Um ex-cadete negro da turma de Gonçalves Dias alega ter sido vítima de racismo e pede anulação a Lula de punição; Exército negou
Bruna Lima

O Comando do Exército negou o pedido de anulação da punição de Maurício Nascimento, um ex-cadete negro da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) da turma do ex-chefe da Abin de Lula, o general Gonçalves Dias. Nascimento, como contou a coluna em abril, pediu a Lula e ao ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, a anulação de sua condenação em um processo administrativo disciplinar que foi alvo há 47 anos — segundo ele, injustamente.
O ex-cadete foi punido juntamente com outros nove cadetes. Um deles era o general Gonçalves Dias, ex-ministro do GSI. Nascimento alega que foi alvo de racismo, uma vez que G. Dias e outros cadetes brancos não sofreram pena de expulsão. Os cadetes foram acusados de colar em testes da Aman, o que Nascimento nega.
No documento enviado a Lula e a Almeida em abril, Nascimento disse que busca evitar a “eternização da injustiça”. O ex-cadete afirmou no pedido enviado a ao presidente e ao ministro que havia formalizado o pedido a Jair Bolsonaro, mas que o caso foi “acobertado” pelo ex-comandante do Exército Paulo Sergio Nogueira.
Em resposta ao requerimento enviado, em junho, ao presidente e ao ministro dos Direitos Humanos, o coronel Antônio Hervé Braga Júnior, subcomandante da Academia Militar das Agulhas Negras, informou que “o assunto em tela já se encontra esgotado na esfera administrativa” e disse que não havia “razão para reexame”.
Respostas de 6
Jamais mudarão a decisão via administrativa, somente via judicial, se algum juiz quiser intervir.
Admitir seria a prova que o Exército, através de seus Generais, comete erros, erros graves que impactam negativamente na vida toda da vítima e seus familiares.
Poderiam rever isso aí, por muito mais, como tramar explosão de bomba alguém acabou presRep e tentou voltar a cena do ilícito. Uma colinha é 🐤 no lixo.
Racismo? Mas não existe racismo no Exército!
A única linguagem que o oficial do exército entende é a do capa preta. Tudo o que funciona no exército, tem a mão de algum juiz.
Em outra matéria publicada neste blog, consta que ele teve acesso aos documentos e não só ele, mas mais dois cadetes foram excluídos e nove foram punidos com até 30 dias de cadeia por cola e um por mentir. Fica a sombra, independente da culpa ou não, da falta de clareza quanto o ocorrido e como foi tratada a questão à luz do direito.