Viralizou: é falso que Forças Armadas não inspecionaram o código-fonte das urnas

Exercito fiscaliza urnas do TSE

Militares tiveram acesso aos sistemas eleitorais e acompanharam a inspeção durante as Eleições Gerais de 2022

Circulam em mensagens de WhatsApp informações falsas de que as Forças Armadas não tiveram acesso ao código-fonte das urnas eletrônicas antes das Eleições Gerais de 2022.

A informação não procede. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as Forças Armadas estavam entre as entidades fiscalizadoras que tiveram acesso ao código-fonte das urnas e de outros sistemas eleitorais naquele ano.

O código-fonte reúne as instruções responsáveis pelo funcionamento da urna eletrônica e das demais tecnologias utilizadas durante a votação.

Forças Armadas participaram da inspeção em 2022

Durante as Eleições Gerais de 2022, representantes das Forças Armadas participaram do processo de fiscalização dos sistemas eleitorais.

Assim, o TSE recebeu representantes militares em duas ocasiões. Na primeira, eles acompanharam apresentações técnicas sobre o funcionamento da votação eletrônica.

Na mesma oportunidade, os militares iniciaram a inspeção do código-fonte dos sistemas eleitorais.

Posteriormente, em uma segunda visita, os representantes deram continuidade à análise dos sistemas e receberam informações sobre a estrutura física e o funcionamento das urnas.

O que a inspeção do código-fonte permite verificar

A inspeção permite que entidades fiscalizadoras autorizadas analisem os programas utilizados no processo eleitoral antes da votação.

Além disso, os fiscais podem acompanhar atualizações realizadas nos sistemas e verificar os procedimentos técnicos adotados pelo TSE.

Depois dessa etapa, os sistemas passam por processos de assinatura digital e lacração para utilização oficial nas eleições.

Portanto, a alegação de que as Forças Armadas teriam sido impedidas de acessar o código-fonte não corresponde aos procedimentos adotados em 2022.

É falso que militares ameaçaram não reconhecer o resultado

Também circulou a afirmação de que as Forças Armadas teriam ameaçado não reconhecer o resultado das Eleições de 2022 caso o TSE não entregasse o código-fonte das urnas.

Segundo o TSE, essa informação também é falsa. O acesso aos sistemas já estava previsto nas regras de fiscalização do processo eleitoral.

Assim, a inspeção não ocorreu como resultado de uma suposta exigência militar. Ela fazia parte das normas que permitiam a participação das entidades fiscalizadoras.

TSE retirou Forças Armadas da lista em 2023

O processo eleitoral brasileiro permite a fiscalização por mais de uma centena de entidades credenciadas.

Em 2022, as Forças Armadas integravam essa relação e puderam acompanhar os sistemas eleitorais.

Entretanto, em 2023, o TSE retirou a instituição da lista de entidades fiscalizadoras.

Na ocasião, o tribunal entendeu que a fiscalização de softwares eleitorais não integra as atribuições constitucionais das Forças Armadas.

Quem pode fiscalizar o processo eleitoral

Atualmente, diversas instituições continuam autorizadas a fiscalizar os sistemas eleitorais.

Entre elas estão a Polícia Federal, o Ministério Público, o Congresso Nacional, o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria-Geral da União (CGU), os partidos políticos e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Universidades e outras entidades previstas na legislação eleitoral também podem participar da fiscalização.

As regras estão estabelecidas, entre outras normas, na Resolução TSE nº 23.673/2021.

Código-fonte das Eleições 2026 está disponível

Para as Eleições Gerais de 2026, o TSE disponibilizou o código-fonte dos sistemas eleitorais para inspeção em outubro de 2025.

O acesso permanece disponível às entidades fiscalizadoras credenciadas até a realização da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais.

Essa etapa ocorre antes da preparação das urnas eletrônicas que serão utilizadas na votação.

Fato ou boato?

É falso afirmar que as Forças Armadas não tiveram acesso ao código-fonte das urnas eletrônicas nas Eleições de 2022.

Os militares integraram a lista de entidades fiscalizadoras naquele pleito, participaram de reuniões técnicas no TSE e iniciaram e deram continuidade à inspeção dos sistemas eleitorais.

Portanto, a alegação de que o tribunal teria impedido o acesso militar ao código-fonte não corresponde aos registros oficiais do processo de fiscalização eleitoral de 2022.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Leia também: Forças Armadas | Eleições | Urna eletrônica | TSE

Uma resposta

  1. Independentemente de quem seja eleito, espero que seus apoiadores, militantes, vassalos, servos e assemelhados, não se omitam, não se escondam, não neguem uma vez, galo cantando ou não, em quem votaram. Também não digam que o fulano prometeu, era isso ou aquilo, aqui não deve haver muitos conscritos.

    Um país depende de seus homens honrados, e também daqueles que não o são, portanto, Soldado velho, política, religião e fornicação, deixem para discutir nas casas de fubangagem, não nos quartéis.

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