Expulsos das Forças Armadas após o 31 de Março de 1964, graduados lideraram primeira tentativa de guerrilha contra a ditadura militar no Brasil
Entre 1966 e 1967, um grupo formado majoritariamente por ex-sargentos e militares de baixa patente das Forças Armadas protagonizou uma das primeiras tentativas de resistência armada ao regime instaurado após o golpe de 1964. A iniciativa, conhecida como Guerrilha do Caparaó, teve como cenário a Serra do Caparaó, na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo, e revelou o grau de insatisfação existente na base militar com os rumos do país sob a ditadura.
Politização com Jango, expulsão com generais
Os participantes haviam sido, em sua maioria, expulsos ou afastados do serviço ativo após o golpe. Muitos apoiaram as Reformas de Base defendidas pelo então presidente João Goulart, o Jango, e se engajaram, antes de 1964, em movimentos reivindicatórios dentro das próprias Forças Armadas. Com a consolidação do novo regime, esses sargentos passaram a ser classificados pelo governo militar como indisciplinados ou subversivos, sofrendo cassações, prisões e exclusões sumárias.
A luta armada como solução
A exclusão institucional foi um dos principais motores da radicalização. Sem espaço político e marcados por um sentimento de injustiça, esses ex-militares encontraram na luta armada uma alternativa de resistência. O movimento foi articulado pelo Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), organização que reunia civis e militares dissidentes e defendia a derrubada do regime por meio da guerrilha rural.
Inspiração em Che Guevara, apoio de Brizola e Fidel
No final de 1966, 14 guerrilheiros chegaram de forma discreta à região do Caparaó. O grupo contava com apoio político de Leonel Brizola, então no exílio, e com respaldo ideológico e logístico associado à Fidel Castro, no contexto da influência da Revolução Cubana sobre movimentos armados latino-americanos. Inspirados especialmente nas ideias de Che Guevara, os integrantes acreditavam que um pequeno foco guerrilheiro poderia desencadear um levante popular de maiores proporções.
Uma nova Sierra Maestra
Segundo livros e documentários, o plano era ambicioso: instalar na Serra do Caparaó um quartel-general permanente, nos moldes da Sierra Maestra, base da guerrilha cubana. A região era considerada estratégica por sua proximidade com grandes centros urbanos — Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória — e pela presença da ferrovia, vista como rota segura de deslocamento clandestino. A estratégia previa a realização de ações guerrilheiras nessas capitais, com retorno oculto de trem até o Caparaó, onde o grupo se refugiaria para planejar novas operações.
Assaltos “em nome da causa”
Enquanto se organizavam, os militantes buscavam manter uma aparência de normalidade. Compravam mantimentos à vista em mercearias de Alto Caparaó e arredores, mas também realizaram ações de financiamento, como assaltos à agência do Banco do Brasil em Espera Feliz. Segundo os próprios guerrilheiros, o dinheiro obtido seria destinado à “causa revolucionária”.
Falta de apoio e denúncias
Apesar da experiência militar dos ex-sargentos, o movimento enfrentou obstáculos decisivos. Faltaram recursos, armamentos e, sobretudo, apoio popular. Diferentemente do ocorrido em Cuba, a população local de Alto Caparaó e Caparaó não aderiu à iniciativa e, em grande parte, sequer compreendia a presença daqueles homens armados circulando pela região. As desconfianças levaram a denúncias às autoridades, acelerando a repressão.
Derrota em três meses
No início de 1967, as forças de segurança intensificaram as operações. Há 52 anos, em 3 de abril de 1967, policiais do 11º Batalhão da Polícia Militar (11º BPM) capturaram os últimos oito guerrilheiros que ainda permaneciam escondidos na serra. A operação encerrou o movimento sem confrontos de grande porte, antes que qualquer ação armada de maior impacto fosse executada.

O simbolismo de um fracasso
Embora tenha fracassado militarmente, a Guerrilha do Caparaó ocupa um lugar simbólico na história política brasileira. O episódio expôs fissuras internas nas Forças Armadas e demonstrou que a oposição à ditadura não partia apenas de setores civis ou estudantis, mas também de militares formados dentro da própria instituição — sobretudo sargentos — que, ao perderem carreira, direitos e espaço político, optaram por enfrentar o regime pelas armas.
Respostas de 26
Montedoooooooo
Vão achar que você está insinuando alguma coisa.
Cuidado, não vivemos em uma democracia.
Verdade!
Fiquei sabendo que no Xandanquistão lêem as matérias desse blog.
