Pacto assinado em Washington estabelece regras para treinamentos conjuntos, operações de segurança e ajuda humanitária
O governo dos Estados Unidos e o Paraguai assinaram, na segunda-feira (15), em Washington, um acordo militar que estabelece o marco legal para a presença e atuação de tropas americanas em território paraguaio. O entendimento reforça a cooperação em segurança e defesa e reacende disputas geopolíticas na América do Sul, ao ampliar a influência do presidente Donald Trump sobre o atual governo do Paraguai.
O acordo foi firmado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e pelo chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano. Conhecido como Acordo sobre o Status das Forças (SOFA), o instrumento define direitos, deveres e responsabilidades do pessoal militar norte-americano quando em missões no país sul-americano.
Segundo o Departamento de Estado, o texto “estabelece um marco claro para a presença e as atividades” das forças dos EUA no Paraguai, oferecendo previsibilidade jurídica para treinamentos conjuntos, operações de segurança, ações humanitárias e resposta a desastres naturais.
Cooperação militar e segurança regional
Na prática, o SOFA permite a ampliação de exercícios militares bilaterais e multinacionais, além de facilitar a atuação conjunta em situações de crise. O acordo também cria as bases legais para missões de assistência humanitária e operações coordenadas em temas considerados sensíveis para a segurança regional.
Washington e Assunção afirmam que o pacto é essencial para aprofundar a integração entre suas forças armadas, reduzindo incertezas legais e fortalecendo a cooperação em defesa.
Visão dos EUA sobre ameaças no hemisfério
Durante a cerimônia de assinatura, Marco Rubio afirmou que as maiores ameaças à segurança no hemisfério não estão apenas em grupos ideológicos, mas em organizações transnacionais com forte poder econômico e atuação além das fronteiras nacionais.
Segundo ele, essas redes exploram fragilidades institucionais e exigem respostas coordenadas entre países aliados. “Precisamos de parceiros sólidos na região que compreendam a gravidade dessa ameaça”, disse, ressaltando que a cooperação deve respeitar a soberania dos Estados envolvidos.
Influência de Trump e impactos geopolíticos
O acordo militar faz parte de um movimento mais amplo de aproximação entre os governos desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro. Em fevereiro, Rubio visitou o Paraguai, e, em agosto, os dois países assinaram um acordo sobre pedidos de asilo, ampliando a cooperação em temas de segurança e migração.
Esse alinhamento reforça a presença estratégica dos Estados Unidos na América do Sul e intensifica disputas geopolíticas na região, ao mesmo tempo em que consolida a influência de Trump sobre a política externa e de defesa do governo paraguaio.
Uma resposta
Paraguaios…como dizia Jô Soares em um programa de humor: mui amigo.