Possível empate no julgamento em plenário seria favorável aos réus
De acordo com fontes da cúpula da Justiça Militar, há possibilidade de que o julgamento resulte em um empate – nesse cenário, o resultado é proclamado da forma mais favorável aos réus.
Ao estabelecer as penas para os acusados do “núcleo 1” da tentativa de golpe, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que o STM fosse oficiado para analisar a chamada “declaração de indignidade para o oficialato” em relação aos réus militares.
Além de Bolsonaro, que é capitão do Exército, serão alvos do procedimento os generais Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira e o almirante Almir Garnier, da Marinha.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e também condenado pelo Supremo, vai escapar do julgamento na Justiça Militar porque sua pena não ultrapassa os dois anos, devido aos benefícios do seu acordo de delação.
O julgamento sobre as perdas de postos e patentes só deve ocorrer depois que a ação penal do STF “transitar em julgado”, ou seja, quando estiverem esgotadas as possibilidades de recurso.
Ainda assim, o assunto já tem movimentado os bastidores da Corte militar, que tem feito as contas sobre um possível placar. O cenário tido como o mais provável é o de um “7 a 7” no plenário.
A presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, só se manifesta em caso de empate, para dar o chamado “voto de minerva”. A lei prevê que, nesse cenário, é atribuição do cargo “declarar a decisão mais favorável ao réu”.
Isso pode colocar a ministra em uma posição peculiar: mesmo que ela entenda que os crimes devem ensejar a perda das patentes, ela teria que ressalvar sua posição pessoal para desempatar em prol dos condenados.
Em geral, o argumento dos ministros que votariam pela manutenção dos postos é o de que um erro não pode apagar uma vida inteira de serviços prestados às Forças, especialmente se não houver registros anteriores de má conduta.
Para outra ala, a comprovação de participação dos militares na trama golpista, que incluía um plano para assassinar altas autoridades da República, é suficientemente grave para declarar a “indignidade para o oficialato”.
O procedimento, que depende de uma representação formal do MPM (Ministério Público Militar), não é capaz de mudar o mérito da sentença do Supremo, ou seja, não há uma reavaliação sobre a culpa de cada militar no plano de golpe.
Em nota, o STM diz que a avaliação sobre a “declaração de indignidade” é uma medida “de grande relevância para a carreira militar, destinada a proteger a honra, a disciplina e a hierarquia das Forças Armadas, assegurando, em equilíbrio, a dignidade da farda”.
A CNN apurou que, tão logo o processo chegue ao STM, será tratado com prioridade, com a distribuição célere a um relator. Caberá a esse ministro conduzir o processo e ditar o ritmo do seu andamento.
Na hipótese de maioria a favor das perdas de postos e patentes, a decisão é encaminhada ao Comando Militar da Força a que pertence o oficial condenado, para adoção das providências administrativas.
CNN BRASIL – Edição: Montedo.com
Respostas de 4
Vai acabar em pizza.
Nunca nenhum general combatente foi condenado pela justiça feita por eles para eles.
Nunca.
Mas nenhum deles foi beatificado como Santo.
Mistério
E o sub mergulhador?
Já submergiu… ou encontra-se submerso…
Isso eu já sabia , jamais um General do Brasil, foi julgado indigno. nada muda ,esse é o nosso querido Brasil. se fossem praçs , evolvidos nessa maracutaia, já tinham dançado,. Quem pode pode.