Coreia do Norte testa segundo míssil em menos de uma semana

Imagem de míssil balístico disparado pela Coreia do Norte em data indefinida

Míssil balístico teria percorrido mais de 700 quilômetros, segundo militares sul-coreanos

A Coreia do Norte teria testado um novo míssil balístico nesta 3ª feira (11.jan.2022) – o 2º teste em uma semana, segundo informações de militares sul-coreanos acessadas pela estatal Yonhap News.
O míssil teria percorrido mais de 700 quilômetros a uma altitude de 60 km, com velocidade máxima de até 10 vezes a velocidade do som (12.348 km/h).
O lançamento seria parte da promessa de Ano Novo do líder Kim Jong Un para reforçar os militares com tecnologias de ponta enquanto as negociações de acordo de paz com a Coreia do Sul e EUA estão paralisadas.
“Avalia-se que o míssil é mais avançado que o disparado pela Coreia do Norte em 5 de janeiro”, disse a JCS (Estado-Maior Conjunto dos EUA, na sigla em inglês), corpo de militares seniores que assessoram o Departamento de Defesa. “As autoridades de inteligência sul-coreanas e norte-americanas ainda realizam uma análise detalhada”.
O lançamento contínuo de mísseis balísticos viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). A Coreia do Norte está proibida de usar a tecnologia.

Alerta sobre a Coreia do Norte
A declaração do JCS contrasta com o tom usado no dia 5, quando minimizou as alegações de mísseis hipersônicos da Coreia do Norte. Classificou o lançamento como “exagero” e avaliou que o país ainda não tem tecnologias para a arma de alto nível.
A Coreia do Sul já instou a Coreia do Norte a interromper imediatamente seus lançamentos de mísseis. “Representam uma ameaça significativa à paz e segurança não apenas na península coreana, mas também no mundo, e não são úteis para a redução das tensões militares”, afirmou o país em nota da agência estatal.
Pyongyang está na corrida global pelo desenvolvimento de mísseis hipersônicos. As armas atingem velocidades até 5 vezes mais rápidas que o som –ou 6.200 km/h. Ainda podem manobrar em altitudes relativamente baixas, tornando-se mais difíceis de detectar e interceptar.
Por causa das armas nucleares, a Coreia do Norte sofre com sanções internacionais impostas pelos EUA. Durante o governo do ex-presidente norte-americano Donald Trump, os líderes dos 2 países chegaram a se reunir 3 vezes.
De acordo com Trump, seus esforços impediram uma guerra. No entanto, eles não chegaram a um acordo para a desnuclearização da Coreia do Norte nem para o fim das sanções comerciais. O atual presidente dos EUA, Joe Biden, prometeu usar a diplomacia para ter êxito na questão.
PODER 360/montedo.com

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