GSI nomeia major “Fulano” e tenente“Cicrano” para a Segurança Presidencial

GSI nomeia Major 'fulano' e tenente 'cicrano' - Imagem ilustrativa, gerada por IA

Publicação no Diário Oficial da União trouxe nomes fictícios; Gabinete de Segurança Institucional confirmou correção na próxima edição.

Uma portaria do Departamento de Gestão do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) nomeou, de forma equivocada, o major do Exército identificado como “Fulano de Tal” e o tenente da Polícia Militar do Distrito Federal identificado como “Cicrano de Tal” para atuar como assistentes na Secretaria de Segurança Presidencial.

O órgão publicou o ato com erros na edição desta segunda-feira (22) do Diário Oficial da União. Além dos dois oficiais, o texto também designou o sargento da Marinha Márcio Adriano de Jesus Leite para a mesma função.

Portaria publicada no Diário Oficial da União designa militares 'Fulano de Tal' e 'Cicrano de Tal'
Portaria publicada no Diário Oficial da União designa militares ‘Fulano de Tal’ e ‘Cicrano de Tal’ — Foto: Reprodução

Ao ser procurado, o GSI confirmou a falha, reconheceu o equívoco e informou que fará a retificação na próxima edição do DOU, prevista para terça-feira (23).

A Portaria nº 172, de 19 de junho de 2026, trouxe a assinatura de Vinícius Damasceno do Nascimento, diretor do Departamento de Gestão da Secretaria-Executiva do GSI. O documento determinou a designação dos militares para exercer a função de assistente na Secretaria de Segurança Presidencial, com direito à Gratificação de Representação da Presidência da República, no nível IV.

O texto oficial também apresentou erro de grafia ao usar “Cicrano”. Dicionários registram que a forma correta é “Sicrano”, termo utilizado, junto com “fulano” e “beltrano”, para indicar pessoas de maneira intencionalmente indeterminada.

Em nota, o Gabinete de Segurança Institucional reafirmou que já identificou o problema e publicará a correção no próximo Diário Oficial da União.

Respostas de 10

  1. Muitas faculdades e cursos superiores criados pelos governos do PT, onde o pessoal se forma mal sabendo assinar o nome ou fazer cálculos aritméticos. O que está acontecendo hoje, a tendência é ir me mal a pior.

    1. Deve ter lido a Caras e comentado no post errado. Trata-se de militares com altos estudos I e II, criados no governo anterior. Leia com atenção antes de comentar.

  2. Esse é o retrato da Administração Pública da nossa querida República.

    A falta de atenção na expedição dos atos administrativo e o analfabetismo funcional estão corroendo o estado brasileiro.

    Enquanto isso, o povo segue firme feliz com suas esmolas, ensaiando suas dancinhas para a internet e “farmando aura”.

  3. Sabemos o que aconteceu: Publicaram o rascunho da portaria sem ler.

    No fundo, a mensagem é clara: ninguém presta atenção em nada.

    Como confiar em um órgão de segurança institucional?

  4. Nada me assusta. isso é o reflexo de como está a tropa atualmente. O Exército Brasileiro nunca foi uma Instituição de credibilidade, sempre vivendo do faz de conta, de esconder o que não está bom só para o General ver que está tudo bonito. Cursos EAD que não ensinam nada só para “inglês ver” e se ter estatística. Comandantes frouxos e mercenários que fazem um juramento mas estão preocupados apenas com o próprio umbigo.

    1. Falou tudo. Bem assim mesmo. No geral, ninguém sabe mais nada, inclusive no meio civil. Na minha opinião, o nível superior ficou muito fácil. A prova disso é que, na nova farda, nem os breves aparecem mais. Dizem que é para dificultar a visão do inimigo, para que ele não identifique a operacionalidade do militar. No tempo do Verde Oliva, os breves eram brancos e as divisas se destacavam na farda brilhante de goma. O coturno era todo de couro, o oficial colocava a espada para ver o brilho do coturno. A postura e a marcialidade eram totalmente outras. Meu Deus, e o ‘Subão Galo Cinza’! Quase não havia subtenentes e os poucos que existiam eram extremamente respeitados — muitos eram barrigudos, mas de moral elevada. Sei de um caso em que o Subão pedia para os tenentes deixarem o alojamento aberto para a faxina, mas eles teimavam em trancar. Um dia, com todo o quartel em forma, quando olharam, lá vinha o Subão passando com a porta arrancada na cabeça! Ele foi lá e tirou a porta do lugar. Outros tempos! Viva os anos 80.

    1. Muito provavelmente.

      Esse comportamento é até comum nos dias atuais na caserna.

      Publicam notas nos boletins com diversos erros e o S1, responsável em conferir essas publicações, chancela tudo sem nem ler.

      Antigamente, mandava refazer um oficio ou uma parte, por exemplo, por erros gramaticais. O idioma era preservado.

      Hoje, o pior é quando esses erros resultam em problemas e ninguém assume a paternidade ou se relativizam a imprudência e a negligência.

      A mediocridade está se ampliando cada vez mais na caserna.

  5. Olhando por outro ângulo, de repente esse major do eB é irmão do Ten da PMDF e ambos foram batizados pelo pai dessa forma mesmo: um recebeu o nome de FULANO DE TAL e o outro CICRANO [sic] DE TAL.

    Na infância eram carinhosamente chamados de “fulaninho” e “sicraninho”.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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