Ricardo Salles acusa militares de covardia, encenação em operações de GLO e questiona atuação do Exército em conflitos reais
O deputado federal Ricardo Salles intensificou o embate político ao comentar, em publicação na rede social X, a polêmica envolvendo o deputado Marcel Van Hattem e o general Emílio Ribeiro, chefe da assessoria parlamentar do Exército Brasileiro no Congresso Nacional.
Na postagem, Salles saiu em defesa de Van Hattem e questionou diretamente a postura do general, utilizando linguagem dura e provocativa:
“Gostaria muito de saber para qual guerra o tal melancia que queria constranger o Marcel iria com seu ‘comandante’?!?”
Na sequência, o parlamentar fez críticas amplas à atuação de setores das Forças Armadas, afirmando que integrantes da cúpula militar evitariam conflitos reais e enfrentamentos diretos. Segundo Salles, haveria uma cultura de fuga de situações mais duras, o que, em sua avaliação, comprometeria a credibilidade da instituição em cenários de crise:
“Essa turma aí não vai a guerra não. Foge de tudo quanto é conflito ou enfrentamento. Na verdade um bando de frouxo.”
Ricardo Salles também afirmou ter acompanhado de perto operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e classificou essas ações como encenações, marcadas por ineficiência e falta de coragem. Para o deputado, tais operações serviriam mais a interesses orçamentários do que à segurança pública propriamente dita:
“Testemunhei de perto isso nas GLO’s. Uma maior encenação. Incompetência e covardia generalizada. Só enrolação e faz de conta. Tudo era teatrinho para tomar uma fatia maior do orçamento.”
Por fim, o ex-ministro criticou o que considera resistência dos militares em atuar na defesa das fronteiras contra o narcotráfico e o contrabando, afirmando que haveria preferência por ações ostensivas em grandes centros urbanos. Salles defendeu que essas atribuições fossem repassadas às polícias militares e à Força Nacional, que, segundo ele, teriam desempenho superior:
“Esse pessoal não quer ir para defensor de fronteiras do Brasil do narcotráfico e do contrabando. Eles querem é desfilar fardados no RJ e em SP. Brincar de guerra é colocar filha, filho e esposa em conselho de empresa pública. Fecha essa merda e entrega tudo para os PMs e a Força Nacional que são 10 vezes melhores.”
Confira a publicação do deputado:
Gostaria muito de saber para qual guerra o tal melancia que quis constranger o Marcel iria com seu “comandante” ?!? Essa turma aí não vai a guerra nenhuma. Foge de tudo quanto é conflito ou enfrentamento. Realmente um bando de frouxo. Testemunhei de perto isso nas GLO’s. A maior…
— Ricardo Salles (@rsallesmma) May 2, 2026
Respostas de 29
Acabar com as FFAA e deixar a defesa do país com as PM!
Essa é a solução proposta por este deputado!
Não é a toa que Bolsonaro expulsou esse sujeito do governo!
Vamos inovar mundialmente!
O Brasil será o único país do mundo que tem suas defesas em mãos das Polícias!
Cada um nesse país…
Isso se chama retórica, ou dissimulação, ou sofisma… ou vc não entendeu?
O “legado” bozonaro é esse: FFAA atacadas por todos os lados. Se bem que, o deputado não está de todo errado…
E o narcotráfico? Teve apoio ou ataque?
Concordo… o Mito trouxe as FFAA pra pista… agora só o tempo pode resolver isto.
Depois da rejeição do Messias ao STF alguém disse: “Agora é guerra!”
Excelente!
Que esse editorial chegue ao conhecimento do deputado!
Fonte: defesa.net
qualquer democracia sólida, as Forças Armadas ocupam um lugar singular: são instituições de Estado, não de governo, e sua legitimidade repousa na disciplina, na hierarquia e na estrita observância de sua missão constitucional. Nesse contexto, a exposição contínua de comandantes militares a provocações públicas, tentativas de desmoralização ou disputas políticas não é apenas inadequada — é potencialmente danosa ao equilíbrio institucional do país.
Independentemente de concordâncias ou divergências pessoais com determinado comandante, é preciso reconhecer que sua autoridade não é um atributo individual, mas uma função institucional. Ao atacar ou ridicularizar essa posição, não se atinge apenas uma pessoa, mas a própria estrutura de comando que sustenta o funcionamento das Forças Armadas. E essa estrutura não é simbólica: ela é a base que garante coesão, prontidão e capacidade operacional.
