Segmento militar registra queda nas eleições atuais, mas mantém forte representação partidária e concentração regional.

O Partido Liberal (PL) e o Republicanos concentram o maior número de candidatos das Forças Armadas no pleito atual. Portanto, as duas legendas encabeçam a lista de preferência dos militares nas urnas.

Divisão por partidos e categorias

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PL reúne 20 membros ativos das Forças Armadas e 18 militares reformados. Além disso, o Republicanos contabiliza 10 nomes ativos e 5 reformados do segmento militar. Consequentemente, outras legendas também registram nomes, como o Podemos, o Novo e o União Brasil.

Ao todo, 852 candidatos integram a categoria militar ampla no país. Contudo, policiais militares lideram esse grupo com 578 candidaturas. Enquanto isso, bombeiros militares somam 96 nomes nas urnas. Ademais, os militares reformados e os membros das Forças Armadas registram 96 e 82 candidatos, respectivamente.

Queda no total de candidatos

Entretanto, o volume total de nomes das forças de segurança caiu 34,5% em comparação a 2022. Naquele ano, 1.462 militares disputaram cargos públicos. Por outro lado, apenas 957 representantes concorrem nestas eleições. Assim, o segmento representa 4,65% do total de 20.575 candidaturas registradas no Brasil.

Distribuição geográfica e regras

Além disso, os dados do TSE revelam forte concentração regional das candidaturas. A Região Sudeste lidera o ranking nacional com 329 candidatos. Em seguida, o Nordeste registra 229 nomes, enquanto o Norte soma 158 participantes. Por fim, o Centro-Oeste conta com 142 candidatos e o Sul fecha a lista com 98 nomes.

Atualmente, a legislação permite o afastamento temporário das funções para o registro da candidatura. Contudo, o militar eleito deve deixar em definitivo as Forças Armadas. Por outro lado, o candidato derrotado retorna normalmente à sua atividade profissional.