Mulher é espancada por militar do Exército enquanto passeava com a filha em parque

Violência contra a Mulher

O militar, que é ex-marido da vítima, a perseguiu até a praça por não aceitar a separação. O caso será investigado pela Delegacia da Mulher.

 

João Gabriel Vilalba

Campo Grande – Um militar do Exército, de 23 anos, foi denunciado pela ex-esposa, de 22 anos, após persegui-la e agredi-la na noite de ontem (28) em uma praça no Carandá Bosque, em Campo Grande.

Em depoimento à polícia, a jovem relatou que conviveu com o rapaz por cinco anos e que estavam separados há seis meses, um fato que o militar não aceitava.

Durante o depoimento, a vítima relatou que foi ao parque com a filha de 4 anos, fruto de um relacionamento anterior, quando o militar se aproximou e perguntou com quem ela estava. O militar afirmou ter recebido informações de que a jovem estaria com outro homem no parque.

De acordo com o boletim de ocorrência, o rapaz pediu o celular da vítima, que se recusou a entregar. Nesse momento, o militar começou a desferir tapas no rosto da jovem. Quando a mulher tentou deixar a praça, foi seguida pelo ex-companheiro.

Ainda insatisfeito, o militar continuou a desferir vários tapas no rosto da jovem, que caiu no chão. Desesperada, a mulher tentou se levantar, mas o rapaz tentou agredi-la novamente. Ela conseguiu se desvencilhar das agressões e se afastar.

Um morador em frente da praça que ouviu os gritos de socorro da jovem, saiu da residência armado com um facão para proteger a mulher. Ao ver o morador armado, o militar fugiu e até o momento não foi encontrado.

O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e será investigado.

CORREIO DO ESTADO – Edição: Montedo.com

Respostas de 7

  1. A coitada da esposa deve ter se separado devido a falta de dinheiro para comprar o básico. Salários defasados e uma rotina estressante, só pode terminar em separação e violência.
    Ganhar mau só faz mau.

  2. As Forças Armadas bem como as policiais e demaís órgãos de segurança devem investirem na contratação de psicólogos.
    Parece que os responsáveis pelo órgãos fecham os olhos para o problema psicosocial da Tropa.

  3. Esses tipos de pessoas são frustrados na vida extramuros, não respeitam nem ao núcleo familiar, são pessoas que vivem no trabalho 24h da vida, todos os dias se dão ao trabalho, esquecendo que lá fora tem alguém que o espera. Aprenda que você é um número e que somente a família o amparará após seu trabalho. Por isso existem TTC que não se preparou para a vida pós RRm e tentam de qualquer maneira ficar ligados a atividade castrense e no ínterim tratam a família assim. Triste!

  4. As pessoas tentam opinar sobre o caso como se soubessem mais do que está escrito e concluem baseadas nas suas próprias fantasias.

    O fato é que ninguém é de ninguém, mas tem muitos homens teimam em pensar que os seus desejos são mais importantes que os das mulheres.

    Nesses casos, quando a mulher não faz o que eles desejam, se rebelam como se fossem crianças mimadas e partem para agressão covarde, não só física.

    Quem são os culpados? Lógico que é o agressor mimado, mas a criação machista, que considera a mulher inferior, ajuda muito.

    1. Isso também é uma outra vertente, o chamado sentimento de dominação do sexo feminino, por alguns do sexo masculino.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *