Pressão das forças colombianas contra grupos remanescentes das antigas Farc pode levar integrantes a se aproximarem da fronteira brasileira em busca de alimentos e outros itens básicos, segundo o comandante.
Elias Pedroza
Vídeo e fotos: TV Norte Amazonas
A poucos quilômetros de uma das áreas mais sensíveis da fronteira brasileira, o Norte Investigação acompanhou uma operação do Exército em comunidades indígenas do Amazonas.
A missão partiu de Pari-Cachoeira, localizada a cerca de uma hora de São Gabriel da Cachoeira. A equipe acompanhou o sobrevoo militar pelas comunidades Trovão, Guadalupe e São Felipe.
Em seguida, a aeronave pousou em São Felipe, comunidade situada a aproximadamente duas horas da fronteira com a Colômbia.

Autoridades acompanham operação na região
No local estavam autoridades do Exército Brasileiro, entre elas o Comandante Militar da Amazônia, general de Exército Viana Filho, e o Comandante Logístico do Exército Brasileiro, general de Exército Maurílio Miranda Netto Ribeiro.
Durante entrevista ao Norte Investigação, o general Viana Filho comentou a situação na região e os possíveis reflexos da ofensiva das Forças Armadas colombianas contra grupos remanescentes das antigas Farc.
O cenário preocupa porque a pressão militar do outro lado da fronteira pode provocar deslocamentos em direção ao território brasileiro.
Ofensiva colombiana pode provocar aproximação da fronteira
Segundo o comandante, a pressão exercida pelos militares colombianos pode levar integrantes desses grupos a se aproximarem da faixa de fronteira brasileira.
O objetivo, nesse possível cenário, seria buscar alimentos e outros itens básicos para a sobrevivência.
“É possível que esses grupos venham à faixa de fronteira para adquirir alimentos de subsistência, comprar uma farinha, um arroz, um feijão”, explicou o general.
Viana Filho, porém, ressaltou que essa possibilidade não significa que esses grupos estejam entrando no Brasil com objetivos de atuação armada.
Assim, a aproximação de integrantes desses grupos da fronteira não representa, necessariamente, uma incursão militar ou uma ameaça direta às comunidades brasileiras.
Exército mantém monitoramento permanente
Durante as atividades militares realizadas na região, o Exército não identificou presença de tropas estrangeiras em território brasileiro.
Além disso, os militares não tiveram contato ou enfrentamento com forças estrangeiras durante a operação.
De acordo com o comandante, as Forças Armadas acompanham permanentemente a situação na região. Além disso, mantêm tropas preparadas para responder caso o cenário sofra alguma alteração.
“O que nós não vamos permitir é estrangeiro pressionando o brasileiro, tirando a tranquilidade desse povo. Isso nós vamos garantir para eles: a tranquilidade de vida dessas comunidades”, afirmou.
Questionado sobre uma eventual presença estrangeira irregular em território brasileiro, o comandante afirmou que o Exército está preparado para agir.
Operação Jaguaretê reforça presença militar
A declaração ocorre durante a Operação Jaguaretê, que mobiliza tropas, helicópteros e equipes especializadas em comunicações, guerra eletrônica e operações cibernéticas ao longo da faixa de fronteira.
A operação também busca reforçar a capacidade de resposta das Forças Armadas diante de possíveis ameaças na região amazônica.
Para o general Viana Filho, a atividade demonstra que o Exército precisa manter sua capacidade operacional durante todo o ano, especialmente nas áreas de fronteira.
“É uma operação de grande vulto para caracterizar a presença constante, a prontidão operacional e logística do Exército Brasileiro o ano inteiro na faixa de fronteira”, explicou.
Presença brasileira busca garantir segurança nas comunidades
A atuação do Exército ocorre em uma região marcada pela extensa faixa de fronteira, pela dificuldade de acesso e pela presença de comunidades indígenas.
Por isso, a manutenção de tropas na região permite ampliar o monitoramento e, ao mesmo tempo, garantir uma resposta rápida diante de eventuais mudanças no cenário de segurança.
O comandante reforçou que o objetivo é preservar a tranquilidade da população brasileira e impedir que conflitos ou pressões ocorridos no país vizinho afetem diretamente as comunidades localizadas no território nacional.
Fonte: Norte Investigação / TV Norte Amazonas – Edição: Montedo.com
Respostas de 3
Convivência pacífica secular dos povos da floresta, sempre usando a floresta de forma preciosa e sem nenhum problema, agora vem o homem dito civilizado, querendo arrumar confusão para o povo da floresta!
Índio que apito!
Membro veio da nossa igreja
!