Chefe da diplomacia da UE volta a descartar criação de Exército europeu: “pensamento ilusório”

Militares União Europeia

Kaja Kallas afirma que a prioridade da União Europeia deve ser o fortalecimento das forças armadas nacionais e do pilar europeu na OTAN, e não a criação de um Exército comum.

A alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, voltou a rejeitar neste domingo (15) a ideia de criar um Exército europeu, classificando a proposta como “pensamento ilusório”. A declaração foi feita durante a Conferência de Segurança de Munique.

Kaja Kallas – diplomata da União Europeia (Imagem: RFI)

Segundo Kallas, o foco deve ser o fortalecimento das Forças Armadas nacionais. “Não devemos perder tempo discutindo novas estruturas quando o que é realmente urgente é reforçar os exércitos dos Estados-membros”, afirmou. Para ela, o reforço militar interno também contribui para consolidar o pilar europeu dentro da OTAN.

A diplomata reiterou posição já manifestada anteriormente contra a criação de um Exército comum, proposta defendida por países como a Espanha. O encontro em Munique reuniu mais de 60 líderes mundiais e cerca de 100 ministros das áreas de Relações Exteriores e Defesa.

Kallas também rebateu discursos alarmistas ao afirmar que “a Europa não enfrenta um apagamento civilizacional”, em referência a declarações recentes do ex-presidente dos EUA Donald Trump. Por outro lado, saudou a mudança de tom do secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, que defendeu uma “aliança revigorada” com a Europa após meses de tensões transatlânticas, intensificadas por falas de Trump sobre a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.

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