Quanto é destinado ao setor militar? Como esse valor se divide?
Maicon Araújo Nunes de Jesus
Você já parou para pensar quanto o Brasil gasta com seus militares? As Forças Armadas estão presentes em debates sobre defesa nacional, segurança das fronteiras e até mesmo sobre o papel político dos quartéis. Mas quanto isso representa no bolso do contribuinte e nas contas públicas?
Neste conteúdo, vamos explicar quanto é destinado ao setor militar, como esse valor se divide, qual o tamanho do contingente brasileiro e como o país se posiciona no cenário internacional em comparação com outras potências. Vamos lá?
Quanto o Brasil gasta com os militares?
Segundo dados da CNN Brasil, em 2024 o Brasil destinou cerca de R$ 77,4 bilhões ao pagamento de militares da ativa, inativos e pensionistas. Isso representa 78% de todo o orçamento da Defesa Nacional. Para comparação, nos Estados Unidos esse percentual é de apenas 22%.
Esse volume de gastos tem raízes históricas. Desde a criação do sistema de pensão vitalícia para filhas solteiras de militares, em 1918, o Brasil vem estruturando um modelo de remuneração que privilegia a estabilidade e o apoio familiar dos integrantes das Forças Armadas.
Quem recebe esse dinheiro?
De acordo com o Portal da Transparência, o efetivo das Forças Armadas está distribuído da seguinte forma: 362 mil militares da ativa, 169 mil inativos (aposentados) e 235 mil pensionistas.
Ou seja, cerca de 800 mil pessoas recebem algum tipo de remuneração do Ministério da Defesa. A divisão do orçamento entre esses grupos é: ativos: 33,5%; inativos: 32,7% e pensionistas: 27,7%
Além disso, o valor médio pago também varia:
- Militares da ativa: R$ 6.300/mês;
- Inativos: R$ 13.200/mês;
- Pensionistas: R$ 8.000/mês.
Entre os benefícios que contribuem para esse cenário estão as promoções automáticas, que permitem progressão na carreira com base no tempo de serviço, e pensões vitalícias para filhas, concedidas mesmo após a maioridade e sem exigência de invalidez.
Por que se gasta tanto com pessoal?
Boa parte desses gastos é explicada pela estrutura legal vigente. A Lei Complementar nº 97/1999, que regula o funcionamento das Forças Armadas, e a Lei nº 13.341/2016, que reestruturou o Ministério da Defesa, mantêm um modelo de efetivo elevado com garantias específicas de carreira.
Essas decisões, somadas a uma cultura institucional estável, explicam por que, mesmo com cortes recentes, o custo com pessoal permanece alto. Não à toa, em 2023, segundo a Folha de S.Paulo: 85% do orçamento da Defesa foi gasto com pessoal; apenas 5% foi destinado a investimentos; 10% cobriu despesas operacionais
O que pensam os diferentes lados do debate?
Setores ligados às Forças Armadas defendem que a carreira militar é única e exige dedicação exclusiva, disponibilidade constante e sacrifícios familiares, como mudanças frequentes de cidade e impedimentos legais (ex: não podem fazer greve ou se filiar a partidos).
O general Tomás Paiva, atual comandante do Exército, já afirmou em entrevistas que a estabilidade e os benefícios são “condições fundamentais para manter a hierarquia e a disciplina”. Esse mesmo argumento foi reforçado em audiências da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, e pelo então ministro da Defesa José Múcio Monteiro, que destacou que os cortes orçamentários colocam em risco “a prontidão das Forças Armadas”.
Economistas ligados ao campo liberal vêm criticando propostas como a PEC 55/2023, que fixa 2% do PIB para gastos com Defesa, com destinação obrigatória de 35% para modernização.
Segundo o economista Bráulio Borges (FGV IBRE), vincular percentuais fixos por meio da Constituição pode comprometer a flexibilidade fiscal do Estado, especialmente em períodos de ajuste. Em entrevista à BBC Brasil, ele alertou para o risco de que o gasto militar cresça à custa de áreas como saúde e educação.
