso, o parlamentar defende a adoção do mesmo limite aplicado aos policiais federais.

Forças Armadas permanecem com regras próprias

Embora o projeto trate de militares estaduais, a proposta não altera o regime previdenciário dos militares das Forças Armadas. Militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica continuam sujeitos às regras estabelecidas pela Lei nº 13.954/2019, que reformulou o Sistema de Proteção Social dos Militares das Forças Armadas e também promoveu alterações para policiais e bombeiros militares dos estados. Assim, caso o projeto seja aprovado, apenas policiais militares e bombeiros militares estaduais poderão ampliar o período de averbação de tempo de serviço. Os militares federais continuarão seguindo os critérios atualmente em vigor.

Direito adquirido permanece garantido

Além da ampliação do limite de averbação, o projeto preserva o direito adquirido dos militares estaduais que já haviam acumulado tempo de serviço público ou privado antes da entrada em vigor da Lei nº 13.954/2019. Nesses casos, todo o período anteriormente adquirido continuará sendo considerado para fins de inatividade. De acordo com o deputado Capitão Augusto, a medida evita insegurança jurídica e assegura a preservação de direitos.

Projeto poderá seguir diretamente ao Plenário

O texto será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Contudo, como o regime de urgência foi aprovado, a proposta poderá seguir diretamente para votação no Plenário da Câmara dos Deputados. Depois dessa etapa, o projeto ainda precisará ser aprovado pelo Senado Federal antes de seguir para sanção presidencial.

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Links de referência: Fonte: Agência Câmara de Notícias.

Respostas de 27

  1. Eu acho justo, pois aqui mesmo, existe um monte de militares com tempo para ir embora e ficam aqui enchendo o saco com a celebre frase: ” na minha época”.

    Não contentes, voltam como PTTC.

    Eu acho que tinha que fazer o contrário, diminuir pela metade e poder averbar apenas 2,5 anos.

    1. Qual o critério para o PTTC. Estive conversando com um amigo da área Juridica e ele falou se for “afundo” esta contratação teria que ser avaliada. Qual o critério? Ser “peixe” de alguém? Como é uma função Pública deveria existir uma seleção. Acho que uma “Noticia de Fato” poderia resolver. É muito PTTC

      1. “Qual o critério?”

        Não sei, mas é curioso que alguns militares – por coincidência, todos no topo do círculo dos “estamentos superiores” – passam a PTTC alguns dias após ingressar na Reserva.

        Muito curioso…

        1. 1° “critério”: ser da Turma ou amigo do 👑 (Of Gen) e;
          2° “critério”: tem o dobro de vagas para Of (Cel/TC/QAO) q Praças!!!! (Interessante. Na ativa o efetivo de Of (18.524) é menor q o de Praças (28.630).🤔🤔🤔🤔🤔🤔. Só para fins de curiosidade: 77,3% do efetivo total dos militares do EB são de temporários (o q é EXCELENTE): são 10.753 Of, 15.975 Sgt e 137.026 Cb/Sd!!!

  2. Militar das forças Armadas é cabra safado… Igual a mulher de malandro… Reclama mas tem coronel com 40 anos de serviço na ativa… E capitão QAO e sargento QE que só sai na expulsoria e uma vez na reserva fica implorando para vampirar como PTTC… Pode colocar 200 anos que a maioria apoia…esses apoiam a ditadura militar e ficariam muito feliz com a volta da escravidão em nosso país… Impressionante…

  3. Avisa esta turma que este progeto já existia nas forças, armadas, conheci colegas que vasaram antes juntanto o tempo de serviço, da vida civil.

  4. Eu leio os comentários e lembro do meu tempo de farda. Um monte de gente que não sabe o mínimo do assunto, mas tem as opiniões mais definitivas.

  5. Da minha turma de Marinheiro, teve colegas, acredito que 4, que tive conhecimento, tiraram entre 38 a 40 anos de serviços.
    No mínimo não mínimo a convivência familiar não eram boas.
    Assim como muitos TTCs.

  6. Todos os projetos que sejam benéficos para policias, guardas ou qualquer outra classe voltada à segurança sempre excluem as FA. Aposto que irão aprovar a isenção de IR, exceto para militares federais.

  7. Deveriam ser contabilizados todos os tempos, já que se trata de trabalho e existe a idade máxima para ingresso, que é ainda menor para as FA. O salário deveria corresponder a proporção entre os períodos trabalhados.

  8. político que é polícia, sempre vai cuidar dos Interesses das POLÍCIAS, e vão sim se desvincular das FA….então sugiro que deixem de votar em abobados como Hélio ou Lordes como Mourão, que são Incompetentes, nunca Conseguiram Nanda, nenhuma migalha de melhoria para a força, somente cuidaram de seus interesses pessoais na política. Fim.

    1. Votem no Capitão Macedo, ele foi sargento um bom tempo e entende de Política, poderá ajustar umas coisas e um projeto para que nem todos os preguiçosos fiquem preso no quartel.

      1. Não voto em oficiais. Mesmo QAO não sendo oficial de fato e direito, só por ter a frente do nome “capitão”, não merece meu voto e de meus familiares. Praça não vota em oficiais, mesmo que esses sejam Sub velhos que se sentem oficiais.

  9. Em 2019, parlamentares que representam os policiais e bombeiros militares fizeram de tudo para incluí-los na reforma da Lei 13.954/19. Conseguiram. Mas, apenas para os benefícios.

    Quase todas as desvantagens para os militares não alcançam os militares estaduais. Até a chamada “despolitização” – regras mais severas para militares se candidatarem a cargos políticos – não atingirá os militares estaduais.

    Nossos parabéns aos policiais militares e bombeiros militares pelas suas conquistas!!

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