Assinada pelo comandante do Exército, aposentadoria antecipada do tenente-coronel condenado pela trama golpista será publicada na sexta-feira (31)
O Exército autorizou a aposentadoria antecipada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a dois anos de reclusão por participação na tentativa de golpe de Estado. A decisão foi assinada na noite de terça-feira (27) pelo comandante da Força, general Tomás Paiva.
Segundo apuração de Cézar Feitoza e Marcela Mattos, do SBT News, a autorização teve como base um parecer técnico elaborado por uma comissão interna do Exército, que recomendou a transferência de Cid para a reserva por meio do mecanismo conhecido como quota compulsória. Com o aval do comandante, o militar deixará o serviço ativo em 31 de janeiro.
A quota compulsória permite que oficiais sejam enviados à reserva antes de completar o tempo mínimo regular de carreira, recebendo remuneração proporcional ao período efetivamente trabalhado. Mauro Cid soma 29 anos e seis meses de serviço, embora o direito à passagem voluntária para a reserva integral só fosse garantido após 31 anos de atividade.
Na prática, a diferença salarial será pequena. Mesmo com a saída antecipada, o tenente-coronel manterá benefícios previstos na legislação militar, incluindo o pagamento de ajuda de custo equivalente a oito soldos para a transição à inatividade.
Como contrapartida, Cid terá de desocupar o imóvel funcional que ocupa em Brasília no prazo de até 90 dias. Segundo interlocutores, ele ainda não decidiu onde irá morar e avalia opções entre a capital federal e o Rio de Janeiro, onde mantém vínculos familiares.
Com a aposentadoria, Mauro Cid também fica autorizado a exercer atividades profissionais fora do meio militar e avalia atuar como consultor na área de assuntos militares.
No campo da segurança, apesar de ter direito a proteção da Polícia Federal em razão do acordo de colaboração premiada, Cid recusou a escolta no fim do ano passado, por entender que não corre riscos. A PF chegou a sugerir sua inclusão no programa de proteção a testemunhas, proposta que teve aval do ministro Alexandre de Moraes e da Procuradoria-Geral da República, mas que também deve ser rejeitada pelo militar.
Condenado a dois anos de prisão em regime aberto, Mauro Cid tenta no Supremo Tribunal Federal o reconhecimento do cumprimento integral da pena. A defesa sustenta que o período de prisão preventiva e o uso de tornozeleira eletrônica já superariam o tempo fixado na sentença. O pedido ainda aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Respostas de 26
Esse se deu bem, apesar de ter gastado tubos com advogados.
Ajudou no golpe que, se desse certo, o colocaria no céu.
Deu errado, mas não foi pro inferno. Ficou um tempo no purgatório.
Vai virar consultor, ganhar muito dinheiro e daqui a uns anos vem como Senador ou Deputado.
Enquanto isso:
Os Subtenente, Sargentos, Cabos e Taifeiros estão literalmente na M.
Para piorar, foi concedido em Abr/25 uma miséria de 4,5% e outra miséria de 4,5% em Jan/26 nos soldos que estavam a 6 anos sem reajuste.
*HISTORICO DAS PERDAS DOS MILITARES DAS FFAA (INPC)*
A inflação entre reajuste de 01/03/2012 e o reajuste de 01/09/2016 foi de 39,44%. Abatendo o reajuste médio de 25% (2016) em 04 (quatro) suaves parcelinhas que terminaram em 2019, perdemos *14,44%.*
*Perdas causadas de 01/09/2016 à 28/02/2025 são 50,345%*
*===> Soma das perdas: 14,44% + 50,34% = 64,78%*
*Fonte*:
debit.com.br/tabelas/indicadores-economicos.php
corretissimo, a famigerada 13954 precisa ser revista, nao vejo outra solucao.
Incrível!
É como se fala: aqui o crime compensa.
Esse militar estava no epicentro do estado no governo anterior.
Ajudou na tentativa de ruptura institucional. Se vingasse o “golpe”, hoje estaria num cargo decisório do Estado e com polpuda remuneração. Além de incluído na lista de futuros generais.
Não deu certo o “golpe”, mas ficou no lucro: manteve o posto, vai para a Reserva como oficial e ainda salvou “papai general” de ser fisgado pela justiça.
Brasil, um paraíso para desonestos.
Por isso que o assaltante do trem pagador de Londres escolheu viver com o dinheiro roubado aqui no Brasil. Viveu como celebridade cortejada e ainda emplacou o filho como apresentador de televisão.
É ou não é um paraíso para a malandragem?
Os brasileiros honestos é que estão no país errado.
Esse pilantra entregou os colegas de farda, e no final se deu bem. Afinal de contas fez por merecer receber os trinta dinheiros.
Quer dizer que o Exército criou uma vaga na cota compulsória para beneficiar um militar envolvido em tentativa de golpe de Estado? E isso depois de em 1989 ter também passado a mão na cabeça de um certo Capitão, tudo combinado com o planejamento estratégico de usar os presos por tentativa de golpe de assessorar a mudança de estratégia e doutrina militar. É impissionantii!
