Exército da Ucrânia demite comandante após denúncias de soldados desnutridos no front

Anastasiia Silchuk, que publicou as imagens nas redes sociais, disse que seu marido usou o rádio para pedir ajuda, mas ficou sem comida por até 17 dias. Fotografia: i.petrovna_/Threads

 

Imagens e relatos de militares da 14ª Brigada Mecanizada sem comida na região de Kupiansk levaram à queda do comandante da unidade e expuseram falhas logísticas agravadas por ataques russos.

Imagens e relatos divulgados nos últimos dias a partir da linha de frente da guerra na Ucrãnia provocaram forte repercussão ao expor soldados ucranianos em estado avançado de desnutrição, atribuída a falhas graves no abastecimento em áreas de combate intenso no nordeste do país.

As fotografias, publicadas inicialmente por familiares nas redes sociais e posteriormente reproduzidas pela imprensa, mostram militares extremamente debilitados, com sinais evidentes de privação alimentar. Segundo os relatos, os soldados pertencem à 14ª Brigada Mecanizada, posicionada na região de Kupiansk, próxima ao rio Oskil, uma das áreas mais disputadas do conflito.

De acordo com as denúncias, algumas posições da brigada teriam ficado até duas semanas sem acesso regular a alimentos, com os militares sobrevivendo à base de água da chuva, neve derretida e suprimentos lançados de forma esporádica por drones. A situação teria sido agravada pela intensidade dos combates e pela dificuldade de manter rotas logísticas terrestres ativas.

Diante da repercussão, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia anunciou, na sexta-feira, a demissão do comandante da unidade, acusando-o de ter “ocultado o verdadeiro estado das coisas”. Em comunicado oficial, o comando militar afirmou que várias posições foram perdidas e que erros de cálculo comprometeram o fornecimento de suprimentos, incluindo alimentos, a pelo menos uma das posições da brigada.

Ao mesmo tempo, o Exército ucraniano reconheceu que ataques russos às operações logísticas contribuíram para a crise. Segundo a avaliação oficial, bombardeios aéreos contra travessias sobre o rio Oskil “complicaram significativamente” o apoio às tropas na região. Atualmente, o abastecimento nesse setor do front ocorre principalmente por meio de drones e embarcações, sob risco constante de ataques.

Após a troca no comando, o novo chefe da brigada, Taras Maximov realizou uma chamada online com os soldados e prometeu retirá-los da linha de frente para descanso assim que as condições climáticas e operacionais permitirem. O Exército informou
ainda que alimentos foram entregues recentemente à unidade e que, “caso as condições permitam, a evacuação imediata das tropas será realizada”.

Respostas de 10

  1. Aqui é muito pior. Coquetéis e churrascos regados a camarão, lagosta, filé mignon, picanha e salmão. E o soldado, filho do pobre pagador de impostos, qdo de serviço obrigatório, NA escala 24×24, Come o delicioso arroz da ração R2, detalhe VENCIDO, com frango explodido. E nosso exército brasileiro é de paz, mas o inimigo é interno. A tropa não precisa de inimigos, pois eles já estão entre nós, isso foi amplamente observado por ocasião da Lei 13.954, de 2019.

  2. Muito pior é passar fome sem estar em guerra… A tropa brasileira agoniza sem aumento salarial desde 2016… As praças das três Forças precisam fazer bico para sobreviver… A guerra é interna… O inimigo é interno… Vida que segue…

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