Ricardo Zúniga afirma que não há risco de ação militar americana contra o Brasil, embora avalie que a ampliação da presença dos EUA na região possa elevar a tensão diplomática.
O ex-integrante do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Ricardo Zúniga, afirmou que não existe qualquer possibilidade de um ataque americano contra o Brasil. Em entrevista ao programa
WW, da
CNN Brasil, ele comentou a recente deterioração das relações diplomáticas entre os dois países, intensificada após a revogação do visto de uma embaixadora brasileira.
Forças Armadas mantêm canal de diálogo
Durante a entrevista, Zúniga destacou que as Forças Armadas historicamente desempenham um papel estratégico na relação entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, esse canal costuma permanecer ativo mesmo em períodos de crise diplomática.
Questionado sobre quanto tempo essa estabilidade poderá durar, o ex-diplomata demonstrou preocupação.
“Infelizmente, acho que pouco tempo.”
Além disso, ele afirmou que militares frequentemente funcionam como uma ponte entre governos quando as relações políticas enfrentam dificuldades.
Presença militar americana ganha novo foco
Ao analisar a política externa dos Estados Unidos, Zúniga afirmou que as Forças Armadas americanas passaram a exercer um papel mais ativo no combate ao crime organizado nas Américas.
Segundo ele, Washington mantém uma força-tarefa voltada para operações mais militarizadas. Essas ações incluem missões no alto-mar e poderão se estender para operações terrestres na América Central e no México.
“O papel tradicional do Comando Sul na Flórida está mudando sob esta administração.”
De acordo com o analista, o governo americano direciona atualmente mais recursos militares para o continente do que em administrações anteriores.
Brasil não enfrenta risco de ataque
Apesar da ampliação da presença militar dos Estados Unidos na região, Zúniga descartou qualquer possibilidade de uma ação militar contra o Brasil.
“Não existe a possibilidade de algum ataque ao Brasil neste contexto, nem em outro contexto. Isso não vai acontecer.”
Ao mesmo tempo, ele ponderou que o novo posicionamento estratégico de Washington poderá aumentar o nível de tensão diplomática entre países da região, ainda que não represente ameaça direta ao território brasileiro.
Cenário pode ampliar atritos diplomáticos
Por fim, Zúniga avaliou que o fortalecimento da atuação militar americana nas Américas poderá gerar desconforto político entre governos da região. Entretanto, reforçou que esse movimento não altera o cenário de segurança do Brasil nem indica qualquer intenção de ataque por parte dos Estados Unidos.
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Respostas de 3
Ainda bem, vou esperar o expediente acabar e rodar de Uber tranquilo hoje.
“revogação do visto de uma embaixadora brasileira”….informação errada….tendenciosa e fazendo pouco caso…não dando nenhuma importância a principal autoridade brasileira em Washington. Não cancelaram o visto de “uma embaixadora”…. cancelaram o visto “DA embaixadora brasileira em Washington. É grave e criaram uma grande tensão diplomática. Isso prova que o império não é confiável….nunca foi e nem nunca será. Quanto a agressão militar direta a nossa pátria, fiquemos atentos porque o desespero é grande e o império pode sim muito bem, escalar para um ataque militar a nossa pátria. Portanto o Brasil não deve ficar tranquilo em nenhum momento. Trata-se de tensão artificial criada pelos eua, que aliás já estão usando os argentino e paraguaios como “proxy” para futuramente esses países nos atacarem. O império está armando as ffaa argentinas e isso, com certeza, não é pelas “melenas e costeletas ” do milei. Falta preparem a Colômbia. Já colocaram por lá um fiel aliado, a Venezuela já é uma colônia extrativista sob seu controle. É bom estarmos preparados pois muito em breve “a foia do pau da goiabeira vai cair mesmo”. E nós, os falantes da antiga e bela língua de Camões estamos e sempre estaremos sozinhos numa América espanhola que se faz presente em quase todas as nossas fronteiras.
Os EUA vão tanto “atacar” militarmente o Brasil, q o EB está participando de um exercício CONJUNTO, com 18 países, sob o COMANDO dos EUA!!!! 🤣🤣🤣🤣🤣🤣