Outro nome importante nesse debate é José Roberto Afonso, coautor da Lei de Responsabilidade Fiscal, que já defendeu uma revisão ampla de todas as despesas obrigatórias, incluindo as militares, para preservar o equilíbrio das contas públicas.
Já do ponto de vista estratégico e conservador, há quem veja a modernização das Forças Armadas como uma questão de soberania nacional. O general da reserva Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, costuma dizer que a capacidade militar brasileira precisa estar à altura dos desafios regionais, como a proteção da Amazônia e da costa atlântica.
Além disso, parlamentares da bancada da Defesa, como o deputado General Girão (PL-RN), defendem publicamente que a PEC 55 é necessária para assegurar investimentos mínimos em um contexto de “despreparo crônico”.
Setores progressistas e acadêmicos críticos argumentam que o modelo de remuneração dos militares reforça desigualdades dentro do funcionalismo e perpetua privilégios herdados de períodos autoritários.
A professora Ana Penido, pesquisadora da área de Defesa e Segurança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e coordenadora do Grupo de Estudos em Defesa e Segurança Internacional (GEDES), afirma que “a ausência de reformas estruturais nas Forças Armadas desde a redemocratização contribui para um isolamento institucional e pouca accountability pública”.
O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) também critica a falta de transparência no orçamento da Defesa e defende que o debate sobre os gastos militares deve considerar a necessidade de readequação a prioridades sociais, como saúde, educação e combate à pobreza.
Organizações como a Transparência Brasil e a Associação Contas Abertas defendem maior controle social sobre os gastos das Forças Armadas. Para essas entidades, o orçamento da Defesa ainda é um dos menos transparentes da administração pública federal, o que dificulta a avaliação de desempenho e efetividade dos recursos.
O especialista em contas públicas Gil Castello Branco, fundador da Contas Abertas, argumenta que o alto comprometimento com salários e pensões compromete a modernização da Defesa e limita a atuação do Congresso e da sociedade na definição de prioridades.
Ministério da Defesa em 2025
Segundo a CNN, o Ministério da Defesa sofreu um bloqueio de R$ 2,6 bilhões em 2025, afetando operações como abastecimento de aeronaves e manutenção de equipamentos. A Veja apontou esse como um dos maiores cortes da história recente da pasta.
Ainda assim, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2025) prevê um total de R$ 133 bilhões para a Defesa. Mais de 90% desse valor está comprometido com despesas obrigatórias, como salários e pensões — o que limita severamente a capacidade de investimento e inovação tecnológica.
O custo dos militares no Brasil levanta questões relevantes sobre eficiência orçamentária, segurança nacional, justiça social e planejamento estratégico. Reformar esse sistema exige cuidado, equilíbrio e escuta ativa aos diferentes setores envolvidos: a corporação militar, os gestores públicos, os economistas, os especialistas em defesa — e, claro, a sociedade civil, que financia esse sistema com seus impostos.
A pluralidade de visões não é um obstáculo, mas sim uma condição necessária para construir soluções sustentáveis, eficazes e compatíveis com os desafios do século XXI. (leia mais)
POLITIZE! – Edição: Montedo.com
Respostas de 35
Pensionistas 27%, as pensões das filhas consomem do orçamento 27% é um absurdo, enquanto a ativa fica morrendo esperando um serviço de qualidade nos hospitais militares, fazendo economia de energia, tem filha de “marechal” ganhando acima do teto pq casou com outro 4 estrelas, antes que falem que o pensionista engloba o militar na reserva e sua esposa, normalmente a mulher parte com 10 ou 20 anos apos a morte do marido, agora uma filha do velhinho que pulou a cerca com a novinha nascer aposentada é o cúmulo do absurdo. Antes que apareça alguem falando “mas e o judiciario ?” Camarada estou nem aí pro judiciario, enquanto você curte seu beat tenis aposentado, junto com a esposa futura aposentada e a filha futurissima aposentada, estou eu no quartel fazendo economia de energia e diluindo cheirinho com agua para render.
Visão míope, típica de quem se sujeita a ser marionete de políticas neoliberais.