Nesse sentido, episódios em que autoridades políticas ultrapassam esse limite merecem atenção redobrada. Atacar publicamente a figura do Comandante do Exército, inclusive no âmbito do próprio Parlamento, chegando ao ponto de qualificá-lo de forma depreciativa, é um ato grave. Não importa de que lado do espectro político venha tal manifestação — esse tipo de conduta não é tolerável, pois pode provocar reações de igual ou até maior intensidade, com impactos institucionais indesejados.
É natural que civis tenham opiniões pessoais sobre comandantes das Forças Armadas. Isso faz parte da liberdade de expressão em uma sociedade democrática. No entanto, há uma diferença clara entre opinião e tentativa de desmoralização. Quando essa linha é cruzada, especialmente por quem ocupa cargo político, o que está em jogo deixa de ser apenas uma crítica individual e passa a configurar um ataque à própria instituição — uma estrutura secular construída sobre os pilares da hierarquia e da disciplina.
A história demonstra que a quebra desses pilares, ainda que de forma gradual e indireta, abre espaço para instabilidade. Comentários públicos irresponsáveis, tentativas de politização da imagem militar ou pressões externas sobre decisões internas podem gerar reações — muitas vezes silenciosas, mas cumulativas — dentro das fileiras. Em instituições que dependem da confiança vertical e da clareza de comando, qualquer ruído pode ter efeitos amplificados.
Por isso, manter as Forças Armadas fora do debate político não é uma concessão corporativa, mas uma necessidade republicana. A politização das instituições militares fragiliza tanto a própria instituição quanto o sistema democrático. Quando militares passam a ser vistos — ou tratados — como atores políticos, perde-se a clareza de papéis e abre-se espaço para ambiguidades perigosas.
Esse afastamento do debate político também protege os próprios militares. Ao não serem arrastados para disputas ideológicas ou partidárias, preservam sua credibilidade, sua coesão interna e sua capacidade de cumprir sua missão com profissionalismo. A neutralidade, nesse caso, não é omissão — é uma escolha estratégica em favor da estabilidade.
Da mesma forma, tentativas de desgastar ou desonrar a imagem das Forças Armadas são contraproducentes. Em vez de fortalecer o debate público, criam tensão, alimentam desconfiança e podem provocar reações desnecessárias, tanto dentro quanto fora dos quartéis. O resultado não é mais transparência ou controle civil, mas um ambiente de atrito institucional que enfraquece o país como um todo.
Isso não significa que as Forças Armadas estejam acima de críticas. Em uma democracia, todas as instituições devem ser passíveis de escrutínio. No entanto, há uma diferença fundamental entre crítica responsável — baseada em fatos, respeitosa e orientada ao interesse público — e ataques que buscam apenas provocar, deslegitimar ou instrumentalizar.
O Brasil precisa preservar esse equilíbrio. Respeitar a hierarquia militar, evitar sua politização e manter um diálogo institucional responsável não são sinais de fraqueza democrática, mas de maturidade. Afinal, a solidez das Forças Armadas reflete diretamente na solidez do próprio Estado — e proteger essa base é proteger a nação.
Na Comissão da Verdade a instituição foi jogada à lama e ficaram todos caladinhos.
Confio nas FFAA, na solidez institucional. Deveriam pedir perdão ao Brasil por permitirem a perfídia do 9 de janeiro, defender seus correligionários de um golpe de Estado que não existiu e parar de dar apoio a expropriadores de terras com títulos da terra garantidos por Lei, desde a Raposa Serra do Sol até aos dias atuais no norte do pais, sem falar da destruição desnecessária de Suiá-Missú.
Uau! Temos um editorial encomendado? Não seria isso uma continuação para preparar uma crise institucional de proporção maior? Será que o Van Hatten mordeu uma isca? Será que teremos eleições?
não adianta você escrever tudo isso, pois petista e bolsonarista ou não sabem ler ou são tão fanáticos que não conseguem enxergar a verdade.
Deve ser vc o dono da verdade. E se esfregar a verdade na tua cara vc ainda irá duvidar.
Se o atual chefe fosse o Robert Stephenson Smyth Lord Sir Baden-Powell, o 1º Barão Baden-Powell de Gilwell, certamente não teríamos que passar por toda essa vergonha. Sempre é tempo de transmutação, aderir ao Estado Democrático de Direito oficial..
Pior que o Deputado disse a verdade. Quem vai para GLO pensando que vai ter confronto? Missão de paz, quem foi pensando em confronto? Foram pra receber dinheiro, isso sim.
Tudo teatro. Forças Armadas é isso, teatro, teatrinho, faz de conta. Todo mundo tem medo de confronto, trocar tiro. Querem enganar quem?