Fiquei sabendo que esse blog está cheio de sementes da ditadura militar. Espero mesmo que Xandão esteja de olho nesses golpistas de plantão, pois o portão da Papuda é bem largo e passa bastante gente. Muita gente aqui pensando em privilégios pessoais, tetas, mamatas e se esquecem do retrocesso que é qq tipo de ditadura, seja ela de direita, de esquerda, militar, religiosa etc. Sendo ditadura, não presta. Com todas as mazelas que advém da democracia brasileira, ela ainda é o melhor azimute a ser seguido. DITADURA MILITAR NUNCA MAIS!!!
E a ditadura das máfias do INSS, mensalão, petrolão, BRB, Master, narcotráfico, golpes financeiros… essas podem?
mortadela
Por falar em democracia, o candidato à presidência, Caiado, está prometendo anistia ampla e irrestrita ao pessoal do 8 de janeiro. Alguém aí sabe dizer se ele combinou com os russos, digo, com o aquele que não podemos falar o nome, sob risco de prisão? E tem eleitor que vai acreditar nesse canto da sereia nessa “democracia Relativa”, cuja constituição pode ser reinterpretada, segundo palavras de um decano supremo.
Eles foram presos como ladrões comuns que roubaram fazendas para se manter por falta de apoio.
Não devemos nos esquecer que em 1964 os suboficiais/Subtenentes/Sargentos fizeram em 63, em Brasília uma manifestação contra a inelegibilidade dos graduados e já em 64 uma manifestação devido aos baixos soldos e falta de perspectiva na carreira lá na Presidente Vargas, sabendo disso o Presidente Jango chegou ao movimento e foi carregado pelos manifestantes. Oficiais Generais viram ali um foco de revolta e pouco após veio o golpe. Vários historiadores Vêem ali o estopim do golpe e início da ditadura. Deram o nome de movimento sargentista, em uma comparação ao movimento dos 18 do forte.
Após a Revolução Democrática de 1964, as FFAA fizeram um EXPURGO interno para investigar, identificar, punir e expulsar (reserva remunerada compulsória para os Of Gen/Sup e expulsão para os Praças) os militares dissidentes.
A “revolução Democrática” foi tão, mas tão democrática que podemos compará-la com a Revolução Francesa com a queda da bastilha em que com a queda os setores ricos e influentes da sociedade ficaram com o Poder. Lembremo-nos do aumento artificial do bolo (somente para alguns) e do milagre econômico a base de empréstimos externos que colocou o resto o país a mercê dos entes externos.
Com exceção de algumas reivindicações pontuais e justas de alguns grupos sociais, não se deve esquecer de passar às novas gerações que naquela época havia uma disputa entre dois regimes políticos: ditadura de esquerda (sob orientação da ex URSS) e ditadura de direita (sob apoio dos EUA).
Não houve essa narrativa de luta pela democracia. Queriam derrubar uma ditadura e implantar outra ditadura.
Simples assim.
Hoje a desculpa é a mesma… A família Bolsotrevas quer entregar o Brasil nas mãos de Trump com a desculpa esfarrapada de que a China está se apoderando do Brasil… A história para ditadores é a mesma… O que muda mesmo é o modus operante e o grupo data hora… Se o golpe de Bolsotrevas tivesse obtido apoio e sucesso… Ele apenas seria uma vaquinha de presépio no comando do país… Pois as ordens viriam dos Yakees… Em particular… Do dono do mundo… Donald Trump… Mas tem muito brasileiro e colegas de profissão… Que preferem bater continência para a bandeira americana…
E outros q PRESTAM continência para as Bandeira da Rússia e China. 😡😠🤬😤
Subao incosciente, vai fazer uma faxina na sua reserva insossa, nao esquece de verificar se a água do chimarrao tá fervendo….é pra isso que vc serve
PERDEU PLAYBOY… Caparaó, tropa de bï§øn̈ǰĥø§
Hoje os subtenentes e Sargentos são tão medrosos, que tem medo até de postar, comentar algo na Internet ou redes sociais. Nunca vi uma geração de borra botas tão grande como essa. Será reflexo do alto comando?
Pura verdade… É tanta frouxura e carreirismo que a covardia e a subserviência falam mais alto… A desculpa é sempre a mesma… É que eu vim de família pobre… Preciso sair QAO… Se eu não sair oficial… Minha esposa vai ne deixar… É um dinheirinho a mais… Não é pelo status… O quadro de QAO destruiu a carreira das praças… E ao mesmo tempo… foi um grande mal necessário para os oficiais de fato e de direito… Pois é um mecanismo infalível de controle e freio da esmagadora maioria das praças mais antigas… Um arrumadinho eficiente…
Atualizando, de 1967 até nossos dias são 59 anos. E tudo começou em 1889, uma trairagem extrema contra Dom Pedro II, revoltadinhos com o fim da escravidão. Hoje somos uma República Federativa de Bandidos. Quando haverá uma recomposição?
