Revogação do título de Doutor Honoris Causa do “pai” do programa antártico levou ao fim do convênio da ESANTAR, transferência das operações do PROANTAR para Vitória e perda de protagonismo científico após mais de quatro década
A decisão da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) de instaurar uma Comissão Interna da Verdade e cassarar o título de Doutor Honoris Causa concedido ao Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, almirante-de-esquadra e ex-ministro da Marinha, marcou um ponto de inflexão na relação histórica da universidade com a Marinha do Brasil. A medida, adotada em abril de 2024 após provocação do Ministério Público e com base em relatório da Comissão da Verdade da própria universidade, reavaliou honrarias outorgadas durante o regime militar a ex-autoridades citadas pela Comissão Nacional da Verdade.

O almirante Maximiano, homenageado pela FURG em 1984, foi um dos principais responsáveis pela implantação do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), articulando a presença permanente do Brasil na Antártica e viabilizando a estrutura logística e científica que, décadas depois, beneficiaria diretamente a universidade. Ainda assim, seu título foi revogado sob o argumento de “reparação histórica”, em conjunto com outras cassações aprovadas pelo Conselho Universitário.
À época, a iniciativa foi apresentada como um gesto simbólico de alinhamento institucional aos princípios da memória e dos direitos humanos. Na prática, porém, foi interpretada por setores da Marinha como um ato de confrontação ideológica e de desconsideração do legado estratégico e científico do almirante. A reação não tardou: a Força manifestou oficialmente sua discordância e, posteriormente, decidiu não renovar o convênio com a FURG para a manutenção da Estação de Apoio Antártico (ESANTAR).
Criada em 1983, a ESANTAR é uma estrutura logística vinculada à FURG e considerada estratégica para o PROANTAR, responsável por décadas pelo armazenamento, manutenção e preparação de equipamentos, contêineres, vestuário polar e materiais científicos utilizados nas operações antárticas brasileiras. Com o encerramento do contrato, toda essa logística passou a ser gradualmente transferida para Vitória, onde as operações de apoio às expedições serão conduzidas a partir do campus de Goiabeiras, ligado ao curso de Oceanografia da UFES.
A mudança retirou de Rio Grande o papel histórico de porto de referência, abastecimento e partida das missões antárticas, função exercida por mais de quatro décadas. O custo dessa ruptura não recaiu sobre a gestão universitária que conduziu o processo, mas sobre estudantes, pesquisadores e a própria comunidade acadêmica. Alunos e equipes científicas agora precisarão embarcar por Vitória, enquanto o principal centro logístico do programa se afasta da FURG após 43 anos de protagonismo.
Em nota oficial, a universidade afirmou que não haverá perdas financeiras e que seus pesquisadores seguirão colaborando com o PROANTAR, ainda que à distância. Nos bastidores, contudo, cresce a avaliação de que uma decisão motivada por vaidade política e “lacração ideológica” produziu efeitos concretos: perda de investimentos federais, esvaziamento do polo logístico local e redução da visibilidade científica da cidade.
Os impactos de longo prazo para a produção acadêmica e para o status de Rio Grande no cenário da pesquisa antártica ainda não foram totalmente dimensionados. O que já se sabe é que, ao transformar uma revisão simbólica do passado em embate institucional com as Forças Armadas, a cidade acabou pagando a conta — e saiu perdendo.
Respostas de 20
A caça as bruxas nas Forças Armadas estão a pleno vapor.
Cachorro que morde a mãe de quem o alimenta, merece castigo!
Quem Está lacrando são os almirantes, em prejudicar a ciência em nome de preservar imagem de ditadura militar.
Quem se mistura com porcos come farelos…
Não se pode plantar sementes no meio de espinhos…
Meu se pode dar pérolas aos porcos…
Cada cachorro que lamba a sua cac*ta….
Kkk.
Por isso que eu gosto da democracia… Quem quer comunismo vai pra Coréia do Norte e quem quer capitalismo vai pra corrida do Sul ..
Quem quer comunismo vai pra Alemanha oriental e quem quer capitalismo vai pra Alemanha ocidental..
Quem quer comunismo fica em Cuba e quem quer capitalismo foge pra Miami…
Quem quer lacração na faculdade fica com a lacração e quem quer ciência vai pra faculdade que prática ciência…
Assim tudo mundo fica feliz e não tem briga…
Ps. Eu prefiro mil vezes Vitória que Rio Grande… Kkk
Deveria se chamar Programa Antártico Nacional, sem fazer qualquer menção a alguém.
