Militares do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado atuaram com órgãos ambientais para demolir estrutura usada por criminosos em Icaraíma. Autoridades descartam, até o momento, qualquer ligação entre o bunker e o quádruplo homicídio registrado em 2025.
O Exército Brasileiro destruiu um bunker utilizado para armazenar materiais ilícitos em Vila Rica do Ivaí, distrito de Icaraíma, no noroeste do Paraná. A operação reuniu militares do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (30º BIMec), da Polícia Militar Ambiental e do Instituto Água e Terra (IAT). A ação ocorreu na quinta-feira (23) e, posteriormente, o comando do batalhão confirmou a operação neste sábado (25).
Estrutura escondia materiais ilícitos

Imagem: EB
Os militares utilizaram explosivos para inutilizar completamente a estrutura. O bunker ficava em uma área remanescente de Mata Atlântica e, felizmente, estava vazio durante a operação.
Além disso, os proprietários da área rural acompanharam toda a atividade. Ao mesmo tempo, equipes do IAT e da Polícia Militar Ambiental supervisionaram a ação para garantir o cumprimento das normas ambientais.
Segundo a Polícia Militar Ambiental, o esconderijo media aproximadamente 2,5 metros de largura, 1,8 metro de altura e cinco metros de comprimento. Dessa forma, a estrutura apresentava dimensões compatíveis com esconderijos utilizados por organizações criminosas para ocultar cargas ilegais na faixa de fronteira.
Operação integra combate aos crimes de fronteira
De acordo com o comandante do 30º BIMec, coronel Ubiratã Ataíde Marcondes Filho, a unidade permanece empregada em operações contra ilícitos transfronteiriços.
“O 30º BIMec está em uma faixa de fronteira e participou de uma operação interagências, com foco nas atividades e ações repressivas contra os ilícitos transfronteiriços. Nossa tropa permanece lá”, afirmou o comandante.
Assim, o batalhão reforça as ações permanentes de combate ao tráfico de drogas, ao contrabando e a outros crimes praticados na região de fronteira. Ao mesmo tempo, a integração entre as forças amplia a capacidade de fiscalização e repressão.
Área também foi palco de chacina em 2025
A demolição ocorreu na mesma localidade onde quatro homens foram assassinados em agosto de 2025. Na ocasião, as vítimas desapareceram durante uma negociação envolvendo uma propriedade rural. Depois disso, uma força-tarefa encontrou os corpos na região.
Apesar da coincidência geográfica, as autoridades esclareceram que, até o momento, não identificaram qualquer elemento que relacione o bunker destruído ao quádruplo homicídio. Portanto, as investigações seguem de forma independente.
Suspeitos continuam foragidos
Quase um ano após o crime, Antonio Buscariollo e Paulo Ricardo Buscariollo permanecem foragidos. Enquanto isso, as forças de segurança mantêm as buscas pelos dois suspeitos.
Segundo a Polícia Civil do Paraná, pai e filho foram incluídos na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Dessa maneira, as autoridades ampliaram o alcance internacional das buscas.
Além disso, os investigadores trabalham com a hipótese de que os suspeitos contem com apoio para permanecer escondidos na região de fronteira. Por isso, as diligências continuam em cooperação com outros órgãos de segurança.
Saiba mais
As operações interagências integram a estratégia permanente do Exército Brasileiro para reforçar a segurança da faixa de fronteira. Nesse contexto, as ações buscam combater o tráfico de drogas, o contrabando, o descaminho e outros crimes transnacionais.
Leia também
- Operações do Exército na faixa de fronteira
- Forças Armadas intensificam o combate ao tráfico de drogas
- Cobertura completa da chacina de Icaraíma
- Notícias sobre o 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado
Links de referência
- Exército Brasileiro
- Polícia Civil do Paraná
- Instituto Água e Terra (IAT)
- Interpol – Difusão Vermelha
Com informações de TN Online
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Foto.
Bunker: um espaldao
Morei por 18 anos na fronteira paranaense. Parte de minha família ainda mora lá. O tráfico de armas/drogas e o contrabando fazem parte da economia local. Lá, o indivíduo ser “cigarreiro” é normal aos olhos da sociedade. Essas ações do EB, causam um prejuízo mínimo e uns dias de férias para a vagabundagem.