Lula teme investida de Trump sobre a Amazônia: “Qualquer um pode invadir o Brasil hoje!”

Lula teme ações de Trump na Amazônia (Imagem ilustrativa, gerada por IA)

Presidente cita falas expansionistas dos Estados Unidos, critica abandono histórico da segurança e diz preferir confronto diplomático baseado em fatos e números.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil precisa reforçar imediatamente a segurança das fronteiras e alertou para o risco de uma investida estrangeira contra a Amazônia.

Alerta após declarações de Trump

Durante discurso em um evento cultural em Aracruz, no Espírito Santo, Lula mencionou diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e citou falas recentes do americano.

“Depois que o Trump disse que a Groenlândia é dele, que o Canadá é dele, que o Canal do Panamá é dele, quem afirma que ele não vai dizer que a Amazônia é dele?”, questionou.

Fronteiras frágeis e risco imediato

Na sequência, o presidente afirmou que o país permanece vulnerável por descuidar historicamente da proteção territorial.

“Qualquer um pode invadir o Brasil hoje, porque as fronteiras estão desguarnecidas”, declarou durante o evento. Segundo Lula, o problema resulta da falta de planejamento estratégico e de investimentos contínuos em defesa.

Crítica ao abandono da segurança

O presidente ampliou a crítica ao afirmar que o Brasil nunca tratou a segurança como prioridade nacional.

“Esse país tem que resolver seus problemas de segurança… Não pode ficar desguarnecido como está”, afirmou.

Ele reforçou a avaliação ao acrescentar: “Qualquer um que quiser invadir vem e invade porque a gente não tem a segurança necessária, porque nunca pensamos nisso”.

Responsabilidade sobre riquezas estratégicas

Lula disse que o Brasil precisa assumir sua condição de potência ambiental e territorial. Segundo ele, o país concentra a maior floresta tropical do mundo, grandes reservas minerais e extensas fronteiras terrestres e marítimas. Por isso, defendeu uma política permanente de proteção desses ativos estratégicos.

Relação com os Estados Unidos

Em outro trecho do discurso, Lula relatou conversa recente com Trump, ocorrida na Casa Branca, e disse ter deixado clara sua posição.

“Eu disse ao Trump que não quero guerra com os Estados Unidos”, afirmou. Em seguida, criticou a postura do americano na política internacional.

Confronto apenas na narrativa

Lula afirmou que prefere enfrentar divergências por meio do debate político e diplomático. “A guerra que eu quero fazer com você é de narrativa. Eu quero provar que você está errado e que o Brasil está certo”, declarou.

O presidente concluiu: “Eu quero provar com números”, ao mencionar as negociações sobre tarifas impostas a produtos brasileiros.

Negociações comerciais em curso

Lula citou encontros recentes entre representantes dos dois países para discutir o comércio bilateral. Segundo o governo, as conversas iniciais avançaram, embora o Brasil ainda não tenha apresentado propostas formais aos Estados Unidos.

 

Respostas de 13

  1. Um País que tem que tirar carros de combate do Rio Grande do Sul para levar para Roraima na época em que maduro queria entrar por roraima para invadir a guiana não tem segurança nacional. Caso ouver invasão no País os únicos responsáveis serão os governos que tem deixado as forças armadas sem condições de responder ao povo a realidade dos fatos. sujeitos a pena capital por abandonar a Nação a supostos invasores. Forças armadas sucateadas e militares com salários defasados, muitos oficiais e sargentos pedindo para sair das Forças Armadas. A responsabilidade é clara.

    1. Segundo Lula, o problema resulta da falta de planejamento estratégico e de investimentos contínuos em defesa.

      CARA DE PAU!

      Depois de anos e anos de governos do PT, agora, há 06 meses para o término do seu 3° governo ele descobriu isso…

      Equipamentos velhos e TROPA NA MISÉRIA!!

      Soldado FN e PQDT com 2k de salário!!!

  2. Que Forças Armadas? Hoje eu vejo como funcionários Públicos que usam uniformes.
    Infelizmente não vejo luz no fim do túnel, vejo muitos estudando para concursos públicos, pois já não tem motivos para permanecerem subjugados a funcionários de quinta.

  3. Hoje aqui amanheceu ensolarado, dia de praia, mas estou aqui correndo atrás do papel bordado. Hoje promete fechar 500,00 no meu UBER móvel. 4,5% não serviu nem pra pagar a luz e água, somando os dois chegam a mais de 500,00.

  4. Sinceramente. A culpa não é do Lula, nem do Bolsonaro, nem da Dilma, Temer etc. A culpa é das próprias Forças Armadas que não souberam se modernizar,.se atualizar, se adaptarem às novas realidade e as reais demandas da sociedade. Só pensam em aproveitar a sua vez em altos cargos, são todos megalomaníacos, com propostas ultrapassadas, desconectadas da realidade e do orçamento disponível. Com efetivo cada vez menos e cada vez mais desmotivado. Governo nenhum vai dar verba para delírios, para gasto desnecessário. Somos incompetentes em tudo.

  5. Um artigo de opinião publicado no portal chinês Sohu descreveu o Exército Brasileiro como o “mais falso, frouxo e vazio do mundo”.
    Houve alguma nota de repúdio?

  6. É até óbvio.

    Passaram as últimas décadas, logo após a redemocratização, ignorando as necessidades das FA.

    Por um revanchismo rasteiro e ignorante sucatearam as FA, transformando-a em um tipo de “defesa civil” – serve para tudo, menos defender o país.

    Veja a quantidade de tiro que um soldado executa em sua formação e tire as conclusões sobre a fala do atual inquilino do Alvorada.

  7. Agora que ele viu que a “Amazônia está desguarnecida”? …kkk ahha vhá…ou tá querendo se esquivar de algum aperto vindo de cima da ONU ou planejando meter mais algum imposto, que aliás é so o que sabe fazer..roubar o povo e meter imposto.

  8. O material bélico talvez seja o menor dos problemas em uma guerra ou conflito. Milhares de pessoas morrem direta ou indiretamente, enquanto cidades são destruídas e rios, lagos e solos sofrem contaminação e degradação por décadas. Muitas vezes, tudo isso decorre de disputas e interesses políticos, embora os próprios líderes que tomam as decisões raramente estejam na linha de frente dos combates. Quem acaba suportando os maiores custos humanos e materiais é a população, frequentemente obrigada a enfrentar os efeitos da guerra em nome de objetivos políticos que nem sempre compartilha.

    Apesar das alegações de avanços no campo de batalha na Ucrânia, os dados mostram que a Rússia está pagando um preço extraordinário por ganhos mínimos e encontra-se em declínio como grande potência. Desde fevereiro de 2022, as forças russas sofreram quase 1,2 milhão de baixas, mais perdas do que qualquer outra grande potência em qualquer guerra desde a Segunda Guerra Mundial. No ritmo atual, as baixas combinadas da Rússia e da Ucrânia podem chegar a 2 milhões até a primavera de 2026. Após tomar a iniciativa em 2024, as forças russas avançaram a uma taxa média entre 15 e 70 metros por dia em suas ofensivas mais proeminentes, mais lento do que quase qualquer grande campanha ofensiva em qualquer guerra do século passado. Enquanto isso, a economia de guerra da Rússia está sob crescente pressão, com o setor manufatureiro em declínio, crescimento lento de 0,6% em 2025 e sem empresas de tecnologia globalmente competitivas para impulsionar a produtividade a longo prazo.
    csis.org/analysis/russias-grinding-war-ukraine

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *