FAB divulga quanto recebeu a tripulação do voo que levou Motta e Gilmar ao Gilmarpalooza

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Jornalista conseguiu os dados com base na Lei de Acesso à Informação (LAI)

 

A Aeronáutica divulgou parcialmente os custos do voo da Força Aérea Brasileira (FAB) que transportou o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para a edição latino-americana do fórum jurídico conhecido como “Gilmarpalooza”, realizado em Buenos Aires. As informações foram publicadas pelo jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

Após recurso apresentado com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), a FAB informou que os gastos com a tripulação da aeronave somaram US$ 1.935, o equivalente a cerca de R$ 10,6 mil.

O jatinho da FAB partiu de Brasília em 5 de novembro, transportando dez passageiros, em voo requisitado oficialmente para atender o presidente da Câmara. A lista de ocupantes, no entanto, não foi divulgada.

Segundo a Aeronáutica, cabe à autoridade solicitante manter o controle e o registro das pessoas que acompanham a viagem. Já a Câmara dos Deputados afirma que o uso das aeronaves por Hugo Motta se dá por razões de segurança institucional, o que justificaria a imposição de sigilo.

Apesar da divulgação parcial, a Aeronáutica negou acesso às demais despesas, como gastos com combustível. Essas informações foram classificadas como “reservadas”, o menor grau de restrição previsto na legislação, com prazo máximo de cinco anos. A FAB argumenta que a divulgação poderia causar prejuízos à segurança nacional, à estabilidade econômica ou a planos estratégicos.

De acordo com O Globo, a revisão da decisão em relação aos custos da tripulação se baseou em precedentes. Em julho, a Aeronáutica informou despesas semelhantes de outro voo solicitado por Hugo Motta, que o levou à edição do Gilmarpalooza em Lisboa. Na ocasião, os gastos com diárias da tripulação chegaram a cerca de R$ 60 mil, conforme apuração do repórter Rafael Moraes Moura, da coluna de Malu Gaspar.

Uma resposta

  1. Então não há interesse em acabar com a farra, alguns vivem só de diárias.

    Como diria o saudoso Juca Chaves: “me ajude a comer um camarãozinho…”

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