EUA se preparam para ofensiva prolongada contra o Irã, que pode durar semanas

Imagem ilustrativa, gerada por IA

 

Planejamento militar prevê campanha sustentada e eleva riscos de retaliação regional, enquanto Washington mantém negociações diplomáticas em paralelo.

WASHINGTON — As Forças Armadas dos Estados Unidos se preparam para a possibilidade de operações militares prolongadas contra o Irã, que poderiam se estender por semanas, caso haja ordem do presidente Donald Trump. A informação foi confirmada por dois oficiais americanos à Reuters, sob condição de anonimato, em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã.

Segundo as autoridades, o planejamento atual é mais complexo do que ações anteriores e pode ir além de alvos nucleares, incluindo instalações estatais e de segurança iranianas. A expectativa do Pentágono é de que haja retaliação do Irã, o que poderia desencadear um ciclo de ataques e contra-ataques, ampliando o risco de um conflito regional no Oriente Médio.

Apesar de manter canais diplomáticos abertos, Trump tem reforçado a presença militar na região, com o envio de um porta-aviões adicional, caças, destróieres e milhares de militares. Em declarações recentes, o presidente voltou a criticar o governo iraniano e admitiu a possibilidade de mudança de regime.

Negociações estão previstas em Genebra, com enviados americanos e representantes iranianos, mediadas por Omã. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que um acordo é a preferência da Casa Branca, embora reconheça as dificuldades. A porta-voz presidencial disse que “todas as opções estão sobre a mesa”.

Especialistas alertam que uma campanha sustentada elevaria significativamente os riscos para as forças americanas, diante do arsenal de mísseis do Irã e da possibilidade de ataques a bases dos EUA espalhadas pela região. A Guarda Revolucionária iraniana já advertiu que responderá a qualquer ataque em seu território.

O tema também foi tratado nas conversas entre Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que defendeu garantias de segurança para seu país em eventual acordo. Do lado iraniano, autoridades admitem discutir limites ao programa nuclear em troca do alívio de sanções, mas rejeitam incluir mísseis nas negociações.

Na oposição, Reza Pahlavi afirmou que uma intervenção americana poderia acelerar a queda do regime, argumento que reacende o debate sobre os custos e consequências de uma escalada militar na região.
Com informações da Agência Reuters

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