Debate sugere transferir o 44º Batalhão de sua sede e transformar a área em espaço público de lazer, cultura e convivência social
Uma proposta que circula nas redes sociais reacendeu o debate sobre a remoção do 44º Batalhão de Infantaria Motorizado de sua sede histórica, no centro de Cuiabá, para dar lugar a um parque urbano e a equipamentos públicos de lazer, cultura e convivência social. A discussão ganhou força após publicação do perfil Cuiabá Cidade Cinza, que defendeu a requalificação da área ocupada pela unidade militar, no bairro Duque de Caxias, região central da capital.
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Um post compartilhado por Grey City Cuiabá Cidade Cinza (@cuiaba_cidade_cinza)
Argumentos a favor da mudança
Na avaliação do perfil, a permanência de um batalhão do Exército em uma área nobre da cidade precisa ser revista diante das atuais demandas urbanas. Nesse sentido, a proposta aponta que o espaço pode abrigar um parque público, com áreas verdes, equipamentos culturais e locais voltados ao lazer das famílias. Além disso, os defensores da ideia afirmam que a transferência da unidade para outra região de Cuiabá não comprometeria as atividades militares.
Ao mesmo tempo, o texto sustenta que a transformação do quartel em parque ampliaria o acesso da população a espaços de convivência social. Com isso, a iniciativa poderia melhorar a qualidade de vida, estimular o turismo, fortalecer a cultura local e contribuir para a preservação ambiental. Para os apoiadores, portanto, a área hoje ocupada pelo batalhão reúne condições para beneficiar milhares de pessoas diariamente.
Proposta é antiga
Por outro lado, a discussão não é recente e já chegou ao poder público. Durante o mandato do então governador Pedro Taques, entre 2015 e 2018, o governo estadual defendeu oficialmente a transferência do batalhão para outro local. Naquele período, o Governo de Mato Grosso assinou uma carta de intenções com o Exército Brasileiro para estudar uma permuta de áreas que viabilizasse a mudança da unidade militar.
Na prática, o plano previa a construção de uma nova estrutura do Exército fora da região central. Em contrapartida, o projeto propunha converter o terreno do quartel em um amplo complexo cultural e de lazer, aberto à população. Entre as propostas, estavam a instalação de museu, teatro, áreas de exposição e espaços dedicados à memória histórica.
Parque cultural e impasses históricos
Reuniões com o Ministério da Defesa e o Comando do Exército foram realizadas em 2016 e 2017, para apresentar o projeto. O desenho incluía a criação do chamado “Parque Cultural do Quartel”, com museu da Guerra do Paraguai e um memorial dedicado ao marechal Rondon.
Apesar das negociações, entretanto, o projeto não avançou. O principal entrave envolve o valor histórico do 44º Batalhão de Infantaria Motorizado para Cuiabá. A unidade atua na cidade desde 1920, a sede atual foi inaugurada em 1941 e parte do complexo possui tombamento como patrimônio histórico estadual. Dessa forma, qualquer intervenção enfrenta limitações legais e institucionais.
Críticas apontam preservação e questionam necessidade
Enquanto isso, nos comentários à postagem, parte dos internautas se posicionou contra a retirada do batalhão de sua sede histórica e questionou a necessidade de criar um novo parque na região central. Um dos principais argumentos ressalta que a área já conta com espaços verdes consolidados, como o Parque Mãe Bonifácia, que preserva cerca de 77 hectares de cerrado. Além disso, os críticos citam a proximidade da Praça do Choppão e da Praça Popular, ambas bem cuidadas.
Para esse grupo, portanto, o poder público deveria priorizar políticas de arborização urbana. Assim, incentivar moradores a plantar árvores em quintais e calçadas teria efeito mais duradouro do que criar novos parques. Na avaliação desses internautas, a mudança de hábitos da população ajudaria a melhorar o clima e a paisagem urbana.
Defesa da permanência do batalhão
Além disso, outros comentários destacam o caráter histórico do 44º Batalhão de Infantaria Motorizado e defendem sua permanência no local. Segundo essa visão, existem outras formas de tornar a cidade melhor sem remover uma unidade militar que integra a memória de Cuiabá há mais de um século.
Por fim, há quem elogie o estado de conservação do quartel e manifeste desconfiança quanto a uma eventual transferência da área para a administração municipal. Esses internautas avaliam que o espaço permanece preservado sob gestão do Exército e afirmam que, caso passe ao controle do município, pode sofrer degradação ao longo dos anos, com perda do patrimônio atualmente existente.
Opiniões divididas
Ao lançar o debate, o perfil Cuiabá Cidade Cinza questionou se o poder público tem valorizado adequadamente os espaços de convivência social na capital. A repercussão indica que, embora a proposta volte ao centro das discussões, a ideia de retirar o batalhão de sua sede histórica e transformar a área em parque segue dividindo opiniões e permanece como um dos temas urbanos mais sensíveis de Cuiabá.
Com informações de Olhar Direto e Cuiabá Cidade Cinza
Respostas de 12
Poderia mandar o efetivo do batalhão pra cáceres – MT e acabar com essa Unidade.
Vc é muito inteligente.
Isso é o resultado da inanição das nossas autoridades.
O aeroporto chega primeiro em determinada área até então deserta. Começam a construir imóvies residenciais próximos ao aeroporto e nossas autoridades permanecem inertes. Resultado: décadas depois os moradores querem “expulsar” o aeroporto.
O quartel chega primeiro em determinada área deserta. Começam a construir imóveis residenciais próximos ao quartel, ou “colados” com o muro do quartel e nossas autoridades permanecem inertes. Resultado: parecido com a situação de Cuiabá.
Errata: inação.
O Município quer a área por estar bem cuidada, porém, depois continuará assim???
Especulação imobiliário
fecha logo esse batalhão pois não afetará a defesa e soberania nacional
o que tem de petista que quer destruir o que está bom para bagunçar o pais só vendo para acreditar. Como dizia um Cel a muitos anos atraz, “tIME QUE TÁ BOM, NÃO SE MEXE” O quartel se faz necessário onde está. Soldados incorporados tem mais facilidade de chegar ao quartel, sem contar em um caso de emergência(plalo de chamada).
digo(plano de chamada)
Vai fechar. PONTO.
Você não sabe nada fica falando asneira.
Quem viver verás.