Engenharia do Exército se destaca em obras de rodovia federal com tecnologia avançada e menor custo

BR 101 na Paraíba

 

Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht atuam em outros trechos da BR 101. Mesmo assim, eficiência do Exército se destaca

João Pessoa -A participação da engenharia do Exército Brasileiro nas obras de duplicação da BR-101, no Nordeste, revelou um nível técnico comparável ao das maiores construtoras privadas do país. Empresas como Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht atuam em outros trechos da rodovia, mas a estrutura empregada pelos militares chama atenção pelo alto padrão tecnológico e pela eficiência operacional.

Um dos principais diferenciais foi a utilização de uma pavimentadora de concreto importada da Alemanha, adquirida por cerca de R$ 4,5 milhões. Considerado um equipamento de ponta na construção rodoviária, o maquinário era raro no país à época, com pouquíssimas unidades semelhantes em operação na iniciativa privada, o que evidenciava o grau de modernização da engenharia militar.

A tecnologia empregada pelo Exército despertou interesse direto do setor privado. A usina de asfalto utilizada nas obras da BR-101 chegou a ser sondada por grandes empreiteiras para uso em projetos de grande porte, como a construção de novos trechos do Rodoanel de São Paulo. Esse intercâmbio técnico reforçou o reconhecimento da excelência da engenharia militar, frequentemente equiparada — e, em alguns casos, considerada superior — aos padrões adotados em grandes contratos privados de infraestrutura.

O reconhecimento técnico também se refletiu no mercado de trabalho. Engenheiros formados no Exército passaram a ser frequentemente procurados por construtoras privadas e, não raramente, deixaram a carreira militar em busca de remunerações significativamente mais altas. Para o então comandante do Grupamento de Engenharia de João Pessoa, coronel Jorge Ernesto Praxe, essa movimentação fazia parte do papel social da instituição, que forma profissionais altamente qualificados para o país.

Além da capacidade técnica, a engenharia do Exército se destacou pelo custo competitivo. De acordo com o diretor de Obras de Cooperação do Exército à época, general José Cláudio Fróes de Moraes, os projetos executados pelos militares costumavam apresentar uma economia entre 10% e 15% em relação às obras realizadas pela iniciativa privada.

Segundo o general, a execução dessas obras também funcionava como treinamento operacional. O mesmo tipo de engenharia que seria empregada em situações extremas era realizado, nesse contexto, em benefício direto da sociedade, sem os riscos inerentes a um cenário de conflito.

Com a ampliação das parcerias entre o governo federal e as Forças Armadas, especialmente no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a demanda por obras executadas pelo Exército cresceu de forma significativa. A Diretoria de Obras de Cooperação passou a operar próxima ao limite de sua capacidade, mas manteve esforços para atender a novas solicitações.

Mesmo diante da sobrecarga, o Exército buscava consolidar-se como uma das principais opções da União para a execução de grandes projetos de infraestrutura. Entre as frentes planejadas estavam a continuidade da duplicação das rodovias do litoral nordestino, reforçando o protagonismo da engenharia militar no desenvolvimento da infraestrutura nacional.
Com informações da Revista OE

Respostas de 3

  1. Faltou dizer que o SD do EB ganha uma miséria para fazer o serviço que se fosse feito por um profissional civil custaria 4 x 5x mais.As obras do EB são mais baratas prq a economia está na mão de obra, 100% disponível e péssimamente remunerada. No final sai general na foto se gabando da ” eficiência ” .

  2. A Tropa da engenharia do Exército são os verdadeiros escravos contemporâneos. Serviço de jornadas desgastantes, péssima remuneração pelo trabalho executado e condições de trabalho sub-humanas além de uma logística deficiente e amadora, que piora sobremaneira as condições de trabalho que já são ruins.

  3. Os Cb e Sd q servem no Batalhões de Engenharia de Construção APRENDEM e pratica uma nova profissão. Assim como ocorrem com os Of engenheiros, tb, são assediados pela iniciativa privada.

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