Disputa por dívidas de R$ 54,5 milhões vai à Advocacia-Geral da União enquanto estruturas dos Jogos Olímpicos de 2016 seguem fechadas e se deteriorando
Uma disputa entre o Ministério do Esporte e o Exército Brasileiro sobre a responsabilidade pela manutenção das estruturas esportivas do legado dos Jogos Olímpicos de 2016 chegou à Advocacia-Geral da União. O impasse envolve um passivo de R$ 54,5 milhões e mantém instalações fechadas e em deterioração no Rio de Janeiro.
Segundo apuração do jornalista Vinícius Valfré, do Estado de São Paulo, o caso está sob análise da Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal, instância da AGU sem poder decisório. Segundo o governo, a mediação pode durar de seis meses a até dois anos e não se descarta a judicialização do conflito.
O principal foco do problema é o Parque Olímpico de Deodoro, na zona oeste da capital fluminense. O complexo, que custou cerca de R$ 951 milhões e reúne estruturas para mais de dez modalidades esportivas, era administrado pelo Exército com recursos repassados pelo Ministério do Esporte. O acordo de cooperação foi encerrado em fevereiro de 2025, após a pasta sinalizar que não pretendia renovar a parceria.
Com a redução e posterior suspensão dos repasses, os militares alegam insegurança jurídica e gargalos orçamentários, o que levou à interrupção de treinamentos, competições e eventos. Um acordo chegou a ser discutido entre os ministérios do Esporte e da Defesa em 2024, mas não avançou por falta de definição sobre quem arcaria com as dívidas acumuladas.
Além de Deodoro, instalações esportivas administradas pela Marinha do Brasil e pela Força Aérea Brasileira também acumulam débitos, embora em menor escala.
Em nota, o Ministério do Esporte afirmou que busca uma solução para o passivo com apoio da AGU e que, enquanto isso, a manutenção do legado olímpico segue sob responsabilidade do Ministério da Defesa. O Exército informou que aguarda a definição das tratativas em curso e reiterou o compromisso com o desenvolvimento do esporte nacional.
Respostas de 5
Fácil de resolver, basta o Exército devolver para o patrimônio da União o espaço
Esses generais não cansam de ser humilhados não.
Toda hora uma notícia.
Parecem até recruta que sabe que vai na baixa, toda hora uma alteração.
Brasil!!!!
Um centro de excelência esportiva com um dos melhores estandes de tiro olímpico do mundo e parque para esportes radicais simplesmente é jogado de lado por que esse desgoverno resolveu cortar os recursos de manutenção de instalações que inclusive faziam parte dos projetos de formação de atletas olímpicos. Alia-se a isso à falta de vontade dos entes envolvidos em chegar em um consenso e temos então um patrimônio público que custou uma grana(1 bi) largado às traças. Aí no próximo evento esportivo de vulto que “resolverem” fazer aqui(jogos Pan-Americanos ou olimpíadas), constrói uma estrutura nova e afana outro tanto de recurso dos impostos…isso aqui não é um país, é um purgatório. Não tem outra explicação!
aquela área poderia ser cedida, em parte, ao Flamengo, para construçãode estádio e mais espaços para outras modalidades.
de verdade, aquilo é um elefante branco que logo logo será invadido. ou melhor, já iniciaram invasoes