Nos bancos escolares das escolas militares, instrutores e palestrantes querem empurrar goela abaixo para os jovens alunos e cadetes que a ditadura militar de 1964, foi na verdade uma revolução Democrática. Qualquer imbecil sabe que uma revolução Democrática vem seguida de eleições diretas no máximo, um ano após a intervenção. Mas nossos generais sempre tem uma desculpa, que aliás é a mesma dos dias atuais, que é a virtual ameaça comunista, uma bandeira que até hoje serve de justificativa para a perturbação no poder. Só que atualmente temos a internet, os meios de comunicação rápidos e essa retórica sem fundamento, não engana nem o público interno, muito menos o público externo, pois todos sabemos que os vermelhos não vão roubar o seu Chevette ano 1979. Vida que segue.
Em todo o período do governo militar houve eleições, exceto para Presidente, que era eleito diretamente pelo Congresso Nacional. Se vc não for cego e surdo deve estar cansado de ver e ouvir os discursos do Mullah enaltecendo ditaduras disfarçadas de democracia; Irã, Coreia do Norte, Rússia, Cuba, Angola, Nicarágua, etc. Mas a verdade é que a ideologia esquerdopata é apenas uma embromação para manter no cabresto pessoas como vcs, os idiotas úteis onde, no fim, seja pouco ou muito, o negócio é apenas por dinheiro.
Veja o Irã, ditadura religiosa ferrenha, assassinando a própria população por se manifestar mas, seus lideres, enviam seus filhos e outros parentes para viver vida boa no capitalismo nos EUA. E Cuba? Qualquer um que tem chance foge de lá. E o mesmo acontece com as outras ditaduras, quem tem chance, se manda.
O bisonho mesmo é ver vocês defendendo ladrões de trilhões do dinheiro que poderia favorecer toda a infra estrutura do Brasil e oferecer uma vida mais digna à população.
Kkkkkkkk!!!!!! O Golpe de 1964 proibiu o voto direto para presidente da República e representantes de outros cargos majoritários, como governador, prefeito e senador. Somente era possível o voto direto em deputados (federais e estaduais) e vereadores. Houve a manutenção de 13 partidos. Como nas eleições de 65 o governo federal foi derrotado em 5 estados, dentre eles a Guanabara e MG e assim teve a Implantação do AI-02 extinguindo tODOS os partidos existente. Anos depois foi autorizada a criação de dois partidos (Arena e MDB) e a chamada figura dos deputados e Senadores biônicos, pois eram longa manus dos militares (como Marionetes – José Sarney era um bom exemplo). Eleição indireta ou engana trouxa não são eleições meu caro.
§ 1º – Os Prefeitos dos demais Municípios serão eleitos por voto direto e maioria simples, admitindo-se sublegendas, nos termos estabelecidos pelos estatutos partidários.
Aliança Renovadora Nacional (ARENA) foi um partido político brasileiro criado em 1965.
Movimento Democrático Brasileiro (MDB) foi um partido político brasileiro Organizado em fins de 1965.
Art. 9º – A eleição do Presidente e do Vice-Presidente, da República será realizada pela maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em sessão pública e votação nominal.
Em 15 de novembro de 1970 foram eleitos os 356 membros do Congresso Nacional do Brasil. Foi a segunda eleição legislativa realizada pelo Regime Militar de 1964.
Há outras controvérsias como o pacote de abril, eleições diretas em 1982 e eleições pelas assembleias legislativas pelos representantes do povo.
Digo: … para a “perpetuação” no poder…
Esse corretor ortográfico automático é uma M…. 😂😂😂.
Não se preocupe, isso acontece com todos. Já até cansei e mando do jeito que vai. Apesar de muitos aqui se prenderem a esses atos falhos do corretor, pela escrita sabemos que é ou não coerente e coeso na escrita e demonstra conhecimento do vernáculo pátrio.
Obrigado meu amigo… Sigo atento as oportunas palavras que muito enriquecem… mostram a verdade e a realidade que muitos aqui… fingem não existir… A história está aí para ensinar… Mas muitos insistem em permanecer no erro…
Muito fraquinhos estes vermelhos aqui do Blog…todos recalcados, invejosos, coniventes com os corruPTos, se dizem democraticos mais apoiam o 9 dedos ladrao, aquele que é amiguinho dos maiores ditadores atuais….. vermes hipócritas