Governo Lula acompanha com preocupação envio de militares dos EUA à América Latina

Navios das Marinhas dos EUA
Foto: Marinha dos EUA - 18.abr.2020 / Reuters(FFH 154) (L) sails with U.S. Navy Amphibious assault ship USS America (LHA 6), Ticonderoga-class guided-missile cruiser USS Bunker Hill (CG 52) and Arleigh-Burke class guided missile destroyer USS Barry (DDG 52) in the South China Sea, April 18, 2020. Picture taken April 18, 2020.   Petty Officer 3rd Class Nicholas Huynh/U.S. Navy/Handout via REUTERS    ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY.    To match Special Report AUSTRALIA-CHINA/RELATIONS

 

Medida teria por objetivo combater cartéis de drogas; segundo presidente mexicana, operação ocorre em águas internacionais, não se configurando como intervencionismo

Eliane Oliveira
Brasília – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vê com preocupação a decisão do presidente Donald Trump de enviar forças aéreas e navais para o Mar do Caribe Meridional. A justificativa de Washington é que a medida será tomada para “lidar com ameaças” de cartéis de drogas latino-americanos, segundo a agência Reuters. A movimentação ocorre no momento em que a presidente do México, Claudia Sheinbaum, está em viagem à Guatemala. Segundo ela, porém, a operação ocorre em águas internacionais, não se configurando como intervencionismo.

Mas, para auxiliares de Lula, o envio de militares é preocupante “em qualquer circunstância”. Especialmente se uma força estrangeira invadir o território brasileiro. Mas a notícia que chegou a Brasília sobre o tema tem como origem a imprensa.

O principal alvo dos EUA é o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Há alguns dias, Trump anunciou um aumento na recompensa de US$ 50 milhões pela cabeça de Maduro. O Departamento de Justiça dos EUA alega que o venezuelano teria ligações com o narcotráfico. Na última terça-feira, Maduro reagiu. Disse aos “imperialistas” que não se atrevam a atacá-lo, porque a resposta “pode ser o fim do império americano”.

Mobilização da Marinha
O contingente é formado por militares do Grupo Anfíbio de Prontidão Iwo Jima (ARG, na sigla em inglês) e da 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais para o Comando Sul dos EUA. Sua movimentação faz parte de um reposicionamento mais amplo de ativos militares para a área de responsabilidade do Comando Sul dos EUA (Southcom), que vem sendo realizado nas últimas três semanas, disse uma das autoridades de defesa.

Um submarino de ataque com propulsão nuclear, aeronaves de reconhecimento P8 Poseidon adicionais, vários contratorpedeiros e um cruzador de mísseis guiados também estão sendo alocados para o Comando Sul dos EUA como parte da missão, segundo as fontes da CNN.

Segundo a imprensa americana, o destacamento americano teria como objetivo combater o tráfico de drogas e pressionar o governo venezuelano. Uma terceira pessoa familiarizada com o assunto especificou à CNN que os recursos adicionais visam “enfrentar ameaças à segurança nacional dos EUA vindas de organizações narcoterroristas especialmente designadas na região”.

Um oficial da Marinha disse à CNN que a Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais “está pronta para executar ordens legais e apoiar os comandantes combatentes nas necessidades que lhes forem solicitadas”.
O GLOBO

Respostas de 2

  1. Parem de falar do Lula Ladrão, a preocupação tem que ser é das forças armadas que infelizmente não conseguem falar não pra esse governo que colocou o Brasil em uma situação muito desconfortável perante o mundo inteiro.

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