Apega-se a anti-propaganda das exceções para generalizar a carreira militar. Não são “as filhas de Marechais” ou de “os velhinhos curtinho beat tenis”, ou mesmo a Existência das pensionistas que são os culpados de algo. Não caia nessa conversa mole, como um gado a ser manobrado, só para sobrare mais dinheiro para os empresários e banqueiros de olho no orçamento público.
Deve-se identificar se há realmente o problema que eles falam. Por que vocês não compara o percentual que se gasta do orçamento com as FFAA do Brasil com o de outros países? Será que gastamos muito, como dizem?
País % do PIB com Defesa
Estados Unidos 3,4%
Índia 2,3%
Reino Unido 2,3%
França 2,1%
Alemanha 1,9%
Itália 1,6%
China 1,7%
Japão 1,4%
Canadá 1,3%
Brasil 1,0%
Portanto, meu amigo, o que se gasta é muito pouco com as FFAA no Brasil.
Como existe uma despesa fixa, o que é normal, e se Diminui muito o valor total, dá a impressão que é se gasta muito com pessoal. Você caiu, fazer o quê?
Vc atingiu o alvo em cheio! Na realidade o discurso é o inverso da imprensa, investe-se tão pouco em defesa que o dinheiro aplicado é só para remuneração e olhe lá!
Esses jornalistas são uns ridículos em comparar porcentagem de despesa de pessoal entre os exércitos brasileiro e americano sem mencionarem o total do montante a ser considerado, ou seja, manipulam o discurso, deturpam dados e, por consequência, desinformam.
Na realidade a União economiza, e muito, com a política remuneratória das FFAA, o resto é conversinha para retirar mais direitos. É isso!
Visão miope é defender pensão para filha. Do mesmo jeito que muitos aqui são revoltados com os beneficios do judiciario e legislativo, manter isso nos dias atuais é um desvio de caráter. Pode trazer 500 milhões de dados, aposentar uma criança, adolescente ou adulto só porque o pai passou em um concurso de nivel fundamental é um ABSURDO !
Coisa de brasil império.
Não existe título de nobreza hereditário na república.
Filho do duque, filho do Conde… nada disso.
E como vc falou, um concurso de nível fundamental que gera 30k pra filha enquanto todo resto do funcionalismo tem que mandar as filhas trabalharem para após 62 anos de idade aposentarem pelo teto do inss.
É uma vergonha. Imoral.
E custa mais que os juizes com supersalários.
Juiz se aposenta e vai pro teto do inss
O militar chega aos 48 anos coronel, ganhou posto acima, teve filha aos 35, expectativa de vida 80 anos da mulher, o que temos?!
72 anos de salario de general de brigada, 33 mil!
O problema é gastar 27% com FILHAS que sequer entraram em forma!
E a maioria é filha de major ou general, pq pegaram posto acima.
É facil resolver: se o instituidor está vivo, corta. Não há direito a pensão antes da morte.
Se ja morreu, aumenta a alíquota de contribuição para 30%
TODOS ESSES PAISES LUTAM GUERRAS!
Nos fazemos formatura pra general
Faxina pra coronel
Aqui no meu Rgt e coronel fiscalizando faxina de guarda.
E o zelador mais caro do pais e vai se aposentar aos 47 anos
Nao lutamos guerra! E pra malabarismo
E desse orcamento todo, pagamos mais pra inativo e pensionista que pra ativos, por conta de coisas absurdas como pensao de filha
Temos que tirar as filhas sadias dessa mamata.
A república foi proclamada, e com ela os titulos hereditários acabaram.
É vergonhoso uma previdência privada paga com recursos públicos. Uma previdência privada custa uns 3 mil reais.
Mas não se aflija… Se não pelas instituições, em breve os Próprios generais que vão ter a iniciativa de acabar com esse privilégio… Já estão promovendo a turma de 1996, em breve a filha dos generais da ativa vai ter que trabalhar como todo cristão, e aí nem o exército terá interesse em manter o privilégio das filhas aposentadas.
Esse tema tem deixado a situação das Forças Armadas mais complicado. o que buscam os comentários. declarações de militares menos esclarecidos que ao invés de fortalecer as Forças Armadas acabam por destruí-las. Existe um ditado que o peixe morre pela boca. Nós servimos de cobaias para dar argumentos aqueles que querem ver o barco das forças armadas afundar. Melhor deixar nossos chefes decidirem esse tipo de coisa, pois somente eles tem os embasamentos adequados para responder a quem de direito.
