EUA autorizam derrubada de Maduro na Venezuela, diz NYT

Donald Trump e Nicolás Maduro. Fotos: KAMIL KRZACZYNSKI e Federico PARRA / AFP

 

Casa Branca amplia presença militar no Caribe e aumenta pressão sobre o regime de Nicolás Maduro

O governo dos Estados Unidos concedeu autorização formal para que a CIA realize operações secretas dentro da Venezuela, com o objetivo de enfraquecer o regime de Nicolás Maduro. A informação foi divulgada por veículos da imprensa americana nesta quarta-feira (15) e marca uma escalada na postura de Washington em relação a Caracas.

De acordo com as reportagens, a autorização prevê ações de inteligência e sabotagem que podem ser executadas de forma unilateral ou em conjunto com operações militares de grande porte. A medida representaria o fim da fase diplomática com o governo venezuelano, após meses de tentativas frustradas de negociação.

Fontes ligadas ao governo norte-americano afirmam que a decisão reflete a frustração da Casa Branca com a falta de avanços diplomáticos. O governo de Maduro teria rejeitado propostas de cooperação econômica e de abertura do setor petrolífero a empresas estrangeiras, o que levou Washington a optar por ações mais agressivas.

Autoridades americanas justificam a nova diretriz alegando que a Venezuela abriga organizações criminosas e redes de narcotráfico internacional. O regime de Maduro é acusado de permitir a atuação do chamado Cartel de los Soles, supostamente formado por militares e políticos próximos ao governo.

A administração americana também argumenta que o país sul-americano tem servido de rota para o tráfico de drogas e estaria envolvido em operações de desinformação e espionagem regional.

Escalada militar no Caribe
Nas últimas semanas, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no mar do Caribe, com o envio de navios de guerra, submarinos e cerca de 10 mil militares para a região. A mobilização é vista por analistas como um cerco estratégico à Venezuela, visando limitar as ações militares de Caracas e pressionar o governo chavista.

Essa operação é uma das maiores desde 2019 e tem sido coordenada pelo Comando Sul das Forças Armadas Americanas, com o apoio de países aliados no Caribe.

“A missão visa proteger os interesses americanos e impedir a expansão de regimes autoritários na região”, afirmou um oficial do Departamento de Defesa sob condição de anonimato.

Impasses jurídicos
A medida, no entanto, enfrenta desafios legais dentro dos Estados Unidos. Pela Constituição, apenas o Congresso pode autorizar ações militares diretas ou declarações de guerra. Para contornar essa limitação, o governo tem enquadrado as operações como parte de uma campanha de combate ao narcotráfico internacional, o que permite ações preventivas e uso limitado da força.

O plano prevê ataques aéreos e missões de reconhecimento sob a justificativa de proteger embarcações e rotas comerciais no Caribe. Especialistas alertam, porém, que o movimento pode aumentar o risco de confronto direto com as forças venezuelanas.

Reação de Caracas
O governo da Venezuela reagiu com indignação às informações e afirmou que qualquer ação militar ou operação encoberta será tratada como ato de agressão e violação da soberania nacional.

O Ministério da Defesa venezuelano declarou estar em “alerta máximo” e anunciou exercícios militares próximos à fronteira marítima. Em comunicado, Caracas classificou a decisão dos Estados Unidos como “uma nova tentativa de intervenção imperialista disfarçada de operação antidrogas”.
CONTRA FATOS!

Respostas de 7

  1. Não entendi. Vão derrubar Maduro devido ao narcotráfico ou por causa de acordos comerciais? Se as ações da CIA são secretas como é que se sabe?

  2. Tem de ser muito sabujo e espirito de lambe-botas para apoiar um ataque dos EUA a um país latino americano. Mesmo que o país Seja governado por um Maduro, ou não.

    é um direito legítimo de cada país escolher o seu destino. Aliás, é isso que o torna um país na sua essência e não colônia de um outro para ser explorado.

    Se os venezuelano não gostam do Maduro, que o tirem de lá, mas apoiar um outro que faça isso, só porque não gosta do governo, aí é demais.

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