Manifestação dos presidentes do STF e TST vieram após críticas de tenente-brigadeiro a ministra Maria Elizabeth Rocha, por sua manifestação em ato contra a ditadura
A presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha, foi homenageada nesta sexta-feira (14), na 2ª Conferência Internacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário, que ocorreu na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, em Belém.
Os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello, fizeram questão de manifestar desagravo à ministra, pela agressão – na opinião dos magistrados – sofrida do tenente-brigadeiro Carlos Augusto Amaral Oliveira, ministro do STM.
“Ministra Maria Elizabeth, se me permitir dizer, se vossa excelência nascesse novamente, se chamaria, por certo, Maria Elizabeth Guimarães Teixeira ‘Coragem’ da Rocha. Receba, portanto, nossos cumprimentos e o reconhecimento. Em nome de vossa excelência, cumprimento também todas as mulheres que se colocam nesta frente de também estabelecer limites de respeitar a memória e a verdade na história do país”, disse Fachin.
Vieira de Mello foi na mesma linha. Afirmou que a ministra é o “nosso farol” e a esperança da sociedade brasileira por um novo tempo no Judiciário, transparente e que atenda aos interesses do povo. Disse, ainda, que Maria Elizabeth demonstra que as mulheres brasileiras “têm coragem suficiente para transformar este país”.
A presidente da Justiça militar agradeceu a homenagem e garantiu que se tem “coragem”, “é porque tenho a segurança da força ética e republicana”. “Gostaria de agradecer e de exaltar que a história fará jus de vossas excelências frente a esses Poderes Judiciários, essas Justiças tão importantes quanto a Trabalhista e a nossa Corte Constitucional”, frisou a ministra.
Após a ministra pedir perdão, em 25 de outubro, pelos “erros e as omissões judiciais” cometidos pela Justiça Militar Federal, no ato ecumênico na Catedral da Sé em lembrança dos 50 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog pela repressão da ditadura militar, o brigadeiro manifestou seu descontentamento com a fala durante a sessão plenária do STM.
O ministro sugeriu que a presidente estudasse “um pouco mais de história do tribunal para opinar sobre a situação no período histórico a que ela se referiu”. Ele também a aconselhou a refletir “sobre as pessoas a quem pediu perdão”.
A resposta da ministra foi na sessão de 4 de novembro. Ela classificou o tom usado pelo ministro como “misógino, travestido de conselho paternalista sobre ‘estudar um pouco mais’ a história da instituição”. Maria Elizabeth afirmou que essa “agressão desrespeitosa não atinge apenas esta magistrada; atinge a magistratura feminina como um todo, a quem devo respeito e proteção”.
Em relação ao pedido de perdão, a presidente disse que o objetivo não foi de “revisar o passado com intuito de humilhação”.
Respostas de 6
O marido da juíza canhota é General do Exército da ditadura militar opressora.
Gen Div Romeo, do QEM. Casaram-se em 1988, quando ela tinha 28 anos e ele 48 anos. Ele, portanto, é de 1940 e deve ter se formado pelo IME provavelmente por volta de 1964. Teve um irmão militante de esquerda que desapareceu no período. A ministra no seu discurso na catedral da Sé em SP disse que tinha familiar atingido pelo período militar. Mas como? Se na época do sumiço de quem seria o seu cunhado, a ministra talvez tivesse 10 anos de idade. Não faz sentido algum então o que falou. Aí eu sou obrigado a concordar com o ministro brigadeiro.
A “lacração” ignora os fatos históricos em prol de uma narrativa superficial e sem medo de contestação, pois a nova geração não se preocupa em estudar e pesquisar esses fatos, apenas acredita nessas “verdades” que desafiam a lógica.
Certo dia, assistindo uma palestra, ouvi a palestrante afirmar no meio de sua fala: “…isso, em 1987, ou seja, no auge da ditadura militar…”.
Isso mesmo. A palestrante, diante de uma audiência significativa em número e qualificações, disse que em 1987, no governo civil de Sarney, estávamos no “auge da ditadura”.
Esses discursos são aceitos pela nova geração sem pestanejar.
Os integrantes do clube do “politicamente-correto-em-nome-da-lacração”, por serem minoria, embora bem organizados e detentores de poderes, se protegem uns aos outros, sob o risco de, não o fazendo, voltarem mais cedo à insignificância de suas existências.
Normal o Faquinha defender a Ministra, são todos farinha do mesmo saco…….
Esse perdulário, inútil e classista TJM não é militar? Então há uma hierarquia? Quando o grau hierárquico maior fala cabe aos menores criticá-lo? Então posso criticar abertamente o presidente?
Esses são os mesmo que mandam e determinal na vida da Praça, sempre com pompa e circunstâncias recitam o mantra hierarquia e disciplina pra absolutamente tudo, criticam, condenam e por fim, não dão o exemplo.