A imunidade parlamentar não é um passe livre para a impunidade, pois a lei protege apenas as falas e ações ligadas ao exercício do mandato político, não servindo de escudo para crimes comuns ou agressões pessoais gratuitas. Da mesma forma, no campo do comportamento, tentar provar para alguém que você não é “frouxo” é cair em uma armadilha psicológica e irracional, já que se trata de um conceito subjetivo usado apenas como isca para manipular o ego e provocar reações impulsivas. Em ambos os casos, a verdadeira força reside na racionalidade: saber que a lei tem limites claros para todos e ter o autocontrole necessário para ignorar provocações vazias.
Tomar o poder é diferente de ganhar eleições. Alguém duvida?
Antes do governo Bolsonaro as FA eram vistas, de longe, como um temido tigre. mas depois do que aconteceu no dia 9 de janeiro de 2023 (Dia da Perfídia) e a perseguição e prisões dos Generais Heleno, Braga Neto, Almte Garnier e outros militares com base na mentira do tal golpe inventado pela esquerda contando, inclusive, com a conivência de diversos outros Generais, a esquerda se aproximou do trigre e verificou que ele era uma ilusão de ótica, que era apenas um cartaz de papel que projetava uma sombra bem grande que intimidou por anos aqueles que viam aquela imagem à distância. Descobriram que o tigre é de papel!
Vc deve ser um alienado mental… Em que mundo vc vive? No mundo da Terra Plana? Meu Deus… Negar fatos… Até o mais imbecil dos imbecis sabe que realmente houve uma tentativa de golpe arquitetada por Bolsotrevas e seus aceclas generais… É incrível esse negacionismo insistente… Houve delações… Muitos em depoimentos admitiram… Vc quer mais o que? Qto a imagem negativa da instituição… Agradeça ao falso Meçias e seus generais golpistas… Foram eles que destruíram o que demorou décadas para nós militares tijolo por tijolo… Construirmos… Uma imagem boa da instituição…
Sub Consciente deve ser por causa da erva ou coisa pior. Ninguém admitiu em depoimento que houve golpe. As prisões foram arbitrárias, um engodo, provavelmente combinado com alguns da alta patente. E quando se fala em intervenção não quer dizer entrar na briga. Poderiam mandar as pessoas para suas casas antes do natal, poderiam ter exigido o voto contado publicamente para salvar o respeito às eleições, poderiam não ter enviado as pessoas para a PF. Evadiram-se do local, depois da baderna, mais de 60 ônibus fretados. Ninguém quis saber quem fretou esses ônibus. Apenas os acampados serviram para as piranhas.
Isso não é um episódio isolado, se trata de um conjunto de ações para minar o governo atual. Esse episódio para minar as FFAA, diminuição de pena para golpista beneficiando quem elocubrou todo o golpe, CPMI Banco Master, por fim negativa da indicação a ministro do STF, criação por IA de mulher negra articulada falando mal de todas as instituições nas redes sociais, etc. Repito: não é isolado, se trata de articulação visando retorno da extrema direita a cena do crime.
Quanta besteira, besteirol na veia… Quem precisa minar algo que nasceu podre, retirado do presidio para continuar mentindo e saqueando a população? Do Gonçalves Dias vc não fala nada? Retorno da extrema direita? Quando foi que uma extrema direita governou o pais? Vc duvida que é a JBS a dona do Banco Master? Não basta os rombos nas estatais, especialmente o Correio ainda têm que saquear os aposentados? Camarada, vc é muito biruta!
Pior que eu gostei da ideia. Me manda proporcional pra casa, ou me coloca em disponibilidade em algum órgão aleatório desses em home office…de fato o que vemos no dia a dia é isso: um grande teatro.
Tem o teatro do pessoal da Ativa e tem outro teatro muito pior, o teatro de vampiros, os PTTCs que não querem largar a cena, um teatro de parasitas. Se o pessoal da Ativa não produz nada, imagine a vampirada.
Incrível essa caixa de comentários em tempos atrás era ironica, sarcástica, uma grupo seleto recebendo aumento de salário em detrimento da pensionistas através da lei 13 954, lei de Satanás que desagregar a tropa e hoje o exército recebe o retorno da lei de causas e efeitos
Se cada instituição brasileira cuidasse de sua atividade própria, sem querer se imiscuir em outras, sem atuar em atribuições alheias, não teríamos esse quadro de conflitos e ataques umas às outras.
O problema dessa República é que nenhuma autoridade sabe lidar com o poder que detém, não consegue se limitar ao seu campo de atuação e extrapola seus limites.
Isso inclui as FA e a conduta de muitos integrantes do grupo seleto dos detentores de bordados na lapela.
Enquanto isso, o soldado continua executando miseros 20 tiros em sua formação militar.
É o fundo do poço (ou não)
quantos traficas morreram nas ocupação do alemão e da maré?