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O diretor-presidente da Anvisa divulgou uma carta depois que Bolsonaro questionou o que está “por trás” da autorização da vacinação infantil contra a Covid
Entre militares, há quem avalie que Barra Torres se excedeu
Como noticiamos ontem, integrantes das Forças Armadas ouvidos reservadamente por O Antagonista disseram que a carta pública do diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres (foto), divulgada no último sábado (8), refletiu a insatisfação de setores da caserna com o governo Bolsonaro.
Essa avaliação, porém, não é consensual.
Um importante general do Exército, também em reservado, afirmou a O Antagonista que Barra Torres “se excedeu” no tom da carta e levou o assunto “para o lado pessoal”. O militar não acredita que a resposta do presidente da Anvisa tenha algum impacto significativo na caserna.
“Nós, que somos da reserva [é o caso de Barra Torres também], não somos a realidade das Forças. O tempo passa e a fila anda. O pessoal da ativa, por sua vez, está, de maneira geral, mais preocupado com o cotidiano do que com o quadro vivido.”
Indicado, em janeiro de 2020, pelo presidente da República para presidir a agência, Barra Torres é contra-almirante da Marinha. Com mandato de cinco anos, sem possibilidade de recondução, ele não pode ser demitido por Bolsonaro.
O Antagonista/montedo.com

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