Nova gestão teme riscos do forte deslocamento de ar do helicóptero em áreas densamente povoadas.
Reavaliação de uma compra considerada histórica
A compra de um helicóptero militar Black Hawk pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, estimada em cerca de R$ 70 milhões, entrou em processo de reavaliação e pode ser cancelada. Inicialmente anunciada como uma aquisição inédita pelo então governador Cláudio Castro, a licitação passou a ser analisada com mais cautela pela nova gestão do Palácio Guanabara.
Preocupação com impactos em comunidades
Nesse contexto, a principal apreensão do governador em exercício, Ricardo Couto, e da Casa Civil está relacionada ao chamado “rotor wash” — o intenso fluxo de ar descendente provocado pelas hélices do modelo. Em operações policiais com voos em baixa altitude, técnicos avaliam que o deslocamento de ar pode arrancar telhados de zinco, danificar estruturas leves e colocar moradores em risco.
Possível conflito com decisões judiciais
Além dos impactos físicos, o uso da aeronave pode enfrentar entraves legais. Isso porque há o risco de conflito com determinações do STF, que exige protocolos rigorosos para a circulação de helicópteros em áreas densamente povoadas do Rio de Janeiro. Assim, a adoção do Black Hawk pode ampliar questionamentos judiciais sobre operações aéreas em comunidades.
Experiências internacionais reforçam o alerta
Somado a esses fatores, o governo estadual leva em conta episódios registrados no exterior. Em outubro de 2024, por exemplo, durante operações de socorro após um furacão na na Carolina do Norte, a tentativa de pouso de um Black Hawk da Guarda Nacional resultou na destruição de tendas de doação e na dispersão de suprimentos, em razão da força gerada pelas pás da aeronave.
Contrato segue válido, mas sob análise
Por outro lado, a PMERJ informou que o contrato, assinado em fevereiro, permanece em vigor. A empresa vencedora da licitação tem prazo de 12 meses para entregar o helicóptero, que será usado e contará com blindagem reforçada.
Uso inédito por polícia estadual
Atualmente, o Brasil opera 26 helicópteros desse porte, todos sob comando das Forças Armadas — Marinha, Exército e Aeronáutica. Caso a nova gestão decida manter a compra após a análise jurídica, a corporação fluminense se tornará a primeira polícia estadual do país a operar um helicóptero militar desse tipo.
Respostas de 8
Estão querendo fazer igual a policia Federal que comprou um drone de uso das forcas armadas e nao conseguiram sustentar, causaram um dano ao erario imenso. A policia militar nao consegue gerenciar uma frota de viatura meia boca imagina um helicoptero desses! Beira o absurdo! A uniao tem que responsabilizar as pessoas que assinam o estudo de viabilidade desses projetos, e outra coisa, acho iteressante tornar publico os estudos de viabilidade de projetos caros para que a populacao possa analisar Também! No caso da policia federal ninguem foi responsabilizado!
Disse o maj Cav, que mal consegue gerenciar a P3 de um regimento meia boca
Mas o maj ta certo, a manutenção de um equipamento desses e cara e so os EUA detem a tecnologia. O exército as vezes deixa de usar pq nao tem grana. A PM do Rio ta fudida de equipamento e um Black nao e a solução.
pega esses 70 miolhoes e desfaveliza. Constrói apartamentos populares e de modo compuilsório, sem considerar os movimentos sociais que querem $, colocar pessoas em melhores condições.
mas tem que ter espaços, pq se for pombal encostado em favelas, o trafico entra lá.
Não seja inocente, fizeram construções sociais ali na cidade alta e olha o que virou hoje…
70 milhoes da pra fazer pelo menos 500 apartamentos populares. E desfavelizar compulsoriamente
Um cinturão de residências urbanas precisa ser planejado com a instalação de comércios, indústrias e serviços para gerar emprego e renda local e evitar deslocamento urbano. Com a pressão sindical/CLT quase nenhum produtor rural ou indústria possui residências para seus trabalhadores como havia antes o que favorecia a presença do trabalhador próxima ao emprego. A ideia de investir em infra estrutura residencial é boa e, em paralelo, desocupar as favelas. É só querer fazer!
Ai o tráfico e a miliciano ven e expulsa feral e vende tudo kkk