Avanços em caças, submarinos e radares colocam o país no topo regional do Global Firepower, mas distâncias para potências globais persistem.

O Brasil consolida sua posição como a maior força militar da América Latina. Em 2026, o país ocupa o 11º lugar global no ranking Global Firepower, superando 19 nações vizinhas. No entanto, a liderança regional não garante paridade imediata com as grandes potências globais.

Estrutura do ranking e capacidade nacional

O levantamento privado avalia 145 países por meio de 60 fatores estratégicos. Além disso, a métrica combina frota, recursos financeiros, logística e geografia. Assim, o índice mede capacidades gerais, embora não avalie o desempenho real em combate.

Projetos estratégicos da Força Aérea

Atualmente, a Força Aérea Brasileira impulsiona essa renovação com jatos modernos. Em março de 2026, por exemplo, a fábrica da Embraer em Gavião Peixoto apresentou o primeiro caça F-39E Gripen montado no país. A aeronave possui radar AESA, sensores avançados e sistemas de guerra eletrônica. Da mesma forma, o cargueiro KC-390 Millennium reforça o reabastecimento em voo e a logística tática.

Monitoramento terrestre e defesa dos mares

Paralelamente, o Exército e a Marinha também modernizam suas estruturas operacionais. Por um lado, o programa SISFRON utiliza sensores para monitorar as fronteiras terrestres. Por outro lado, o sistema ASTROS amplia a capacidade de apoio de fogo. Simultaneamente, o projeto PROSUB renova a frota naval. Nesse sentido, a Marinha já opera os submarinos Riachuelo, Humaitá e Tonelero. Inclusive, o modelo Almirante Karam iniciou os testes de aceitação em 2025. Contudo, o submarino de propulsão nuclear Álvaro Alberto segue em fase de desenvolvimento e construção.

Setor Defesa Programa Estratégico Principal Impacto
Espaço Aéreo Gripen E / KC-390 Renovação da caça e logística
Fronteiras Terrestres SISFRON / ASTROS Monitoramento e dissuasão
Atlântico Sul PROSUB Capacidade nuclear e submarina

Desafios operacionais e orçamento

Apesar dos avanços tecnológicos, o país enfrenta limitações orçamentárias. Afinal, as potências do topo mundial mantêm orçamentos superiores e bases externas. Portanto, a soberania brasileira exige investimentos contínuos e estabilidade orçamentária.