Pioneirismo: serviço militar feminino começa nesta segunda em unidades de todo o Brasil

Imagem ilustrativa, gerada por IA

 

Primeira incorporação de mulheres como recrutas voluntárias ocorre em 2026; Exército, Marinha e Aeronáutica, oferecem 1.467 vagas. Comandante do Exército afirma que fato é “um marco histórico” e representa avanço para a Força e para o país.

 

Começa nesta segunda-feira (2) a incorporação das primeiras mulheres ao Serviço Militar Inicial voluntário nas Forças Armadas. A medida marca um momento histórico: é a primeira vez que mulheres passam a integrar a tropa básica como recrutas, após o alistamento voluntário aberto em 2025.

A incorporação ocorre em unidades do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, distribuídas por diversas regiões do país. Ao todo, 1.467 mulheres serão incorporadas em 2026, segundo o Ministério da Defesa.

O que disse o comandante do Exército

Na tradicional Mensagem aos Novos Recrutas, o comandante do Exército, general Tomás, destacou o caráter histórico da incorporação feminina ao serviço militar inicial em 2026.

“Neste ano, em especial, o serviço militar inicial escreve um inédito e histórico capítulo, com a incorporação das primeiras mulheres, num total de 1.010 em todo o Brasil, distribuídas em 38 Organizações Militares. Esse marco amplia a participação feminina nas fileiras do Exército e reforça a concepção de uma instituição verdadeiramente integrada por brasileiros e brasileiras, todos irmanados no mesmo propósito de bem servir ao Brasil e de fazê-lo próspero, seguro e soberano. O pioneirismo desta incorporação certamente trará diversos benefícios à Força e representará um avanço e uma vitória para o Exército de Caxias.”, afirmou.

A iniciativa representa uma mudança significativa no modelo do serviço militar brasileiro. Até então, o alistamento era obrigatório apenas para homens, enquanto as mulheres só podiam ingressar nas Forças Armadas por meio de concursos públicos ou seleções para áreas específicas, como saúde e ensino.

Com a nova modalidade, mulheres de 18 anos puderam se alistar de forma voluntária, sem obrigatoriedade ou penalidades em caso de desistência. A expectativa das Forças Armadas é ampliar gradualmente a presença feminina na base da tropa nos próximos anos.

Distribuição das vagas
Em 2026, as vagas estão distribuídas da seguinte forma:

  • Exército Brasileiro: 1.010 vagas
  • Força Aérea Brasileira: 300 vagas
  • Marinha do Brasil: 157 vagas

A distribuição ocorre por regiões militares, distritos navais e comandos aéreos. Por isso, apenas parte dos números é divulgada oficialmente por município.

No Rio de Janeiro, 159 mulheres começaram o serviço militar nesta segunda. Em Minas Gerais, são 37 recrutas em Juiz de Fora e 26 em Belo Horizonte. Nos demais municípios, o número de vagas por unidade não foi detalhado.

Cidades que recebem recrutas femininas em 2026

  • Rio de Janeiro (RJ) – Exército, Marinha e Aeronáutica
  • Juiz de Fora (MG) – Exército
  • Belo Horizonte (MG) – Exército
  • Lagoa Santa (MG) – Aeronáutica
  • Brasília (DF) – Exército, Marinha e Aeronáutica
  • Formosa (GO) – Exército
  • Luziânia (GO) – Exército
  • Valparaíso de Goiás (GO) – Exército
  • Salvador (BA) – Exército e Marinha
  • Recife (PE) – Exército, Marinha e Aeronáutica
  • Fortaleza (CE) – Exército e Marinha
  • Belém (PA) – Exército e Marinha
  • Campo Grande (MS) – Exército e Aeronáutica
  • Corumbá (MS) – Exército e Marinha
  • Ladário (MS) – Marinha
  • Curitiba (PR) – Exército e Aeronáutica
  • Florianópolis (SC) – Marinha
  • Porto Alegre (RS) – Exército e Marinha
  • Canoas (RS) – Aeronáutica
  • Santa Maria (RS) – Exército
  • São Paulo (SP) – Exército, Marinha e Aeronáutica
  • Guaratinguetá (SP) – Exército
  • Pirassununga (SP) – Aeronáutica

Respostas de 14

  1. Se a recruta engravidar como ficará a situação dela no Serviço Molitar Inicial? Gozara de licença maternidade? Será dispensada? Ficará prestando serviço até o fim do período de amamentação?

    1. Ficará afastada conforme a legislação em vigor. Perguntinha mais idiota! Tem um povinho fraquinho aqui. Criticam a primeira oficial general mulher. Agora critica as primeiras recrutas do EB. É muita masculinidade frágil, tem medo de perder a vaga até pra recruta!

  2. a esquerda e o feminismo ordenam e as Forças Armadas obedecem. Esperem as consequências nefastas do igualitarismo de gênero dentro da Forças Armadas .

  3. Agora algumas máscaras cairão!

    Veremos mulheres mais competentes técnica, física e mentalmente em relação a vários homens.

    Antes que comece o choro, as tabelas de TAF são diferentes porque se baseiam em dados científicos e biológicos e não em achismos ou em sofrimento mental masculino não tratado.

    Basta ver que o TAF de Coronel é diferente do TAF de Soldado, embora ambos sejam homens.

    Então, é aceitar que as mulheres chegaram para contribuir e não para concorrer.

    Quem conseguir ver por essa ótica, nem perceberá a mudança.

    Quem não conseguir, sofrerá da mesma forma que sofre quando chega um Aspirante ou Sargento Lobinho cheios de gás.

  4. Quanta gente idiota, o cara comparar a tabela de tacf de coronel. com toda a certeza diminui pela idade, mas quando se fala de recrutas , são linha de frente, por isso não há soldado com 50 anos vc quer o jovem no seu ápice do vigor físico, e mulher e mais frágil imagina um exército de recrutas soh feminino, muito mais fraco, e numa guerra vc não quer lacração, e inclusão social, vc quer oq tem de melhor disponível para combater seu inimigo.
    , o que estão fazendo e somente políticas eletoreiras e um bando de mocorongo batendo palmas.

    1. Isso é o que dá não estudar…

      Acaba passando vergonha no débito e no crédito.

      Mais um pouco vai pegar um financiamento de vergonha no longo prazo.

  5. As mulheres ingressam, OFICIALMENTE, na Força Terrestre na década de 90 do século passado e passado tanto, ainda, existem militares do segmento masculino q têm preconceito contra essas militares. Lamentável.

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