Tragédia ocorreu poucos segundos após a decolagem; aeronave transportava 125 pessoas e as causas do acidente ainda estão sob investigação
Ao menos 34 pessoas morreram e outras 77 foram hospitalizadas após a queda de um avião da Força Aérea da Colômbia logo depois da decolagem, na região amazônica do sul do país, nesta segunda-feira (23). A aeronave transportava 125 pessoas entre passageiros e tripulantes.
Segundo o presidente Gustavo Petro, a situação de mais de 40 ocupantes ainda não havia sido confirmada até o início da noite. A informação foi divulgada pelo próprio chefe de Estado em uma publicação na rede social X.
O comandante da Força Aérea Colombiana, Fernando Silva, afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais que o avião levava 114 passageiros e 11 tripulantes. De acordo com ele, as causas do acidente ainda estão sob investigação.
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, informou que o acidente ocorreu no momento em que um C-130 Hercules, fabricado pela Lockheed Martin, decolava da cidade de Puerto Leguízamo, na fronteira com o Peru. A aeronave tinha como missão o transporte de tropas.
Imagens exibidas pela emissora local BluRadio mostraram uma grande coluna de fumaça saindo dos destroços. Um dos vídeos registrados por moradores indica que o avião perdeu altitude poucos segundos após a decolagem e caiu a cerca de três quilômetros de uma área urbana.
Fontes militares disseram à Reuters que ao menos 71 pessoas foram retiradas com vida dos destroços nas primeiras horas após o acidente.
Em nota, um porta-voz da Lockheed Martin manifestou solidariedade às vítimas e afirmou que a empresa está à disposição das autoridades colombianas para colaborar com a investigação.
Mais cedo, Petro voltou a criticar entraves burocráticos que, segundo ele, têm atrasado o processo de modernização das Forças Armadas do país. “Não permitirei mais atrasos; são as vidas de nossos jovens que estão em jogo”, escreveu o presidente.
Candidatos à eleição presidencial marcada para 31 de maio também se manifestaram nas redes sociais, prestando condolências às famílias das vítimas e cobrando apuração rigorosa das circunstâncias do acidente.
O comandante-geral das Forças Armadas da Colômbia, Hugo López, prometeu que o caso será tratado com “o máximo de responsabilidade, humanidade e transparência”.
Os aviões Hércules C-130 entraram em operação na década de 1950, e a Colômbia adquiriu suas primeiras unidades no fim dos anos 1960. Parte da frota passou por modernizações recentes, incluindo aeronaves transferidas pelos Estados Unidos por meio de programas de cessão de equipamentos militares excedentes.
Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes técnicos sobre a aeronave envolvida na queda.
O acidente ocorre menos de um mês após a queda de outro C-130, pertencente à Força Aérea Boliviana, na cidade de El Alto, que deixou mais de 20 mortos e dezenas de feridos.
Com InfoMoney e agências internacionais.