Apresentada pelo presidente Xi Jinping como uma ofensiva contra a corrupção, a purga no alto comando do Exército chinês envolve substituições, desaparecimentos e investigações sigilosas, levantando dúvidas sobre lealdade interna e estabilidade militar.
Apresentada pelo presidente Xi Jinping como uma ampla campanha de combate à corrupção, a purga em curso nas Forças Armadas da China é vista por muitos analistas como uma estratégia para testar — e reforçar — a lealdade dos principais comandantes militares ao regime.
Desde 2023, dezenas de generais e oficiais de alta patente do Exército de Libertação Popular foram afastados, substituídos ou passaram a ser alvo de investigações internas. Parte deles simplesmente desapareceu da vida pública, sem qualquer explicação oficial.
De acordo com uma investigação do New York Times, as autoridades chinesas não divulgaram as acusações nem os desfechos dos processos. Em muitos casos, essas informações podem jamais vir a público.

(Le Journal de Montréal)
A onda de expurgos ocorre enquanto Xi Jinping busca transformar o Exército chinês em uma força militar de “classe mundial” até 2027. No entanto, a dimensão e a falta de transparência da campanha levantam dúvidas sobre a estabilidade do comando e os efeitos reais dessas medidas sobre a coesão e a eficiência das forças armadas do país.
Le journal de Montrál – Edição: Montedo.com