Informações sobre a Operação Taquari II são da Casa Civil da Presidência da República
Flavio Pereira
Os trabalhos conjuntos das Forças Armadas envolvidos na denominada Operação Taquari II no Rio Grande do Sul salvaram, até o momento, 50 mil pessoas. Os números são da Casa Civil da Presidência da República, trazidos à coluna. Nesta operação coordenada há uma participação intensa das forças policiais, bombeiros e voluntários. A demanda por socorro ainda é urgente, pois a catástrofe ocasionada pelas chuvas já atinge 401 municípios de um total de 497. Mais de 1,4 milhão de pessoas foram afetadas. Será enviado nesta quarta-feira (8) pela Marinha do Brasil o maior navio de guerra da América Latina para apoiar a população do Rio Grande do Sul. Trata-se do Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, maior navio da Força Naval. Além dele, que sairá da Base Naval da Ilha das Cobras no Rio de Janeiro e será enviado ao município de Rio Grande, outras embarcações também vão colaborar para o envio de doações e suprimentos. O navio levará oito embarcações de médio e pequeno porte e duas estações móveis para tratamento de água.
FAB realiza complexa coordenação aérea na Operação
O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), Organização Militar da Força Aérea Brasileira, sediado em Brasília, atua na condução dos meios empregados na Operação Taquari II. Além das aeronaves das Forças Armadas, estão envolvidas aeronaves de outros órgãos públicos, como Polícias Militares de diferentes Estados e Defesa Civil, totalizando, até ontem, 36 aparelhos sob coordenação da Força Aérea Componente do Comando Operacional Conjunto Ativado.
Mais apoio militar ao RS
Nessa terça-feira (7), a Marinha do Brasil enviou um navio com donativos, um hospital de campanha, além de Fuzileiros Navais, sediados no Rio de Janeiro, para apoiar os trabalhos de assistência às vítimas das fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul. Da Base Aérea do Galeão (RJ), os primeiros militares do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais em Apoio à Defesa Civil, ativado na terça (6), além de 18 profissionais de saúde da Unidade Médica Expedicionária da Marinha, deixaram o Rio de Janeiro, em uma aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), rumo a Canoas (RS). No voo, os Fuzileiros Navais levaram, também, um Hospital de Campanha, com capacidade de operar até 40 leitos.
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