Advogado de Bolsonaro ironiza depoimento de ex-comandante do Exército à PF: ‘General com memória seletiva’

O advogado Fabio Wajngarten com Jair Bolsonaro — Foto: Brenno Carvalho

 

Fabio Wajngarten reclamou que a defesa do ex-presidente não teria recebido acesso ao termo de declaração do general, chamado por ele de ‘folclórico’Advogado de Jair Bolsonaro (PL) e titular da Secretária de Comunicação (Secom) no governo passado, Fabio Wajngarten ironizou o depoimento prestado pelo general Marco Antônio Freire Gomes à Polícia Federal (PF), cuja íntegra foi obtida pela colunista do GLOBO Bela Megale. Na oitiva, o ex- comandante do Exército relatou aos agentes reuniões nas quais o então presidente apresentou documentos de cunho golpista que sustentariam uma investida antidemocrática no fim de 2022, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas.

Em postagem no X (ex-Twitter) na noite desta quinta-feira, na qual compartilha trechos de reportagem sobre o relato de Freire Gomes, Wajngarten citou que “tem general com memória seletiva”. “Recorda-se de vírgulas e frases e palavras, mas não se recorda de datas”, prosseguiu, classificando o fato como “bem curioso”. “Mais ainda as defesas não terem nenhum acesso a esse depoimento folclórico”, concluiu.

O militar, contudo, mencionou pelo menos duas datas específicas aos investigadores. Em 7 de dezembro de 2022, ele conta que esteve na residência presidencial a convite do então ministro da Defesa, o também general Paulo Sérgio Nogueira.

Na ocasião, o ex-assessor especial da Presidência Filipe Martins leu trechos de uma minuta golpista que se valia de expressões de uso comum por Bolsonaro, como “jogar dentro das quatro linhas”. O próprio ex-presidente informou aos presentes, de acordo com o depoimento, que “o documento estava em estudo e depois reportaria a evolução aos comandantes”.

Em outro encontro detalhado por Freire Gomes, ocorrido no dia 14 de dezembro daquele ano, coube ao então ministro da Defesa, o general Paulo Sérgio Nogueira, apresentar uma nova versão de decreto golpista, ainda mais abrangente do que a sugerida por Bolsonaro anteriormente. Nela, assim como no primeiro texto, constava a decretação de Estado de Defesa e a criação de uma Comissão de Regularidade Eleitoral para “apurar a conformidade e legalidade” do pleito de 2022.

O ex-comandante afirmou não se lembrar a data exata somente de um dos encontros de cunho antidemocrático, o segundo ocorrido naquele período. Nele, com a presença dos comandantes das três Forças Armadas, Bolsonaro teria apresentado um documento com a “Decretação do Estado de Defesa” e a criação de uma “Comissão de Regularidade Eleitoral”, que teria, do mesmo modo, o objetivo de “apurar a conformidade e legalidade do processo eleitoral”.
O GLOBO

Respostas de 7

  1. A advocacia a muito tempo deixou de lado a ética, é um emprego como qualquer outro cada vez mais similar a um feirante, quem Gritar mais e mais alto, vende mais.

    Tem bico de Pato, penas de Pato, pés de Pato, é conhecido por Pato e, o advogado vem dizer que é Porco.

  2. O que eu acho interessante nisso tudo bem é o teor da reportagem, mais vamos lá, a defesa pede de forma legal acesso aos autos para tomar pé da acusação que é imputado ao seu cliente e lhe e negada, tranquilo e uma prerrogativa do Juiz, o inquérito ocorre em sigilo, também é tranquilo, entretanto a Sra Bela Megale repórter consegue ter acesso completo ao teor de um depoimento que em tese deveria ser sigiloso e nada acontece, realmente muito estranho.

    1. Não precisa de acesso aos autos… o falso Messias sabe muito bem o que queria… agora responda na justiça e justifique suas ambições golpistas.
      Alguns Generais foram hipnotizados e seguiram a onda da intentona golpista e hoje estão aí reclusos aguardando o pronunciamento da justiça.
      É muito triste ver militares da alta patente enrolados numa trama esquisita como essa que estão envolvidos.

  3. Pois é.

    Mas como seu cliente preferiu ficar calado, fica valendo a versão do outro.

    “Quem cala, consente”, já dizia nossos avós.

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