Major dos EUA é preso no Capitólio após defender impeachment de Trump e Vance

O major da Força Aérea dos EUA, Jason Watson, foi preso pela polícia na escadaria do Capitólio dos EUA na quarta-feira (1°)

Jason Watson foi detido após discursar no Capitólio em defesa do impeachment de Donald Trump e JD Vance e se recusar a encerrar a manifestação.

Com CNN e agências internacionais

Um major da Força Aérea dos Estados Unidos foi preso na escadaria do Capitólio, em Washington, após discursar publicamente em defesa do impeachment e da destituição do presidente Donald Trump e do vice-presidente JD Vance. A prisão ocorreu depois que o militar se recusou a encerrar a manifestação, considerada irregular pelas autoridades.

Logo após o discurso, o major Jason Watson foi abordado por agentes da Polícia do Capitólio. De acordo com a corporação, ele ignorou ordens legais para deixar a área e acabou detido por aglomeração, obstrução e perturbação da ordem pública.

Manifestação organizada por grupo ativista

Antes da prisão, Watson participou de uma coletiva organizada pela Removal Coalition, grupo ativista que defende o afastamento do presidente. Durante o evento, ele se apresentou como militar da ativa e usava uniforme oficial. O deputado democrata Al Green, do Texas, também esteve presente no ato.

Regras do Capitólio e abordagem policial

Segundo a Polícia do Capitólio, manifestações não são permitidas na escadaria da Câmara sem a presença contínua de um membro do Congresso. Embora Watson tenha chegado ao local acompanhado por um parlamentar, esse apoio se encerrou antes da intervenção policial. Mesmo após advertências formais, o major manteve o protesto.

As autoridades ressaltaram ainda que existem outras áreas dentro do complexo do Capitólio onde manifestações são autorizadas, o que não incluía o local ocupado por Watson no momento da prisão.

Críticas ao governo e pedido de impeachment

Durante o discurso, o militar criticou ações recentes do governo Trump, incluindo operações militares no exterior e políticas migratórias mais rígidas. Segundo ele, essas medidas violariam princípios constitucionais, o que justificaria a abertura de um processo de impeachment contra o presidente e o vice-presidente.

Liberação e possíveis consequências militares

Após a detenção, autoridades judiciais indicaram que Watson foi liberado e que, ao menos naquele momento, não haveria abertura de processo criminal. Ainda assim, o episódio chamou atenção pelo fato de militares da ativa raramente se manifestarem publicamente contra autoridades civis.

O Código Uniforme de Justiça Militar impõe restrições severas a esse tipo de conduta. O Artigo 88, por exemplo, proíbe o uso de palavras desrespeitosas contra o presidente, o vice-presidente e outras autoridades. Além disso, normas militares vedam a participação de integrantes das Forças Armadas, fardados, em atos políticos.

Reação dos organizadores e de parlamentar

A fundadora da Removal Coalition afirmou que Watson procurou o grupo por iniciativa própria e tinha plena consciência das possíveis consequências de sua atitude. Segundo ela, a organização buscou estruturar a manifestação para dar visibilidade à posição do militar.

Mais tarde, o deputado Al Green publicou um vídeo elogiando a atitude de Watson e afirmou que o major defendeu publicamente o impeachment antes de ser preso. O parlamentar descreveu o gesto como um ato de coragem moral dentro das dependências do Capitólio.

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