Você está falando besteira, cara. O almirante foi o fundador do PROANTAR, e o fato de ter sido militar em uma época conturbada não tira o mérito dele como fundador. No final, quem perdeu foi a faculdade.
A Marinha, por sua vez, mantém viva a memória de Maximiano como fundador do programa e, ao se afastar da universidade, deixou claro que não aceita a desvalorização de sua contribuição.
No fim das contas, quem perde é a universidade, porque se afasta de uma rede de apoio que foi fundamental para sua atuação científica. É um exemplo claro de como a política da memória pode ter impacto direto na política institucional.
Essa rede de apoio a que se refere é custeado com a verba das universidades (verbas federais do MEC e Ministério da Ciência e Tecnologia). Quem perde é a MB. A DHN é um dos braços mais ricos da MB, devido ao dinheiro que recebe de fora, bem como do SISTUF. Diferente de você, eu sei disso e nunca falarei que está falando besteira, aceito seu pensamento díspare.
Calado você é um poeta. Para de falar besteira, cara. Essa história de que “Verba de universidade” é ridicula, sem pé nem cabeça. Como se universidades, que mal têm verba para manter laboratório funcionando, fossem bancar navios, combustível e bases na Antártida. O PROANTAR é financiado por recursos federais, coordenado pela CIRM, com a Marinha como braço logístico e as universidades como parceiras científicas. Dizer que a faculdade custeia tudo é como afirmar que o passageiro é quem abastece o avião.
E, sinceramente, depois chora por não ter feito o CASEMSO… não tem capacidade intelectual nem para verificar o que fala.
Continuo dizendo que quem disponibiliza recurso ao CIRM e a SECIRM é o governo federal, por intermédio do MCTI e MEC e Universidades por meio do CAPES, cabendo também consignar que algumas emendas parlamentares Do grupo de parlamentares da comissão da defesa. Para mim, o que di é In sapiente e incipiente. CASEMSO é um curso equiparado aos altos estudos, curso de ensino médio, não reconhecido pelo MEC, aliás nem sei se pode haver equivalência. Eu tenho 3 pós graduações, sendo um estrito e duas lato, assim sendo seria em verdade altos estudos. Não irei nem me dignar a lhe responder. Passar bem.
Até pouco tempo você vivia revoltadinho aqui no blog por não ter feito o CASEMSO. Agora vem desdenhar do curso, dizendo que tem pós disso e daquilo. Meu irmão tem umas cinco pós, todas feitas em EAD, além de mestrado e doutorado em Políticas Públicas pela UFRJ, e não tem um terço da sua arrogância.
Primeiro: o CASEMSO é um curso militar, voltado para carreira e altos estudos estratégicos, e não precisa de reconhecimento do MEC, justamente porque não pertence ao sistema civil de ensino.
Seu problema não é a formação, é a falta de concatenamento no que diz. Sinceramente, não acredito que tenha sido militar, não demonstra característica nenhuma. Parece mais um paisano que se acha militar e acredita que pode comentar sobre o que não entende.
Prezado, bom dia.
Vejo seu disernimento a respeito dos militares que não tem CASEMSO. como uma enorme limitação de capacidade intelectual.
Fala muita besteira, a universidade te. Navio? Tem combustível? Tem logística? Tem dinheiro? Naooooooo quem tem e a marinha
Para teu irmão, parabéns! E para você, siga o exemplo dele e um “só lamento!”. 👍
Tá bom! Mas eu tenho o famigerado CASEMSO! E você, com suas pós-graduações da NASA, Harvard e sei lá mais o quê? Lamentável, não é mesmo?
Que bicho é esse CASEMSO? Parece nome de inseto.
Mole Lex, vc é um grande revoltadinho, frustrado com a carreira que te sustentou por toda sua míderável vidinha, agora fica só cuspindo no prato que comeu…cara tenho pena de vc, se acha um grande erudito nas palavras, deve ser um grande depressivo em casa, solitário, só escrevendo M. em blogs. vai se tratar.
Essa Estação deveria se chamar Programa Antártico Brasileiro João Cândido. Tenho dito!
Duvido, seria mais Fácil colocarem o nome do cachorro caramelo!
E vc deveria se chamar cara de paus ignorantus vermelhus mortadelis
Universidades federais deveriam ser privatizadas pra ontem…ralo de dinheiro público tal qual a maioria das instituições públicas