Parceria militar já garantiu ao Brasil desde mísseis e veículos blindados até aeronaves e sistemas de guerra eletrônica por preços mais acessíveis
Gabriel Garcia, da CNN, em Brasília
Os Estados Unidos – país que mais investe em defesa – têm um dos maiores programas de transferência de equipamentos militares do mundo, e o Brasil está entre os principais beneficiados.
Trata-se do FMS (Foreign Military Sales), programa criado pelos EUA com o objetivo de fortalecer a indústria, a segurança interna e “contribuir para a paz mundial”.
Na prática, o FMS permite a venda, muitas vezes por preços mais acessíveis que os praticados no mercado, de equipamentos militares avançados para governos considerados “parceiros”.
O projeto também autoriza a venda de equipamentos de segunda linha, que estão sobrando nos estoques do governo americano, por valores mais acessíveis.
O programa movimentou mais de US$ 80 bilhões em 2023, segundo o Departamento de Estado. Além da venda de equipamentos, o projeto também promove treinamento, assistência técnica, documentação, apoio logístico e outros serviços voltados às Forças Armadas parceiras do governo norte-americano.
Para as Forças Armadas brasileiras, que mantêm uma relação histórica com os EUA, o programa é “crucial”, segundo Marcos Degaut, doutor em Segurança Internacional e ex-secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa.
“Para o Brasil o FMS é absolutamente crucial, ele nos permite não só modernizar nossas Forças Armadas com equipamentos relativamente avançados, como aeronaves e sistemas de defesa, mas também garante acesso a tecnologias que impulsionam nossa capacidade de suasão e resposta”, disse o especialista.
Degaut destaca ainda que, além da aquisição de equipamentos e tecnologias, os militares brasileiros recebem treinamento e capacitação de pessoal, o que eleva o padrão das tropas. O especialista argumenta que os benefícios do programa podem chegar ao nível regional.
“Tudo isso traduz em uma melhoria tangível também na segurança regional, com o Brasil mais apto a enfrentar desafios como o crime organizado transnacional e a proteção das fronteiras”, afirmou.
Recentemente, o Brasil adquiriu, via FMS, equipamentos de ponta como mísseis, veículos blindados, aeronaves de transporte, componentes de suporte para caças F-5, além de sistemas navais, de comunicação, de guerra eletrônica e de inteligência.
As recentes tensões nas relações entre Brasil e EUA, no entanto, têm sido motivo de preocupação para as Forças Armadas do Brasil.
Militares veem com preocupação a possibilidade de uma escalada nas sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. O temor é que medidas mais severas tenham impactos “graves” sobre projetos estratégicos da base industrial de defesa.
Militares ouvidos pela reportagem apontam que, no momento, não há grandes indícios de uma escalada que possa comprometer a relação entre as Forças Armadas “amigas”.
As autoridades avaliam, no entanto, que tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quanto Donald Trump são imprevisíveis.
CNN BRASIL
Respostas de 15
Fala sério, O FMS é um programa antigo de fornecimento de armamento (tipo mercado LIvre Off shopping para países dependentes dos norte americanos), que é uma forma de manter os países subservientes no cabresto.
Para se ter uma ideia, os países que deixam entrar bases militares estadunidenses nos seus territórios tem um “grau” mais elevado para compras de armamento no FMS (“Quanta vantagem”). Um exemplo é a Colômbia, tem bases aéreas que dentro de unidades militares da própria Colômbia e o militar colombiano nem entra.
Entãom, qual a vantagem? Por incrível que possa ser, o motivo é vantagem Pessoal, sim, boa parte dos militares que participam das “negociações de compras de armamentos no FMS” estudaram inglês e sempre sonharam em ter uma boquinha para melhorar de vida, para fazer cursos, servir no exterior, muitas diàrias, viagens, ajuda de custo em dólar, levar a família, tudo pago pela nação.
Pensem bem, depois de tanta dedicação (curso de inglês e babação dos superiores), um sonho de uma vida melhor, vão querer mudar o jogo? Eles (os negociadores) não aceitam e combatem.
Aprender Russo, Chinês ou Hindi, nem pensar, e como fica sonho americano dessa gente?
Esse “acesso ao Brasil” é a mesma coisa que acreditar no Ex- presidiário e dizer que o amor voltou, esquecendo os índices de analfabetismo e criminalidade que impera no país. Qualquer ” vantagem”, americana é a mesma coisa que dizer ” e daí, ele roubou, mas fez, e o duplex de armas era de uma amigo americano, nos só temos o ” acesso “.
Você tem noção do que está dizendo?
É melhor que troque suas pilhas pq devem está descarregadas, pq só robotizado pra cagar tanto pelo mesmo buraco que come analfabeto político simplesmente
Se não tem o que falar, fica calado ou continue a sonhar em lamber as botas americanas…
Corretamente precisamos de mais pessoas como você para abrir os olhos dos apaixonados e cegos de informações,Valeu
O FMS é um programa para manter a nossa dependência dos americanos. É barato porque custa pouco, mas se precisar de alguma atualização custa o olho da cara. O objetivo é manter a dependência no cabresto. Precisamos desenvolver a indústria de defesa nacional inclusive para a concorrência com o nosso algoz, gerar exportações, PIB e renda para o nosso país.
É uma babação pra norte-americano incrível! Como se fosse um absurdo comprar de outras nações, caso seja mais vantajoso.
Concordo acho que o Brasil tem condições de investir nas forças armadas para termos independência militar,Mas pelos comentários que vejo não é de fora das forças armadas que não querem isso e sim dentro das forças armadas que não querem essa tal independência
Estudar, trabalhar, nada contra. O problema são os babões e esse vira latismo com o made US.
Existem outras parcerias benéficas para o país. A FAB fez isso muito bem. Não recordo da MB ter comprado produtos essenciais (navio, míssel.. ) dos US. mas o EB… Parece que a babação é condição si ne qua non para o funcionamento dessa instituição.
Também em armamentos, deverá ser trabalhado mercados diversificados. Não há porque ser mantida uma só fonte fornecedora. Vejo como importante/indispensável compra com transferência de tecnologia (gripen). Obs: o brasil requer fortes investimentos no campo científico/tecnológico. FUJAMOS DA DEPENDÊNCIA NESTE CAMPO, É O QUE NOS ENSINA A HISTORIA.
Sem transferência de tecnologia não avançamos, e ainda pagamos caro para manutenção de alguns equipamentos e aeronaves. A negociação do Gripen foi exemplar. Sigamos nesse caminho.
Os americanos não são confiáveis, quando a Fab tentou comprar mísseis BVR, os queridos americanos concordaram, desde que os mísseis ficassem armazenados nos Estados Unidos, geisel tinha razão quando denunciou o tratado militar com os americanos. E tem muito mais para falar.
E transferir tecnologia nem pensar
Quanta ingenuidade soberania só se conquista com tecnologia própria….
Comprar dos EUA que estão nos ameaçando e da OTAn que acabou de ameaçar….santa ingenuidade
Vamos variar e buscar compras na indústria nacional.
Gerando emprego aqui.
O exército quer comprar javalin dos EUA sendo que produzimos um concorrente aqui….sabe nem o exército que produz acredita como exportar.
Helicóptero…….atemos a helibras.
Militares sempre lambendo bota.
Depender dos yankes é barata dialogar com o chinelo. Até hoje na nossa história só Getúlio Vargas conseguiu alguma vantagens com os gringos do norte. O resto é vassalagem