Projeto torna serviço militar facultativo

Serviço Militar

Proposta torna facultativo o serviço militar no Brasil, dos 18 aos 45 anos
O texto proíbe ainda a exigência de certificado de alistamento, de reservista e de dispensa para atos particulares ou públicos

O Projeto de Lei 6/23 torna facultativo o alistamento militar. O texto em análise na Câmara dos Deputados altera a Lei do Alistamento Militar, que atualmente prevê, para fins de seleção ou regularização, a apresentação de todos os brasileiros no ano em que completarem 18 anos de idade.

Pela proposta, será facultada aos brasileiros a apresentação para o serviço militar dos 18 aos 45 anos de idade, quando serão alistados nas Forças Armadas, conforme regulamentação posterior, ressalvada a possibilidade de convocação geral expedida pelo Poder Executivo e devidamente fundamentada.

O texto proíbe ainda a exigência de certificado de alistamento, de reservista, de isenção e de dispensa de incorporação para quaisquer atos particulares ou públicos, exceto para aqueles previstos em lei e inerentes às Forças Armadas ou de segurança. Não poderá haver sanção àqueles que optarem por não se alistar.

“A ideia é desburocratizar a vida dos jovens brasileiros ao tornar facultativo o alistamento, mantendo o serviço militar para aqueles que desejam se alistar ou então em caso de necessidade”, disse o autor da proposta, deputado Weliton Prado (Solidariedade-MG).

Na justificativa, Weliton Prado avaliou que, com as mudanças, o Exército, a Marinha e a Aeronáutica poderão se concentrar em selecionar aqueles que realmente têm interesse no serviço militar. “Será mais um passo em direção à profissionalização completa das Forças Armadas”, afirmou.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Agência Câmara de Notícias/montedo.com

Respostas de 9

  1. Talvez seja um projeto interessante, com certeza quem vai ganhar com isso serão os praças. Imaginem um recruta de 26 anos de idade, pai de família que já trabalhou e viveu alguma coisa no mundo paisano. Esse camarada não vai aceitar certas humilhações que nós de carreiras aceitamos, a fim de não nos prejudicarmos na carreira.

  2. Deixariam de ser meramente recrutas e passariam a compor um quadro profissional o que implica em mudança na lei de remuneração, além de terem direito ao voto e a concorrer a cargos eletivos, o que vai na contramão da “despolitização”. Acarretaria ainda problemas no atendimento à saúde já que deixaria de existir a convocação obrigatória de grande parte de profissionais de saúde para o Serviço Militar, sem contar com a reserva mobilizável que seria drasticamente reduzida. A engenharia é mais ampla do que acabar com a conscrição e volta e meia surge esta proposta. Sabemos que o atendimento à saúde já não é adequado e que volta e meia ocorrem dispensas de efetivo para economia até de alimentos.

  3. Os Politicos tem que fazer um projeto, que os praças das Fôrças Armadas tenham vencimentos dignos, e nunca deveriam ter seus vencimentos menores que os da Policia do Distrito Federal. final quem paga essas policiais é a União. Afinal temos familia para sustentar, e os Alto Cmdo , deixou os praças ver navios, com a nova istruturação da carreira em 2019, somente o alto Cmdo, teve seus vencimentos aumentado. Vergonha não, assim nunca seremos braços Fortes.

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