Coronel foragido nos EUA é cobrado por dívida de R$ 39 mil com a FHE/POUPEX

O Coronel Reginaldo Vieira Abreu teve recurso rejeitado por Alexandre de Moares

Coronel do Exército, condenado pelo STF a 15 anos de prisão, deixou de pagar empréstimo após a suspensão de seus vencimentos

O coronel Reginaldo Abreu de Azevedo, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 15 anos de prisão, enfrenta uma cobrança judicial de aproximadamente R$ 39 mil relacionada a um empréstimo contratado com a Fundação Habitacional do Exército (FHE), instituição que administra a POUPEX. A informação é de Manoela Alcântara, do Metrópoles.

Portanto, a dívida não corresponde a um débito diretamente com o Exército Brasileiro. A cobrança envolve uma operação financeira contratada pelo militar junto à FHE/POUPEX.

Reginaldo vive nos Estados Unidos desde 2023 e permanece foragido da Justiça brasileira. Além disso, o ministro Alexandre de Moraes mantém um mandado de prisão contra o coronel, condenado no processo que apura a tentativa de golpe de Estado.

Empréstimo de R$ 60 mil

A FHE ingressou na Justiça para cobrar o débito do militar. O empréstimo original, contratado em maio de 2023, alcançou cerca de R$ 60 mil.

Entretanto, Reginaldo recebeu aproximadamente R$ 31 mil. A instituição destinou cerca de R$ 28,5 mil do novo crédito para quitar uma dívida anterior do militar.

O contrato estabeleceu parcelas mensais de aproximadamente R$ 1,5 mil. Inicialmente, o coronel manteve os pagamentos em dia por cerca de dois anos.

Contudo, ele deixou de pagar as parcelas em julho de 2025. Desde então, a atualização do débito elevou a cobrança para aproximadamente R$ 39,9 mil em fevereiro de 2026.

Oficiais não encontraram o coronel

A Justiça tentou intimar Reginaldo para cobrar o pagamento. Porém, os oficiais responsáveis pelas diligências não localizaram o militar nos endereços informados em Brasília.

Em uma das tentativas, realizada em Águas Claras, no Distrito Federal, o oficial recebeu a informação de que o coronel havia vendido o imóvel em 2020.

Enquanto isso, Reginaldo permanecia nos Estados Unidos. A Polícia Federal e o Exército tentaram prendê-lo em 10 de abril, após a expedição das ordens determinadas por Moraes.

Entretanto, os agentes não encontraram o coronel no endereço conhecido pelas autoridades.

Condenação de 15 anos

Reginaldo integrou o chamado núcleo 4 da ação penal relacionada à trama golpista. A Primeira Turma do STF condenou o coronel a 15 anos de prisão.

Segundo a acusação, integrantes do grupo atuaram na disseminação de informações falsas sobre as urnas eletrônicas. Além disso, o grupo promoveu ataques virtuais contra autoridades e apoiou manifestações golpistas.

A denúncia também apontou o suposto uso da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em ações investigadas no processo.

Os réus responderam por crimes como tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.

Defesa atribui atraso à suspensão do salário

A defesa de Reginaldo afirmou que o coronel deixou de pagar as parcelas depois que Moraes determinou a suspensão dos vencimentos que ele recebia do Exército.

Segundo os advogados Helder Lucio Rego e Diego Ricardo Marques, o militar pagava regularmente as parcelas por meio de descontos em folha antes da suspensão.

A defesa também afirmou que não reconhece a dívida nos valores apresentados pela FHE.

Além disso, os advogados disseram que analisam os encargos cobrados e avaliam medidas para contestar eventuais cobranças indevidas ou erros no procedimento.

Nota da defesa

“A defesa informa que o Coronel Reginaldo não reconhece a dívida nos moldes em que foi apresentada. Até a suspensão dos seus vencimentos, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, ele sempre adimpliu regularmente as suas obrigações por meio de desconto em folha.

A interrupção dos pagamentos, portanto, decorre de fato alheio à sua vontade. A defesa está analisando detalhadamente os valores e encargos cobrados e avaliará as medidas cabíveis, inclusive para afastar cobranças indevidas e apurar possíveis erros de procedimentos”, diz a defesa.

FHE administra a POUPEX

A relação entre FHE e POUPEX merece destaque porque a cobrança não representa uma dívida contraída diretamente com o Exército.

A Fundação Habitacional do Exército (FHE) atua em benefício de militares e outros públicos previstos em sua estrutura. A entidade também administra a Associação de Poupança e Empréstimo (POUPEX).

Assim, o débito discutido judicialmente decorre de um empréstimo contratado com a FHE/POUPEX.

Portanto, a cobrança possui natureza financeira. Ela não representa uma cobrança administrativa ou disciplinar do Exército Brasileiro.

Mais informações institucionais podem ser consultadas no site oficial da FHE.

Núcleo 4 da trama golpista

De acordo com a acusação apresentada no processo, o núcleo 4 participou de uma estratégia de disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral.

Além disso, os integrantes teriam promovido ataques virtuais contra autoridades e apoiado os atos ocorridos entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.

A acusação também apontou o monitoramento de autoridades e a produção de conteúdos destinados a questionar o resultado das eleições.

Nesse contexto, a Justiça condenou os integrantes do grupo por diferentes crimes relacionados à tentativa de ruptura institucional.

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Fonte: Metrópoles.

Uma resposta

  1. Teve uma associação de juízes do DF que fez empréstimo em nome de associados, junto a POUPEX sem autorização Dos juízes e não deu em nada. Ja começa errado que juiz não poderiam ser associados a poupex, e so estavam porque o Exercito faz questão de puxar o saco do sistema. Em homenagem a tudo isso essa divida do coronel deveria ser perdoada em nome da poupex.

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