Ora, se hoje o grande problema no país são as FA, simples: acaba logo com elas.
Extingue as FA, repassa esses gastos para as “políticas sociais” (traduzindo: assistencialismo como forma de compra de voto institucionalizado) e para manter as gratificações mensais em torno de 170 mil reais para cada um dos ministros do TST, por exemplo.
E, se houver necessidade de defender o país – lembrando que estamos num momento delicado, que podemos afirmar como iminência de um conflito mundial – forma-se de última hora um grupo de escoteiros para distribuir panfletos amigáveis a quem estiver invadindo o território.
Simples.
P.S.: “tecla sap” – contém ironia.
Resumindo, já dizia um ex-comandante meu no final dos anos 80 quando me formei na ESA, só tem Força Armada e amante quem pode, logo, se não pode extingue, quanto aos 27% de pensionistas, o certo era separar a das filhas da pensão paga as esposas, porem obviamente isso não interessa ao autor da matéria, e por ultimo, antes de comparar o percentual de gasto entre o Brasil e os Estados Unidos, deveria fazer uma projeção e igualar hipoteticamente o nosso percentual de PIB ao deles, e ai sim fazer uma comparação, porém, como disse anteriormente, isso nao interessa.
Vc não é um viajante do Futuro… vc viaja é na maionese… Um lunático… Com essa mentalidade vc não vai tomar uma cervejinha… vai tomar é no c….
Quanto custa, nós graduados, entrar na força aos 18 anos e perder toda juventude se dedicando na força e sempre ser prejudicados pelos generais a carreira toda . E sair para reserva velho e muitas vezes doentes e continuando sendo prejudicados e ao ponto de se tornar militares de terceira classe. Quanto custa?
Bolsotrevas e a maldita Lei do mal… Lei do general… além dos postos e Graduações… nos dividiu em classes e subclasses… hoje temos militares de primeira… segunda e terceira classes… isso dentro do mesmo posto ou graduação… tem Coronel de AMAN ganhando menos que capitão QAO… que nem oficial é… é possível?cabe lembrar que QE Não É Carreira E QAO Não É Oficial…
Um desembargador ganhar mais de 140mil é normal? Há mtas coisas anormais no Brasil e o foco é sempre a caserna.
Sao quase 4 meses de uma filha de coronel (gen bda no posto acima)!
Um absurdo!
Mas ao menos ele entrega algo para a sociedade, uma prestação jurisdicional.
E tem poucos desembargadores no país. Não da 200…
Ja as filhas…
Na cara não
Matéria interessante mas talvez os percentuais salariais necessitam de comprovação. Seria bom também reportagens sobre o judiciário e legislativo, planos de saúde galático, melhor da via Lactea, como também grandes recursos da Lei Rouany, desvios, e inclusive citar a defasagem salarial dos militares. Não tem data base como os primos ricos, já citados acima, e as dificuldades inerentes da carreira, sem FGTS, hora extra e etc.
Cita se ainda os desvios de sua função em diversos eventos, onde os orgãos de segurança não conseguem resolver os problemas.
Não se deve deixar levar pelas assertivas de fáceis assimilação, tal qual essa reportagem, como se elas fossem verdades absolutas.
Percentualmente, de fato, gasta-se muito com pessoal em relação a investimentos. Pergunto, estará, aqui, o problema? Ou o orçamento destinado às FFAA é tão baixo a ponto de aparecer essa discrepância?
Todo o orçamento tem despesas fixas (como salários e pensões) e variáveis, como investimentos. Se o orçamento é tão diminuto a ponto de só manter as despesas fixas, pergunto, são despesas fixas que são o problema por serem enormes, ou foi o orçamento ficou muito baixo?
Para responder isso, basta ver se o Brasil gasta percentualmente muito, ou pouco, com as FFAA.
