Nova presidente assume um país politicamente dividido, anuncia apoio militar à polícia durante estados de emergência e enfrenta protestos de familiares de vítimas do governo de Alberto Fujimori.
Keiko Fujimori assumiu nesta terça-feira (28) a Presidência do Peru e marcou o retorno do fujimorismo ao poder após 26 anos. Eleita por uma diferença inferior a 50 mil votos sobre o esquerdista Roberto Sánchez, ela iniciou o mandato com a promessa de ampliar o combate ao crime organizado por meio da atuação conjunta das Forças Armadas e da polícia.Governo aposta em militares para reforçar segurança
Durante o discurso de posse no Congresso, Fujimori anunciou que os militares atuarão ao lado da Polícia Nacional em operações contra o crime organizado, especialmente contra a extorsão, durante períodos de estado de emergência. Além disso, a presidente prometeu fortalecer as ações de segurança pública e implementar um plano de contingência para enfrentar os impactos do fenômeno climático El Niño. Segundo ela, o governo buscará responder simultaneamente aos desafios da violência urbana e dos desastres naturais. Assim, a estratégia representa uma das principais promessas do novo governo e sinaliza uma política de endurecimento no enfrentamento das organizações criminosas.Peru segue dividido após eleição apertada
Apesar da vitória, Keiko Fujimori assume um Peru profundamente polarizado. Parte do eleitorado considera o fujimorismo responsável pela estabilidade econômica conquistada nas últimas décadas. Por outro lado, setores da sociedade associam o movimento às violações de direitos humanos registradas durante o governo de seu pai, Alberto Fujimori. O ex-presidente renunciou ao cargo em 2000, por fax, em meio a um escândalo de corrupção. Posteriormente, a Justiça peruana o condenou por crimes relacionados à corrupção e por violações de direitos humanos.Protestos acompanham cerimônia de posse
Enquanto o Congresso realizava a cerimônia de posse, familiares de vítimas da repressão estatal promoveram manifestações nas proximidades do Parlamento. Os protestos lembraram casos emblemáticos, como os massacres de La Cantuta e Barrios Altos, atribuídos ao período em que Alberto Fujimori governou o país. Os manifestantes exibiram faixas com o lema “Keiko não me representa”, reafirmando críticas ao retorno do grupo político ao poder. Por fim, a posse ocorreu sob forte esquema de segurança e evidenciou o ambiente de tensão política que deverá acompanhar os primeiros meses da nova administração.Links de saída
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Uma resposta
Em breve veremos o desastre do governo da farmadora de aura peruana.