Ainda tem gente que acha que os caras devem ser condenado de novo por fazerem aquilo ao qual foram formados a fazerem. ( Hipoteticamente)
Não banque o esperto.
Nas Forças os traíras, chaleiras e x9 de alojamentos sempre se dão bem. Tá aí mais um exemplo.
Aleluia, Aleluia, Aleluia…
Essa foto do Cid é de lascar
kkkkk, só rindo mesmo desses comentários crédulos da narrativa de tentativa de “golpi”, kkkk…
Parabens ao Ten Cel CID, por colaborar com a justica, nossa democracia esta mais forte do antes, seja muito feliz na nova fase da sua vida. Milhares de brasileiros legalistas lhe agradecem.
Por favor, retifiquem o artigo.
Somente oficiais tem direito a proporcional.
Obs: como um cara desses ainda manteve PNR, todos os direitos e ainda vai levar uma bolada pra casa com férias sem gozar.
Enquanto isso, tem Sgt tomando FATD por estar rodando de UBER para complementar a renda.
Sargentos, o Exército aCABOU, ou saiam, ou façam o mínimo para não serem punidos. Esses OFIDIOS não merecem seus esforços.
Deixem o exército para oficiais e os sargentos e sub babões.
Quando leio esses comentários de “golpistas”… “tentativa de golpe”.
.da vontade de rir…petista é a raça que tinha de ser estudada porque são muito estúpidos…enquanto isso ficam quietinhos com o roubo dos aposentados, ficam quietinhos quanto ao paladino deles, o cabeça de ovo e todas as atrocidades cometidas por ele, ficam quietinhos quanto a “mesada” de 300k do lulinha…muita hipocrisia
Excelente comentário! 👏👏👏
Os CANHOTOS ficaram indignados com uma passeata e se calam diante de roubos de BILHÕES.
Passeata dos panacas derrotados. 😃
Ele ta mto cansado 44 anos ta aposentado ainda mordeu a bunfa 500 pilaus delatem tudo sejam delatores
Esse foi o Kid Preto que desmaiou ou chorou? Kkkkkk não aguentou uma chamada na xinxa kkkk
A estrutura das Forças Armadas fundamenta-se na doutrina do “Up or Out” (Sobe ou Sai), princípio basilar que condiciona a permanência no serviço ativo ao fluxo ascensional de carreira. Esse modelo visa garantir a renovação dos quadros, a higidez do equilíbrio hierárquico e a eficiência operacional, impedindo que o envelhecimento excessivo da tropa nos mesmos postos comprometa a prontidão militar.
Nesse contexto, o Estatuto dos Militares (Lei nº 6.880/1980), em seus Arts. 98 (VI) e 101, instituiu a Quota Compulsória como um ato administrativo vinculado de renovação. Trata-se de um mecanismo de transferência ex officio para a reserva remunerada, destinado a assegurar a vacância de cargos quando o fluxo natural de saídas não atinge os índices necessários para a promoção dos militares mais modernos.
Contudo, a aplicação desse instituto carece de integração normativa por meio de decretos regulamentadores. Verifica-se que a Marinha (Decreto nº 4.034/2001) e a Aeronáutica (Decreto nº 88.545/1983) deram fiel execução à lei, estabelecendo critérios objetivos e percentuais mínimos de vagas anuais, o que confere segurança jurídica e previsibilidade funcional aos seus integrantes.
Em contrapartida, o Exército Brasileiro incorre em omissão administrativa inconstitucional ao não regulamentar, de forma específica e sistemática, o cálculo de vagas mínimas para o Quadro de Praças. Essa lacuna normativa esvazia o comando contido no Estatuto dos Militares, resultando em uma estagnação funcional que fere o Princípio da Isonomia (Art. 5º, caput, CF) entre as Forças Singulares e o Princípio da Eficiência (Art. 37, caput, CF).
Ao abdicar do poder-dever de regulamentar a quota compulsória, a Administração Militar do Exército transmuda a carreira das Praças de um sistema piramidal dinâmico em um modelo estático. Tal omissão obstrui o fluxo de carreira, retira do militar o direito ao acesso hierárquico regular e configura uma falha estatal no dever de organizar a instituição sobre o binômio da hierarquia e disciplina, conforme exigido pelo Art. 142 da Constituição Federal.
Parabéns Cel jogou merda no ventilador não foi medroso
Realmente, não foi medroso – FOI UM KGÃO!
Parabéns Cidinho…graças a vc estamos vendo sua raça de Lordes Superiores presos e vc rindo atoa kkkkk
A primeira vez que vejo Oficiais contra Oficiais…que continuem assim.
Se o praça do Exército estiver na mesma situação do oficial, o oficial poderá ser incluído na quota compulsória, enquanto o praça, provavelmente, seria expulso a bem da disciplina, encontrando-se uma brecha na lei para isso, pois não existe regulamentação da quota compulsória para as praças do Exército, conforme determina a lei.