Comparando com os países dde mesmo nível do PIB do Brasil, verifica-se:
País % do PIB com Defesa
Estados Unidos 3,4%
Índia 2,3%
Reino Unido 2,3%
França 2,1%
Alemanha 1,9%
Itália 1,6%
China 1,7%
Japão 1,4%
Canadá 1,3%
Brasil 1,0%
Portanto, se a reportagem fosse séria, porque não fez esse comparativo.
Mantendo esses mesmos valores para pagamentos de salários e aumentando o orçamento para 2% do PIB, passaríamos para gastos com pessoal abaixo para cerca de 39% e investimentos para 61%.
Se o orçamento fosse como o grande exemplo comparado, os norte americanos, passando os gastos para 3,4% do PIB, gastaríamos com pessoal os mesmos 22% de gastos com o pessoal deles.
Quanto menor o orçamento maior o gasto percentual com os salários, já os EUA gastam US$ 967 trilhões. Os salários não aumentam com o orçamento, mas diminuem em relação ao percentual.
Quanto custam os militares para o Brasil?
Com certeza bem menos que o congresso judiciario e stf.
Só comparar efetivo gastos salários e o que contribuem para a Nação.
Pior que não.
É muita gente aposentada aos 47 anos.
E muitas filhas sadias mamando até a morte.
Judiciário inteiro são 18 mil juízes.
E todos vão receber o teto do inss na aposentadoria.
De tempos em tempos se questionam sobre a utilidade dos militares das FAs. De vez em quando tentam nos responsabilizar pela dificuldade financeira da nação. Não vejo tanta preocupação em relação aos funcionários dos demais Poderes. Poderíamos folhear as páginas dos livros de história e procurar algum momento de alguma guerra onde o país esteve pronto para defender o seu povo. Assim vejo esse momento atual, onde os conflitos se espalham pelo mundo e nós acreditando que não fazemos parte desse mundo.
Sub, se o foco do eb não fosse faxina, coquetel, churrasco, babação, talvez a sociedade entendesse a necessidade do militar, em vez de formar um pequeno efetivo bem qualificado como é o SD Fuzileiro Naval, é melhor que o ev do eb atirar apenas uma vez em 8 anos de serviço. Ultimamente a principal missão do eb é virar pneu no combate a dengue.
Essa questão das filhas sadias é um rombo no orçamento corrente que vai ter repercussão financeira por uns 120 anos.
Tem filha que nem nasceu ainda, vai nascer daqui ha 20 anos, e estará aposentada com recursos públicos por conta do que o pai fez.
Ja chegou a hora de cortar essa mamata. E está facil, se o pai está vivo não há direito adquirido, só cortar. Se o pai morreu, aumenta a alíquota.
Os caras juram morrer pela patria mas querem mesmo é deixar a filha mamando os impostos recolhidos pela sociedade. É uma vergonhaaaaa
Deram oportunidade para isso, somos descontados em folha para termos direito. Concordo em acabar. Contudo, devolvam os valores descontados atualizados. PONTO.
Você sempre com a mesma ladainha, tem filha que nem nasceu ainda, vai nascer daqui a 20 anos e estará aposentada. Lhe informo que a MP 2215-10, art 31, de 31 Ago 2001, estipulou o benefício só até 29 Dez 2000. Após essa data o benefício ficou extinto. A Lei 13.954 , Cap I, Art 1º, § 3º , II, de 16 Dez 2019, estabelece o desconto de 1,5% das filhas, cujo instituidor tenha falecido a partir de 29 Dez 2000 e tenha optado, em vida, pelo pagamento da contribuição prevista no art 31 da MP 2215-10 de 31 Ago 2001.
Resumindo: Quem tinha filha até a data de 29 Dez 2000 poderia optar por manter o benefício na condição do desconto de 1,5% do soldo, ou não optar pelo desconto abrindo mão do beneficio. Filhas nascidas após a vigência da MP de 29 Dez 2000 não tem direito a se habilitar ao benefício.
Daonde vc tirou que o benefício foi extinto?
Será extinto quando não houver repercussão financeira na LOA.
Ele não foi extinto. Ele consome 27% do nosso orçamento, conforme reportagem.
E sim, existem filhas que nem nasceram e vão receber, desde que o pai pague a “previdência pública” ao custo ee 1,5%
Pare de mentir meu amigo.
