Fabio Wajngarten reclamou que a defesa do ex-presidente não teria recebido acesso ao termo de declaração do general, chamado por ele de ‘folclórico’Advogado de Jair Bolsonaro (PL) e titular da Secretária de Comunicação (Secom) no governo passado, Fabio Wajngarten ironizou o depoimento prestado pelo general Marco Antônio Freire Gomes à Polícia Federal (PF), cuja íntegra foi obtida pela colunista do GLOBO Bela Megale. Na oitiva, o ex- comandante do Exército relatou aos agentes reuniões nas quais o então presidente apresentou documentos de cunho golpista que sustentariam uma investida antidemocrática no fim de 2022, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas.
Em postagem no X (ex-Twitter) na noite desta quinta-feira, na qual compartilha trechos de reportagem sobre o relato de Freire Gomes, Wajngarten citou que “tem general com memória seletiva”. “Recorda-se de vírgulas e frases e palavras, mas não se recorda de datas”, prosseguiu, classificando o fato como “bem curioso”. “Mais ainda as defesas não terem nenhum acesso a esse depoimento folclórico”, concluiu.
Tem General com memória seletiva….
Recorda-se de vírgulas e frases e palavras, mas não se recorda de datas.
Bem curioso.
Mais ainda as defesas não terem nenhum acesso à esse depoimento folclórico. pic.twitter.com/WUyZqb0Sb7— Fabio Wajngarten (@fabiowoficial) March 15, 2024
O militar, contudo, mencionou pelo menos duas datas específicas aos investigadores. Em 7 de dezembro de 2022, ele conta que esteve na residência presidencial a convite do então ministro da Defesa, o também general Paulo Sérgio Nogueira.
Na ocasião, o ex-assessor especial da Presidência Filipe Martins leu trechos de uma minuta golpista que se valia de expressões de uso comum por Bolsonaro, como “jogar dentro das quatro linhas”. O próprio ex-presidente informou aos presentes, de acordo com o depoimento, que “o documento estava em estudo e depois reportaria a evolução aos comandantes”.
Em outro encontro detalhado por Freire Gomes, ocorrido no dia 14 de dezembro daquele ano, coube ao então ministro da Defesa, o general Paulo Sérgio Nogueira, apresentar uma nova versão de decreto golpista, ainda mais abrangente do que a sugerida por Bolsonaro anteriormente. Nela, assim como no primeiro texto, constava a decretação de Estado de Defesa e a criação de uma Comissão de Regularidade Eleitoral para “apurar a conformidade e legalidade” do pleito de 2022.
O ex-comandante afirmou não se lembrar a data exata somente de um dos encontros de cunho antidemocrático, o segundo ocorrido naquele período. Nele, com a presença dos comandantes das três Forças Armadas, Bolsonaro teria apresentado um documento com a “Decretação do Estado de Defesa” e a criação de uma “Comissão de Regularidade Eleitoral”, que teria, do mesmo modo, o objetivo de “apurar a conformidade e legalidade do processo eleitoral”.
O GLOBO
Respostas de 7
Advogado de porta de cadeia e um lixo
Será que existe verdade nas palavras de peixe que morde…..talvez dos lixos esteja ai.
A advocacia a muito tempo deixou de lado a ética, é um emprego como qualquer outro cada vez mais similar a um feirante, quem Gritar mais e mais alto, vende mais.
Tem bico de Pato, penas de Pato, pés de Pato, é conhecido por Pato e, o advogado vem dizer que é Porco.
O que eu acho interessante nisso tudo bem é o teor da reportagem, mais vamos lá, a defesa pede de forma legal acesso aos autos para tomar pé da acusação que é imputado ao seu cliente e lhe e negada, tranquilo e uma prerrogativa do Juiz, o inquérito ocorre em sigilo, também é tranquilo, entretanto a Sra Bela Megale repórter consegue ter acesso completo ao teor de um depoimento que em tese deveria ser sigiloso e nada acontece, realmente muito estranho.
Não precisa de acesso aos autos… o falso Messias sabe muito bem o que queria… agora responda na justiça e justifique suas ambições golpistas.
Alguns Generais foram hipnotizados e seguiram a onda da intentona golpista e hoje estão aí reclusos aguardando o pronunciamento da justiça.
É muito triste ver militares da alta patente enrolados numa trama esquisita como essa que estão envolvidos.
Um maluco sendo defendido por outro. Esses eram os senhores da República.
Pois é.
Mas como seu cliente preferiu ficar calado, fica valendo a versão do outro.
“Quem cala, consente”, já dizia nossos avós.