Nós sabemos que não acabou e não acabará tão cedo, pois como disse, ainda existem beneficiárias que nem nasceram.
Militar deve amar a verdade. Não minta, não subestime a inteligência do homem médio.
O benefício não foi extinto para quem já tinha o direito adquirido até 29 Dez 2000, e quem tivesse filha até quela data, o instituidor poderia optar por pagar o percentual de 1,5% para manter o benefício. Foi dado um prazo até Ago 2001 para os militares optarem ou não pelo benefício.
A condição de opção era ter filha dependente até a edição da MP 2215-10 de 31 Ago 2001.
Eu lhe pergunto? Como um militar iria aderir um benefício, à época, sem ter filha mulher, a não ser que tenha uma bola de cristal que lhe afirmaria que daqui a 5, 10, ou 20 ANOS sua esposa iria parir um filha, mesmo assim não tinha amparo.
Quanto a sua afirmação de que eu estou mentindo, lhe informo que trabalhei na SIP/3, á época, no setor de benefícios de pensionistas que tratava do assunto. Inclusive tivemos problemas de descontos de militares que não tinham filhas e sofreram o desconto de 1,5% do soldo, sendo posteriormente corrigido. Tenho certeza que você não é ou não foi militar, pelo simples fato de dizer “desde que o pai pague a Previdência Pública”, o militar desconta em contracheque é “PENSÃO MILITAR”
Eu trabalhei numa SIP.
Vc está enganado.
Muitas pessoas sequer tinham filhas, mas considerando a possibilidade de te-las, optaram por recolher os 1,5%
Em lugar nenhum esta falando “filhas nascidas até 2000”. Elas podem nascer em 2080, serão “filhas”, e se o instituidor tiver optado por manter o benefício, elas terão direito.
É assustador ver como militares dão palpite sobre tudo, e sem o menor conhecimento de causa, falam com tamanha convicção.
O único requisito é ter optado na época da lei do mal.
Esse dinheiro tem que ir para as nossas praças que estão debandando para a PRF aos cântaros. Sua filha não pode ganhar mais que um sargento que está na guarda hoje mesmo. Não com dinheiro público!
Acho que você não trabalhou em uma SIP, pelo simples fato de afirmar que elas podem nascer em 2080 que terão direito. digo-lhe que não, a lei é foi bem clara, para manter o direito ao benefício após a edição da Lei do Mal, como você diz, o militar que tinha filha, teria que optar pelo beneficio até 31 Ago 2001, como bem comentou o anônimo de 18/08/25 – 01:05 hs.
Amigo, não se exige muito. É interpretação de textos básica. Apenas saber ler.
Não está escrito “o militar que tiver filha na data da edição da MP”.
Está escrito que o militar que desejar manter o benefício do art. Tal, deverá optar por pagar 1,5%
Se vc for no “art tal”, verá que ele fala da pensão das filhas, não das filhas nascidas até determinada data.
Não era pré requisito “ter filhas”. Era pré requisito optar por descontar 1,5% para manter o privilégio para as filhas, e não há limite temporal para seu nascimento.
Do contrário, teriamos uma situação bizarra e flagrantemente anti-isonômica onde uma filha nascida em 1999 receberia e outra nascida em 2001, não.
Confere lá. Confia no que eu digo.
Eu paguei a minha carreira inteira os para ter o benefício de proteção “a mais” e não usufrui.
Já na reserva, vendo que era disperdício mantê-lo, pois não tive filhas, optei por tirar os 1,5%. Perdi, o sistema de proteção militar ganhou dinheiro de mim, bola para frente
Por que ninguém fala? Porque não interessa para a anti-propaganda contra as FFAA.
O engraçado nisso é que se pegam nas filhas e o judiciário que é o mais caro do mundo, ninguém quer rever? parem de Hipocrisia e vão pensar em quem vocês votam, estamos sendo prejudicados a muitos anos
É que as filhas NAO SAO/FORAM militares.
E o judiciário faz seu próprio orçamento (sem filhas).
Na verdade a questão das filhas não afeta militares.
Afeta o fato delas ganharem mais que nossos militares da ativa sem nunca terem entrado em forma